Primavera do Leste / MT - Sábado, 31 de Outubro de 2026

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política

Intervenção militar não é varinha mágica, diz general Mourão



Em Porto Alegre, general chamou campanha de caminhoneiros pela intervenção militar de “desserviço”

General Antônio Hamilton Martins Mourão (Pedro Ribas/ANPr/Divulgação)

O general Hamilton Mourão, na reserva desde fevereiro deste ano, disse na manhã desta terça-feira 29, em Porto Alegre, que é contra a intervenção militar desejada por parte dos caminhoneiros que estão em greve desde a semana passada. Em entrevista exclusiva a VEJA (leia abaixo), Mourão disse queintervenção militar não é “solução imediata” e que não é “varinha de condão” que faz “plim, plim” e “está tudo resolvido”. “O país não tem que ser tutelado pelas Forças Armadas”, afirmou.

Mourão participou de almoço de militares da reserva no Grêmio Sargento Expedicionário Geraldo Santana. O general, que já chefiou o Comando Militar Sul (CMS), foi recebido com leitura de uma poesia, aplausos, pedido de autógrafo e fotografias. Ele aproveitou a ocasião para angariar apoio ao pré-candidato a deputado estadual tenente-coronel Luciano Zucco [ainda sem partido porque militares têm prazo diferenciado para filiação].

Zucco é um dos cerca de oitenta militares espalhados pelo país que vão disputar cargos nas eleições de outubro em uma “frente militar”. A frente conta com o general como divulgador das candidaturas. Recentemente, Mourão se filiou ao PRTB e apoia Jair Bolsonaro (PSL-RJ) à Presidência. Sua participação na chapa de Bolsonaro como vice não está descartada. “Caso ele opte que seria melhor me ter como vice, a gente está aberto a essa possibilidade”, disse à reportagem.

Embora rejeite a ideia dos caminhoneiros para uma intervenção militar, o general já se envolveu em polêmicas defendendo a medida anteriormente. Mourão também criticou o atual ministro da Segurança, Raul Jungmann, (“é incapaz de saber como se faz um plano”) e o presidente Michel Temer (“se for passar a mão em cima da cabeça de uma criança, a criança começa a chorar”).

Abaixo, a entrevista:

Havia a expectativa de que o senhor saísse candidato à Presidência da República após sua filiação ao PRTB. Como o senhor decidiu essa questão?

Deixei claro que não seria candidato. Considero que a candidatura do deputado Bolsonaro (PSL-RJ) é a candidatura que representa as ideias das quais comungo e bato por elas. Se eu fosse candidato, iria dividir. A pior coisa nesse momento é dividir o público que nós temos. Poderiam dizer ‘ah, mas por que o senhor não vai concorrer ao Senado, como deputado federal?’. Porque considero que o quadro político-partidário é muito fragmentado e o capital que eu tenho é o capital moral e não posso desperdiçar uma eleição dessa natureza.

Mas o senhor pode sair candidato a vice-presidente em uma chapa com Bolsonaro?

Hoje a ideia é que o Bolsonaro tenha um vice oriundo do meio político. Até pela questão das composições que ele tem que prosperar. Caso ele não consiga ou decida que seria melhor me ter como vice, a gente está aberto a essa possibilidade.

Então há chance de o senhor compor uma chapa com Bolsonaro?

Existe a possibilidade.

O senhor falou em capital moral. De que maneira o senhor pretende atuar na campanha eleitoral?

Estou assumindo o Clube Militar [do Rio de Janeiro], que não é uma instituição só social, muito pelo contrário. É um clube que participou intensamente da proclamação da República e tem uma história e uma tradição nas questões da nacionalidade. A partir daí, nossa ideia, com o grupo que tenho lá, é montar a plataforma de todos os nossos candidatos militares de forma que tenha uma estrutura coerente e que cada um deles vá adaptar ao local onde está concorrendo.

O senhor pode adiantar o conteúdo dessa plataforma? Quais são as ideias?

A plataforma vai tocar no combate à corrupção, nas reformas que têm que ser feitas para que o Estado efetivamente possa governar o país, para que o Estado tenha condições de se manter, para que o federalismo seja realmente implantado. A questão econômica, da disciplina fiscal. Também a questão de princípios, valores, tradições que estão sendo jogadas praticamente na lata do lixo. É dessa forma que vamos operar.

O senhor falou na sua apresentação antes do almoço que 2018 é muito diferente de 1964. Uma parcela da população junto à greve dos caminhoneiros está pedindo intervenção militar. Qual é o seu pensamento?

