Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Índios Xavantes da aldeia três estrelas realizaram a 3º edição de luta Wa´i



Os índios xavantes da aldeia três estrelas passaram o domingo, 28, em festa. A aldeia que conta com 30 índios, fica sentido Paranatinga. São 85 quilômetros de Primavera do Leste. Como forma de confraternização entre a comunidade e convidados, foi realizado mais uma edição de luta Wa´i entre homens.
O cacique da aldeia, Carmine Tserehisra, disse que a luta é costume da cultura indígena. “Nós realizamos a luta que é uma cultura do nosso povo para integrar a comunidade. Também abrimos a nossa aldeia para toda a comunidade, pra que possam conhecer mais nossa cultura”. O cacique disse ainda que a aldeia precisa de melhorias e pede apoio aos governantes para que possam furar poços para ter água para as necessidades básicas e também pede por um técnico de enfermagem e um técnico aisão que é um indígena que cuida do saneamento básico da comunidade.
Para a festa os índios ganharam de alguns moradores de Primavera do Leste e de agricultores, a comida, a bebida e a premiação para os vencedores em primeiro, segundo e terceiro lugar na luta. Além da participação de 10 índios xavantes, alguns convidados e visitantes participaram da luta.

O vereador Luis Costa (PR) esteve presente prestigiando a festa indígena e também não hesitou em participar da luta. “Acho interessante à cultura indígena, é importante compreendermos o modo como eles vivem. É uma cultura diferente da nossa, eles vivem de forma diferente do homem branco, estou aqui para prestigiar e também ajudar no que for necessário. Sou favorável as politicas indígenas, e precisamos fortalecer a cultura e também inserirmos os índios em nossa sociedade”.
O deputado federal, Valtenir Pereira (PMDB), esteve junto com representantes da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) de Mato Grosso, acompanhando o evento e conversando sobre melhorias para as aldeias da região. “Nós lutamos para o desenvolvimento, étnico, sócio e econômico dos indígenas, precisamos melhorar a sustentabilidade desse povo. Precisamos dar condições preservando a cultura indígena. Eles precisam de apoio para conseguir seu próprio sustento, utilizando recursos da natureza. Hoje o repasse para a FUNAI trabalhar com os índios no Brasil é de R$100 milhões de reais por ano, e esse valor é pouco para o tanto que temos ainda que fazer. Ultimamente temos fortalecido a saúde indígena, em todo o País, eles precisam de acompanhamento”.
A aldeia fica no território do município de Novo São Joaquim, e todos os pedidos realizados pelo cacique para melhorar as condições da comunidade indígena serão encaminhados para o Prefeito da cidade. O deputado federal, Valtenir Pereira e o vereador, Luis Costa, se comprometeram em ajudar, com as necessidades existentes.
A Cruz Vermelha de Primavera do Leste esteve presente com seus voluntários para prestar apoio à cultura e ajudar o povo indígena com suas necessidades básicas. Durante o evento os voluntários brincaram com as crianças, conversaram com as famílias, e distribuíram lanches. Após a festa, ainda os visitantes foram em mais duas aldeias, a Imaculada Conceição e a Volta Grande. Todos os índios destas comunidades foram ouvidos pelos representantes políticos, pelo representante da FUNAI e receberam alimentos da Cruz Vermelha.

JPMT.COM.BR



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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