Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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Índios Xavantes da aldeia três estrelas realizaram a 3º edição de luta Wa´i



Os índios xavantes da aldeia três estrelas passaram o domingo, 28, em festa. A aldeia que conta com 30 índios, fica sentido Paranatinga. São 85 quilômetros de Primavera do Leste. Como forma de confraternização entre a comunidade e convidados, foi realizado mais uma edição de luta Wa´i entre homens.
O cacique da aldeia, Carmine Tserehisra, disse que a luta é costume da cultura indígena. “Nós realizamos a luta que é uma cultura do nosso povo para integrar a comunidade. Também abrimos a nossa aldeia para toda a comunidade, pra que possam conhecer mais nossa cultura”. O cacique disse ainda que a aldeia precisa de melhorias e pede apoio aos governantes para que possam furar poços para ter água para as necessidades básicas e também pede por um técnico de enfermagem e um técnico aisão que é um indígena que cuida do saneamento básico da comunidade.
Para a festa os índios ganharam de alguns moradores de Primavera do Leste e de agricultores, a comida, a bebida e a premiação para os vencedores em primeiro, segundo e terceiro lugar na luta. Além da participação de 10 índios xavantes, alguns convidados e visitantes participaram da luta.

O vereador Luis Costa (PR) esteve presente prestigiando a festa indígena e também não hesitou em participar da luta. “Acho interessante à cultura indígena, é importante compreendermos o modo como eles vivem. É uma cultura diferente da nossa, eles vivem de forma diferente do homem branco, estou aqui para prestigiar e também ajudar no que for necessário. Sou favorável as politicas indígenas, e precisamos fortalecer a cultura e também inserirmos os índios em nossa sociedade”.
O deputado federal, Valtenir Pereira (PMDB), esteve junto com representantes da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) de Mato Grosso, acompanhando o evento e conversando sobre melhorias para as aldeias da região. “Nós lutamos para o desenvolvimento, étnico, sócio e econômico dos indígenas, precisamos melhorar a sustentabilidade desse povo. Precisamos dar condições preservando a cultura indígena. Eles precisam de apoio para conseguir seu próprio sustento, utilizando recursos da natureza. Hoje o repasse para a FUNAI trabalhar com os índios no Brasil é de R$100 milhões de reais por ano, e esse valor é pouco para o tanto que temos ainda que fazer. Ultimamente temos fortalecido a saúde indígena, em todo o País, eles precisam de acompanhamento”.
A aldeia fica no território do município de Novo São Joaquim, e todos os pedidos realizados pelo cacique para melhorar as condições da comunidade indígena serão encaminhados para o Prefeito da cidade. O deputado federal, Valtenir Pereira e o vereador, Luis Costa, se comprometeram em ajudar, com as necessidades existentes.
A Cruz Vermelha de Primavera do Leste esteve presente com seus voluntários para prestar apoio à cultura e ajudar o povo indígena com suas necessidades básicas. Durante o evento os voluntários brincaram com as crianças, conversaram com as famílias, e distribuíram lanches. Após a festa, ainda os visitantes foram em mais duas aldeias, a Imaculada Conceição e a Volta Grande. Todos os índios destas comunidades foram ouvidos pelos representantes políticos, pelo representante da FUNAI e receberam alimentos da Cruz Vermelha.

JPMT.COM.BR



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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