No presente momento não vejo que a solução para o país seja aquela intervenção militar clássica de afastar todos do poder e a partir daí as Forças Armadas tomarem conta do país. O país não tem que ser tutelado pelas Forças Armadas. O que as Forças Armadas têm que fazer é impedir que ocorra o caos. Neste presente momento, essa questão do movimento dos caminhoneiros [que pede intervenção] está fazendo um desserviço. Esse pacote aí, de querer provocar uma intervenção, querer provocar o caos, interessa ao pessoal da esquerda, dessa esquerda jurássica que pensa ‘nós temos que quer melar o processo [eleitoral]’ porque eles não têm mais candidato. A única pessoa que eles têm está presa.

O senhor é contra, então, a intervenção militar?
Dessa forma, sou.

De que maneira o senhor seria favorável?
Se tivesse que ocorrer, seria o país já sem rumo, sem condições de definir suas prioridades, a sociedade em embate constante, a violência campeando pelas ruas. A partir daí teria que ter uma intervenção, mas a intervenção teria que ser cívico-militar, tem que haver a participação do movimento civil.

É nesse sentido que o senhor defende uma frente de candidatos militares nessa eleição?
Os candidatos oriundos do meio militar trazem consigo os princípios e valores que caracterizam aquilo que a sociedade brasileira está buscando. Não são só os candidatos do meio militar que podem representar, eles são uma parcela.

O senhor acredita que é importante que os militares disputem as eleições?
Acho importantíssimo. Temos em torno de oitenta candidatos concorrendo aos mais variados cargos em disputa. Desde presidente, que é o Bolsonaro, até deputado estadual, como meu amigo tenente-coronel Zucco.

O senhor está apoiando o tenente-coronel Zucco no Rio Grande do Sul a deputado estadual. O senhor está fazendo isso em outros estados também?

Sim. Tenho gravado vídeos para os mais diversos candidatos que temos aí. Na Bahia, tem meu companheiro de turma, o Guilherme Galvão de Oliveira Pinto, tem no Ceará o coronel Bezerra, tem em Natal o general Monteiro e por aí vai. Todo mundo me manda mensagem pedindo que eu grave um vídeo [de apoio].

O foco dessa frente militar é o Legislativo?

Temos alguns candidatos ao Poder Executivo, a governador, como o general Paulo Chagas, lá em Brasília. O próprio general Monteiro, que pode ser candidato a governador no Rio Grande do Norte, mas o foco maior está no Legislativo.

Qual é a importância de formar uma bancada de militares no Legislativo?

Em primeiro lugar, a questão dos valores, dos princípios. Em segundo lugar, é gente que conhece os problemas brasileiros e vai estar lá representando uma parcela significativa da população em condição de participar desse processo de reforma e refundação do nosso país, que é mais do que necessário.

O senhor falou sobre valores. Essa parcela que pede intervenção militar compartilha essa visão. Qual é o seu recado aos manifestantes? O senhor considera que o pedido deles está errado?

O que eu vejo é que essas pessoas estão em momento de ansiedade porque existe aquele desejo de que a solução seja imediata, de que a solução ocorra desde já. Daí, esse clamor popular pela intervenção, como se fosse uma varinha de condão que faz “plim, plim” e está tudo resolvido, todo mundo limpinho e volta a funcionar da forma como eles pensam. Na realidade, a população deixou de lado a participação política, as pessoas vão votar simplesmente porque são obrigadas, porque se não fossem, não iam. Tem muita gente que não vai votar, viaja e justifica ou paga uma multa irrisória. Esse processo, essa situação vai obrigar as pessoas a entender que têm que participar, que têm que selecionar bem os candidatos e os partidos aos quais eles pertencem.

Recentemente, documentos da CIA que mostram que o ex-presidente Geisel autorizava execuções de seus opositores foi divulgado. O que o senhor pensa disso?

Todo relatório de inteligência tem um nível de credibilidade. Esse relatório de inteligência estava aberto desde 2015. Em uma reunião onde participou o presidente da República, o chefe do Centro de Informações do Exército, que estava saindo e o que estava entrando, e o chefe do SNI (Serviço Nacional de Informações), quem delatou o conteúdo dela para o embaixador americano? Havia um infiltrado da CIA lá? Temos que botar um grau de credibilidade. Nada do que foi falado era desconhecido. Já se sabe que no fim dos anos 1960 e início dos anos 1970 um grupo de brasileiros orientados e instruídos por centros de irradiação do comunismo internacional, como a Rússia, Cuba e China, buscou implantar uma ditadura comunista no Brasil. O estado respondeu violência com violência. Aí você pode me perguntar “houve excesso?”. Qualquer guerra tem excesso. Não existe fazer uma omelete sem quebrar os ovos. Eu canso de dizer uma coisa. O Brasil tinha 90 milhões de habitantes. Do lado das organizações terroristas, morreram em torno de 440 pessoas; do lado das pessoas da ordem, morreram 120. Foram 560 pessoas no universo de 90 milhões e num período de seis anos. Hoje se matam 60.000 pessoas por ano no Brasil e ninguém fica escandalizado.

A segurança é uma das questões que vai pautar essa eleição. Que medidas o senhor acha que o Executivo deve adotar para diminuir a violência?

O Executivo pode trabalhar em conjunto com os estados, em plano efetivo de segurança. Muitas vezes se fala em plano, mas o atual ministro da Segurança Pública [Raul Jungmann] gosta de encher a boca para falar de plano, mas se mandar fazer plano ele não fala “ré com cré”, é incapaz de saber como se faz um plano. Então, [tem que ter] um planejamento e cada estado receberá o seu quinhão dentro do princípio da descentralização de recursos para, em um primeiro momento, poder equipar suas polícias, armar suas polícias, valorizar mais a atividade policial com melhoria salarial e estabelecer o primeiro combate á criminalidade. Mas isso não cessa a violência. Essas ações têm que ser acompanhadas por outras ações do poder público nas outras esferas, que sejam educação, saúde e infraestrutura.

Qual sua opinião sobre a gestão do presidente Michel Temer (MDB)?

O presidente Temer iniciou sua gestão com excelentes ideias, que deveriam ser implementadas face ao desastre econômico que nós passamos sob a tutela da dupla Lula e Dilma. No entanto, ele e os demais executores dele estavam atolados, não digo até o joelho nem até a cintura, mas até o peito lá no lamaçal da corrupção. A partir daí, não tinha credibilidade para levar adiante suas boas intenções. Esse é o grande problema dele. E falta a confiança da população. Além de ele ser uma figura que não transmite simpatia para ninguém. É aquele que se for passar a mão em cima da cabeça de uma criança, a criança começa a chorar.

Veja / Paula Sperb



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Mundo

Outdoor digital é hackeado no Egito e exibe cenas pornográficas em rodovia

Investigação aponta que investida cibernética afetou simultaneamente nações como Iraque, Malásia e Brasil.


Uma tela de publicidade instalada em uma das principais vias expressas do Cairo, capital egípcia, foi invadida e passou a transmitir vídeos adultos na última quinta-feira, 29, conforme autoridades governamentais e veículos de imprensa da região.

Ataque cibernético internacional atinge telão

O Ministério do Interior egípcio divulgou que o equipamento pertencia a uma companhia publicitária parceira de uma corporação multinacional. “O site da empresa internacional foi alvo de um ataque cibernético, que resultou na exibição não autorizada das imagens”, comunicou a pasta em nota, acrescentando que a invasão ocorreu “em vários outros países simultaneamente”.

Apesar de anunciar que “procedimentos legais foram iniciados”, o órgão governamental optou por não divulgar o nome da companhia envolvida e tampouco quais nações sofreram o mesmo problema. Contudo, jornais locais apontaram que registros semelhantes de invasão a painéis ocorreram no Iraque, na Malásia e no Brasil.

Repercussão digital e motivação política

O incidente rapidamente ganhou repercussão nas plataformas digitais, com um perfil assumindo a responsabilidade pela brecha de segurança. “O Egito continua sob uma ditadura. O governo mantém seu poder por meio da repressão, enquanto o país enfrenta dificuldades para avançar. Os anos passam, mas nada muda e a vida das pessoas não melhora”, escreveu em uma conta anônima no X (ex-Twitter), indicando ainda um canal no aplicativo de mensagens Telegram chamado @LeakGov.

O território egípcio é comandado pelo presidente Abdel Fattah el-Sisi, ex-general que chegou ao poder em 2013 após a queda do ex-presidente Mohamed Morsi. Embora tenha deixado formalmente a carreira militar para disputar pleitos civis, el-Sisi conserva o forte apoio e a influência das Forças Armadas na administração estatal. Além disso, os militares exercem grande controle econômico, gerindo uma fatia expressiva do Produto Interno Bruto em áreas que vão do varejo até a indústria pesada.

Histórico de invasões e consumo de pornografia

Não é a primeira vez que painéis de anúncios na capital do país sofrem ações desse tipo. Embora a Justiça egípcia já tenha feito tentativas de bloquear plataformas pornográficas na web, o consumo particular desse material segue disseminado, figurando o país entre os vinte maiores acessos globais a portais adultos no ano de 2025, de acordo com o Pornhub Insights, ranking liderado pelos Estados Unidos.


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esporte

União Rondonópolis faz apelo bem-humorado a ganhador da Mega-Sena de R$ 324 milhões: “Doação camarada”


O União Esporte Clube, de Rondonópolis, fez uma publicação bem-humorada nas redes sociais pedindo ajuda financeira ao apostador do município que ganhou o prêmio da Mega-Sena nesta semana, de R$ 324,8 milhões. Na postagem, o clube brincou que está à procura do novo milionário da cidade e sugeriu uma doação via Pix para ajudar a reforçar o elenco e manter as atividades da equipe.

Na publicação, o clube afirmou que já procurou pela cidade e até conferiu diversas vezes o extrato bancário, mas ainda não conseguiu localizar o ganhador. “Alguém aqui em Rondonópolis ganhou na Mega-Sena e tá se escondendo pior do que boleiro fugindo de treino físico na segunda-feira”, brincou a equipe.

Em tom descontraído, o União convidou o apostador a compartilhar parte da premiação com o time. “Se você foi o sortudo que acertou as dezenas milionárias, não precisa se esconder. O União aceita de coração aberto aquela doação camarada em PIX para reforçar o elenco e salvar o nosso ano!”, publicou.

O clube também garantiu que manteria o sigilo sobre a identidade do possível doador. “O sigilo é absoluto! A gente garante mais sigilo que segredo de vestiário antes de clássico. Nem o padre vai saber, mas a nossa gratidão vai ser eterna”, acrescentou.

Na arte divulgada, o União apresentou a chave Pix e destacou que os recursos poderão contribuir para fortalecer a equipe, apoiar as categorias de base, incentivar o futebol feminino e desenvolver ações sociais.

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política

Câmara Municipal de SP discute impeachment do prefeito Ricardo Nunes


Comissão especial da Câmara Municipal de São Paulo analisa nesta quinta-feira (29), às 16h30, o pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes (MDB), feito por vereadores que o acusam de interferência no segundo turno das eleições.

O grupo de vereadores formado por Hélio Rodrigues (PT), Luana Alves (Psol), Rubinho Nunes (União), Major Palumbo (PP), Kenji Ito (Podemos), Sandra Santana (MDB e Sandra Tadeu (PL) analisará o pedido que acusa Nunes de descumprir decisão da Justiça Eleitoral que determinou a circulação de 100% da frota de ônibus na cidade de São Paulo no último domingo (25), segundo turno das eleições 2026.

Notícias relacionadas:

  • Coordenador de campanha do PL admite não ter prova de fraude eleitoral.
  • Governo reforçará investigações de violência política no segundo turno.

A determinação da Justiça Eleitoral foi descumprida. Apenas 60% da frota de ônibus foi mantida durante grande parte do dia, o que causou reclamação de eleitores que não conseguiam chegar às  zonas de votação.

A denúncia contra Nunes foi protocolada ainda no mesmo dia do segundo turno, pelos vereadores Celso Giannazi, Amanda Paschoal e Silvia da Bancada Feminista, todos do Psol-SP.

Na noite desta quarta-feira (29), a vereadora Luana Alves liderou protesto contra Nunes em frente à sede da prefeitura de São Paulo.

Mais dois atos contra o prefeito estão marcados para a próxima sexta-feira (30), na Praça Roosevelt (centro de SP) e no Largo da Batata, região de Pinheiros, no sábado (31).


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esporte

Lateral do Cuiabá é convocado para a Seleção Brasileira Sub-20


O lateral-esquerdo Lorenzo, de 19 anos, jogador do Cuiabá, foi convocado para a Seleção Brasileira Sub-20. O atleta está entre os relacionados para os amistosos contra o Peru, marcados para os dias 14 e 17 de novembro, no estádio Mangueirão, em Belém (PA).

O anúncio foi feito pelo Cuiabá nas redes sociais. Segundo o clube, Lorenzo chegou ao Dourado em 2024, inicialmente para integrar a equipe Sub-17, e passou pelas categorias de base até conquistar espaço no elenco profissional, onde atualmente é titular na disputa da Série B.

De acordo com o Cuiabá, ele é o terceiro jogador da história do clube convocado para uma seleção de base e o segundo a receber uma convocação em 2026.

A equipe destacou que o chamado é resultado do trabalho de formação de atletas, com investimentos em estrutura, profissionais qualificados e acompanhamento individual dos jogadores.

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política

MPT vai à Justiça e pede R$ 50 milhões da Meta por assédio eleitoral


O Ministério Público do Trabalho (MPT) acionou a Justiça, nesta quinta-feira (29), para obrigar a Meta a retirar do ar, em até 24 horas, todas as publicações que estimulem empresários a vigiar, expor, deixar de contratar e demitir funcionários por preferências políticas ou voto. O pedido inclui as plataformas Instagram, Facebook e Threads, que pertencem à big tech americana.

O MPT aponta a responsabilidade da Meta pelo conteúdo publicado em suas plataformas e pede que o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região arbitre indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos.

Notícias relacionadas:

  • Denúncias de assédio eleitoral no trabalho disparam 75% após 2º turno.
  • Governo estuda restringir crédito a empresas por assédio eleitoral.
  • Justiça proíbe deputada de incentivar demissão de opositores.

Embora os sete procuradores que assinam a ação tenham apontado a urgência da remoção das publicações que caracterizem assédio eleitoral, a primeira audiência foi agendada para o dia 29 de março de 2027, na 77ª Vara do Trabalho de São Paulo.

>> Descubra se você está sofrendo assédio eleitoral e saiba como denunciar

Perseguição política

Conforme a Agência Brasil noticiou, as denúncias de assédio eleitoral aumentaram mais de 75% desde a última segunda-feira (26), dia seguinte ao segundo turno das eleições gerais, totalizando 1.459 casos em todo o país.

O maior número de denúncias é proveniente de São Paulo (620), seguido de Minas Gerais (351), Paraná (338), Rio de Janeiro (252), Rio Grande do Sul (223) e Santa Catarina (165).

Os dados coincidem com a multiplicação de relatos sobre incentivos a boicotes e a demissões de funcionários que tenham votado em candidato contrário à orientação política do patrão.

De acordo com o MPT, passado o pleito em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reelegeu, perfis nas plataformas digitais passaram a incentivar e orientar empregadores a vasculharem as redes sociais de seus funcionários ou colaboradores com o objetivo de descobrir em quem estes votaram e, no caso de a opção ser diferente da patronal, demiti-los.

“Outras publicações expõem pessoas à ridicularização, com nome e imagem, ou comemoram demissões”, sustenta o MPT, assegurando que só quatro das publicações analisadas em um único perfil, que totaliza 3,8 milhões de seguidores, somaram mais de 2 milhões de curtidas.

De acordo com o MPT, além de permitir conteúdos ilegais durante dias, os próprios sistemas de recomendação da Meta, como a aba ‘Explorar’ e os ‘Reels’ sugeridos, ampliam o alcance do que gera mais engajamento.

Consultada pela reportagem, a Meta informou que não comentaria o assunto.


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Agro

Imea aponta impacto da alta do diesel nos custos de produção e transporte da soja em Mato Grosso


Uma nova análise realizada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que, a cada 5% de aumento no preço do diesel, o custo operacional do frete rodoviário sobe aproximadamente 1,5% para o produtor rural. Em Mato Grosso, onde o transporte rodoviário tem papel fundamental no escoamento da produção agropecuária, a alta do combustível acende um alerta para os custos logísticos da safra 2026/27.

A analista de logística do Imea, Ébila Ferreira, explica que, de janeiro a outubro deste ano, o diesel acumulou alta estimada entre 15% e 20%. Considerando uma variação de 15%, o impacto calculado sobre o custo operacional do transporte chega a 4,5%. Esse aumento, porém, ainda não foi totalmente refletido nos valores praticados no mercado de fretes do estado. “Hoje o diesel corresponde a 30% de todo o custo operacional do frete. Quando aumenta 5% o preço do combustível, isso acarreta um aumento de 1,5% no custo operacional do transporte para o produtor”, explica Ébila, por meio da assessoria.

De acordo com a analista, a preocupação está nos próximos meses, quando a colheita da safra 26/27 e o escoamento da soja devem elevar a demanda por caminhões. Diante desse cenário, os transportadores poderão buscar o repasse de parte dos custos acumulados, pressionando as despesas logísticas dos produtores rurais.

A pressão do combustível já aparece nos custos dentro das propriedades. Na safra 26/27, os gastos com diesel nas operações mecanizadas da soja em Mato Grosso, que incluem semeadura, aplicações e colheita, estão estimados em R$ 198,59 por hectare, aumento de 23,8% em relação à safra anterior.

Atualmente, o diesel passou a representar 4,59% do custeio da cultura. E esse percentual já supera a média de 3,82% registrada nas últimas cinco safras e corresponde ao maior valor da série histórica considerada pelo Imea.

Além disso, o combustível responde por aproximadamente 27% do aumento do custeio da soja de uma safra para outra, evidenciando sua influência sobre a formação dos custos de produção. “A alta do combustível também se intensificou no curto prazo. Somente entre setembro e outubro, o avanço foi de aproximadamente 6%, ampliando a pressão sobre os custos tanto da atividade agrícola quanto do transporte”, diz a analista do Imea.

Apesar do aumento dos custos operacionais estimado em 4,5%, considerando a alta de 15% do diesel, os valores médios do frete em Mato Grosso, na comparação de janeiro a outubro, permaneceram equivalentes.

Segundo o Imea, isso ocorre porque o preço do transporte também depende de outros fatores, como a sazonalidade da movimentação de grãos e as condições de mercado. A elevação do custo do combustível, portanto, não se traduz automaticamente em um reajuste imediato e proporcional no valor cobrado pelo serviço.

A expectativa é que esse cenário possa mudar com a intensificação da colheita e do escoamento da soja. Com o aumento da demanda por transporte, o mercado tende a oferecer maior margem para que os transportadores repassem parte da alta dos custos operacionais “Quando começar a colheita e o escoamento da soja, o valor do frete pode refletir esses aumentos do diesel que vêm acontecendo agora”, avalia a analista do Imea.

A subvenção de R$ 2,12 por litro, prorrogada nesta semana, contribui para conter parte da alta do diesel, reduzindo a pressão que poderia ser ainda maior sobre os custos do setor. No entanto, o Imea destaca que a duração do benefício é um ponto de atenção para o agro, especialmente se o encerramento da subvenção coincidir com o período importante da safra.

“Essa subvenção ajuda a retardar os efeitos que podemos enfrentar posteriormente. A preocupação é saber se ela continuará no período da colheita e do escoamento da soja, quando os fretes já tendem a ser mais altos naturalmente”, afirma Ébila. Caso o benefício não esteja vigente nesse período, uma eventual alta adicional do diesel poderá ampliar os custos operacionais dos transportadores e aumentar a pressão por reajustes no frete.

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política

Corinthians vence o Mirassol, encerra Jejum e ganha fôlego na briga contra o Z4


O Corinthians segue vivo na briga contra o rebaixamento. Na noite desta sexta-feira, o Timão aproveitou a expulsão de Bruno Santos e venceu o Mirassol por 2 a 0, na Neo Química Arena, encerrando um jejum de dez jogos sem ganhar no Campeonato Brasileiro. Os gols da vitória alvinegra foram marcados por Matheus Bidu e Kaio César.

O resultado traz alívio ao Corinthians. A equipe alvinegra permanece no Z4, mas ultrapassou o Internacional e agora ocupa a 17ª posição na tabela, com 36 pontos, apenas um a menos que o Mirassol, 16º colocado.

Empurrado pela torcida, o Corinthians se impôs no início do jogo e obrigou Walter a trabalhar aos 18 minutos. Garro conduziu a bola desde o meio de campo até a entrada da área e soltou uma pancada de perna esquerda, mas o goleiro do Mirassol espalmou.

O Timão passou a ter um jogador a mais em campo aos 20 minutos. Bruno Santos acertou uma cotovelada em André Ramalho e foi expulso após revisão do VAR.

Os donos da casa, porém, não souberam aproveitar a vantagem numérica. O time de Clarence Seedorf teve mais posse de bola e a tocou de um lado para o outro, mas não conseguiu encontrar espaços na defesa do Mirassol.

O Corinthians criou apenas duas oportunidades na reta final. Aos 32 minutos, André ficou com o rebote após cruzamento de Yuri Alberto e finalizou, mas o chute foi travado e Walter fez a defesa. Já nos acréscimos, Garro voltou a arriscar de fora da área e parou em nova defesa do goleiro visitante.

O Corinthians voltou do intervalo pressionando o Mirassol e, enfim, abriu o placar aos 12 minutos. Matheuzinho recebeu de Breno Bidon, disparou pelo corredor direito e cruzou rasteiro na segunda trave. A bola atravessou a área e encontrou Matheus Bidu, que empurrou para o fundo das redes e incendiou a Fiel em Itaquera.

O gol deu tranquilidade ao Timão, que ampliou a vantagem e liquidou a fatura aos 34 minutos. Garro fez boa jogada pelo meio e lançou Kaio César, que dominou, ajeitou para dentro e bateu colocado, no canto, sem chances para o goleiro Walter.

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política

Justiça manda prefeito de Cuiabá apagar vídeo em que associa docentes da Unemat e UFMT a drogas e facções


A Justiça de Cuiabá determinou que o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, remova em até 24 horas um vídeo em que associa professores e estudantes de universidades públicas do estado ao uso de drogas e a facções criminosas. A decisão é da juíza Célia Regina Vidotti e atende a uma ação civil pública movida pela Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat).

O episódio ocorreu no dia 13 de outubro deste ano, durante um evento político de campanha eleitoral em Cuiabá. Segundo a associação, o prefeito afirmou que os docentes e alunos da Unemat e da UFMT portavam e consumiam entorpecentes, usando expressões como “vai com o seu baseado”, “vai com a maconha” e “vai com a cocaína”, além de chamar o ambiente universitário de “porcaria” e fazer referências a “faccionados”. O conteúdo foi gravado em vídeo e publicado no perfil do pré-candidato no Instagram, onde ele tem mais de 1,8 milhão de seguidores.

Na decisão, a magistrada destacou que a Constituição garante a liberdade de expressão e o debate político, mas que esses direitos não são absolutos e encontram limites na proteção da honra e da dignidade das pessoas. Para a juíza, as falas passaram dos limites da crítica política e configuraram uma acusação generalizada de crimes sem qualquer prova. “A imputação generalizada e direta de condutas ilícitas a uma categoria profissional determinada, associando-a a figuras de criminalidade organizada, sem a indicação de qualquer lastro fático objetivo, consubstancia manifesto abuso de direito”, afirmou a magistrada na decisão.

A juíza ressaltou ainda que prefeitos não possuem imunidade parlamentar e que o contexto de disputa eleitoral não dá permissão para ofender a honra ou atribuir crimes levianamente a outras pessoas. Com a decisão, o vídeo publicado deve ser removido no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. Caso ele não cumpra a determinação, a Justiça vai expedir uma ordem direta ao Instagram para que a plataforma retire o conteúdo do ar. Abílio foi intimado a cumprir a decisão e a apresentar sua defesa no prazo de 15 dias.

A ação segue em tramitação e, no mérito, a Adunemat pede a remoção definitiva dos vídeos e a condenação do prefeito ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos.

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Brasil

Terceira edição do CNU pode ter até 3 mil vagas


Quem pretende fazer concurso público em 2027 pode se preparar. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), existe a expectativa de um novo Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) no próximo ano com até 3 mil vagas. 

A realização do certame, porém, depende da aprovação, pelo Congresso Nacional, do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que permita espaço fiscal para preenchimento de novas vagas no serviço público.

Notícias relacionadas:

  • CNU 2025: sai nova lista de classificados para vagas remanescentes.

Na nota enviada à Agencia Brasil, o MGI diz que considera o CNPU “uma política pública de renovação, modernização e democratização do acesso ao serviço público federal” e que a ideia é que ele se consolide como um processo permanente de seleção de servidores, com edições realizadas em ciclos regulares, idealmente a cada dois anos.

O CNPU foi criado em 2023 pelo governo federal e ficou conhecido como “Enem dos Concursos”. O objetivo foi centralizar os processos seletivos para contratação de servidores públicos em diversos órgãos do Poder Executivo federal e aumentar os locais de prova pelo país.


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Mundo

Risco de invasão de Cuba pelos EUA é real, avalia embaixador


O governo de Cuba avalia como real o risco de invasão da ilha pelo governo de Donald Trump, dos Estados Unidos (EUA), afirmou o embaixador do país caribenho no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo. Em entrevista à Agência Brasil, o representante de Havana destacou que o país está preparado para uma agressão militar.

“O povo cubano se prepara hoje para uma invasão real dos EUA. O governo e o povo cubanos não podem ignorar as pretensões dos EUA de uma invasão a Cuba. Isso é real”, afirmou o diplomata.

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  • Sob pressão de Trump, Cuba comemora aprovação na ONU contra bloqueio.
  • ONU aprova resolução contra embargo dos EUA a Cuba.
  • EUA impõem mais sanções a Cuba.

O embaixador acrescentou que Cuba tem feito um chamado à comunidade e a imprensa internacionais para que não aceitem uma invasão da ilha pelos estadunidenses. “Não é possível normalizar uma agressão militar contra Cuba.”

O diplomata sediado no Brasil acrescentou que “a maioria do povo cubano” defende a soberania do país e lutará contra uma invasão militar estrangeira.

“Cuba tem história, tem tradição de luta. Cuba tem tradição de preparação da população para essa luta, que é uma questão que não pode ser ignorada pelos EUA”, explicou.

Desde janeiro de 2025, com a volta de Donald Trump à Casa Branca, Washington tem aumentado a pressão contra Havana com uma série de novas sanções, entre elas, o bloqueio energético com ameaças a países que vendam petróleo à ilha, o que deixou Cuba três meses sem receber nenhum barril de petróleo.

Em março deste ano, Trump chegou a dizer que teria a “honra de tomar Cuba”. Meses depois, em outubro, o presidente disse que iriam “cuidar de Cuba” depois de lidarem com o Irã, que foi atacado pelos EUA e por Israel em uma guerra que se arrasta desde fevereiro.

Em outra declaração, Trump defendeu que seria possível chegar “a um acordo” com Cuba. “Não acho que precisaremos das forças armadas”, disse.

As medidas de asfixia econômica contra Cuba vêm escalando mês a mês, levando à redução dos voos interacionais à Cuba, saída de empresas hoteleiras estrangeiras e mesmo da empresa de cartões Visa, afetando o setor do turismo, o principal do país.  

Ameaça extraordinária

Em janeiro deste ano, a Casa Branca classificou Cuba de uma “ameaça incomum e extraordinária” contra os EUA, acusando o país de abrigar adversários dos estadunidenses, “focado em roubar informações sensíveis de segurança nacional dos Estados Unidos”.

Ao mesmo tempo, o secretário do Departamento de Estado Marco Rubio, filho de família cubana, tem elevado o tom contra o governo do presidente Miguel Díaz-Canel.

“Faremos o possível para tomar medidas que iniciem esse processo de mudança [em Cuba]. E será um processo que não será fácil”, afirmou em coletiva de imprensa, em setembro deste ano.

Brasília (DF)29/10/2026 O embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, durante entrevista à Agência Brasil.  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, em entrevista à Agência Brasil – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O representante de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, classifica as acusações dos EUA de “ridículas”.

“Cuba não é uma ameaça para os EUA. Um país bloqueado, pequeno e economicamente asfixiado não tem a capacidade de pôr em risco a primeira potência do mundo. Essa acusação é ridícula”, completou.

Ainda segundo o representante de Havana, uma agressão militar dos EUA contra Cuba seria um genocídio “porque é uma potência nuclear atacando um pequeno país que fica a 90 milhas desse país”.

Posição geográfica

Ao mesmo tempo, Palomo destaca que a posição geográfica de Cuba é “complicada” para os EUA e que uma invasão levaria os cubanos que vivem em território estadunidense a se voltar contra o governo Trump.

“Eles não têm guerras em suas fronteiras há muito tempo. Uma guerra em Cuba vai afetar toda a região. Uma guerra em Cuba pode começar, você não sabe como vai terminar”, alertou.

O aperto do cerco econômico a Cuba compõe uma nova ofensiva dos EUA para derrubar o governo liderado pelo Partido Comunista, que desafia a hegemonia política de Washington na América Latina há mais de seis décadas.

O embaixador de Cuba reconheceu que a ilha tem problemas, como outros países, mas argumentou que a nação é impedida de se desenvolver pelo bloqueio econômico imposto pelos EUA.

“Nós cubanos temos problemas, mas os cubanos têm o direito de resolver os próprios problemas por vontade própria vontade. Não por uma agressão militar. Esse não é o caminho”, disse.

Nas últimas semanas, o Departamento de Estado dos EUA adotou nova sanção contra empresas de “tecnologias sensíveis” que tenham relação com a ilha caribenha. A Justiça dos EUA chegou ainda a decretar, neste mês, a prisão do ex-presidente cubano Raúl Castro.


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