Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 25 de Maio de 2026

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Joesley Batista e Ricardo Saud se entregam à Polícia Federal em SP



Joesley Batista e Ricardo Saud, cuja prisão foi decretada pelo ministro Edson Fachin por violação do acordo de colaboração premiada, se entregaram na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo.

Saud foi o primeiro a chegar. Por volta de 14h, Joesley, que partiu da casa do seu pai, nos Jardins, chegou. Ambos chegaram à PF em carros particulares.

A prisão dos delatores foi ordenada por Fachin a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O ministro acolheu parcialmente o requerimento do procurador porque não mandou prender outro personagem desse novo capítulo do caso JBS, o ex-procurador da República Marcelo Miller – sob suspeita de fazer jogo duplo em favor do grupo empresarial.

“Expeçam-se mandados de prisão em desfavor de Joesley Mendonça Batista e Ricardo Saud, pelo prazo de 5 (cinco) dias findo o qual, nos termos do que dispõe o art. 2º, §7º, da Lei 7.960/1989, deverão ser postos imediatamente em liberdade, salvo se por outro motivo deverem ser mantidos sob custódia”, determinou Fachin em despacho divulgado neste domingo (10) pelo STF.

A decisão do ministro foi tomada na última sexta-feira (8), mas estava protegida sob sigilo.

“Quanto aos colaboradores Joesley Mendonça Batista e Ricardo Saud, são múltiplos os indícios, por eles mesmos confessados, de que integram organização voltada à prática sistemática de delitos contra a administração pública e lavagem
de dinheiro. A prisão temporária, quanto a eles, como requerida pelo MPF, é medida que se impõe. “, anotou.

ESTÍMULOS. Além da prisão temporária, Janot havia pedido a suspensão temporária da eficácia do acordo. O procurador apontou haver indícios de má-fé por parte dos colaboradores ao deixarem de narrar, no momento da celebração do acordo, que estavam sendo orientados por Miller, “a respeito de como proceder quando das negociações, inclusive no que diz respeito a auxílio prestado para manipular fatos e provas, filtrar informações e ajustar depoimentos”.

“Percebe-se pelos elementos de convicção trazidos aos autos que a omissão por parte dos colaboradores quando da celebração do acordo, diz respeito ao, em princípio, ilegal aconselhamento que vinham recebendo do então Procurador da República Marcello Miller”, escreveu Fachin em sua decisão.

“Tal atitude permite concluir que, em liberdade, os colaboradores encontrarão os mesmos estímulos voltados a ocultar parte dos elementos probatórios, os quais se comprometeram a entregar às autoridades em troca de sanções premiais, mas cuja entrega ocorreu, ao que tudo indica, de forma parcial e seletiva. Dessa forma, como requerido pelo PGR, resta presente a indispensabilidade da prisão temporária pretendida, a qual não encontra em outras cautelares penais alternativas a mesma eficácia”, concluiu o ministro.

Para Fachin, é “cabível” a parcial suspensão cautelar da eficácia dos benefícios acordados entre o Procurador-Geral da República e os colaboradores “para o fim de se deferir medidas cautelares com a finalidade de se angariar eventuais elementos de prova que possibilitem confirmar os indícios sobre os possíveis crimes ora atribuídos a Marcello Miller”.

COOPTAÇÃO. No que diz respeito a Marcello Miller, Fachin ressaltou que, embora sejam “consistentes” os indícios de que o ex-procurador possa ter praticado os crimes de exploração de prestígio e até mesmo de obstrução às investigações, “não há, por ora, elemento indiciário com a consistência necessária à decretação da prisão temporária”.

“O crime do art. 288 do Código Penal (associação criminosa que substituiu o delito de quadrilha ou bando), para sua configuração, exige estabilidade e permanência, elementos que, por ora, diante do que trouxe a este pedido o MPF, não se mostram presentes, para o fim de qualificar o auxílio prestado pelo então procurador da República Marcello Miller aos colaboradores como pertinência a organização criminosa”, afirmou Fachin.

DISCRIÇÃO. Fachin também determinou que o cumprimento dos mandados de prisão sejafeito com a “máxima discrição e com a menor ostensividade”.

“Deverá a autoridade policial responsável pelo cumprimento das medidas tomar as cautelas apropriadas, especialmente para preservar a imagem dos presos, evitando qualquer exposição pública. Não se tratando as pessoas em desfavor de quem se impõe a presente medida, de indivíduos perigosos, no sentido físico, deve ser evitado o uso de algemas”, determinou Fachin.

Estadão



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Polícia

Assaltante de banco morre em confronto com a polícia e plano de ataques é descoberto em GO


Suspeito preparava explosões em agências e tinha arsenal com explosivos apreendido em Goiânia

Um assaltante de banco, considerado de alta periculosidade, morreu após confronto com equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Trindade, nesta sexta-feira (22), no Conjunto Vera Cruz, em Goiânia.

De acordo com a Polícia Militar, o suspeito integrava uma facção criminosa, utilizava tornozeleira eletrônica e estava na fase final de preparação para ataques a instituições financeiras no estado. Com ele, foram apreendidas armas de fogo, incluindo uma arma longa, além de uma carga de explosivos.

 

A troca de tiros teve início quando os policiais tentaram abordar o suspeito. Ao perceber a aproximação das viaturas, ele reagiu e atirou contra a equipe. No revide, foi baleado. O socorro chegou a ser acionado, mas o homem não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Após o confronto, os militares realizaram buscas na residência utilizada pelo suspeito e encontraram um verdadeiro depósito de materiais explosivos. Entre os itens apreendidos estavam bananas de dinamite e fios detonadores, que, segundo a polícia, seriam utilizados em ataques a caixas eletrônicos.

Diante do risco, o perímetro foi isolado e equipes do Batalhão de Operações Especiais foram acionadas para realizar o manuseio e a detonação controlada dos explosivos.

As forças de segurança seguem mobilizadas na região para conclusão da perícia e investigação sobre a possível participação de outros integrantes da facção no planejamento das ações criminosas, tanto na capital quanto no interior do estado.


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cidade - Entretenimento

PODCAST DA CDL RECEBE PREFEITO SÉRGIO MACHNIC EM EDIÇÃO ESPECIAL DOS 40 ANOS DE PRIMAVERA DO LESTE


Participação destacou trajetória pessoal, desafios da gestão e o futuro do município durante bate-papo voltado à comunidade primaverense

O prefeito Sérgio Machnic participou de uma edição especial do Podcast CDL Primavera, promovido pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Primavera do Leste. O encontro proporcionou um bate-papo sobre a trajetória do gestor, sua atuação na vida pública e os desafios enfrentados pela administração municipal, além de abordar perspectivas para o futuro da cidade no ano em que o município celebra 40 anos de emancipação político-administrativa.

Durante a conversa, Sérgio compartilhou experiências pessoais e profissionais, relembrou momentos importantes de sua caminhada e destacou ações desenvolvidas pela gestão municipal em diversas áreas. O podcast também abriu espaço para reflexões sobre o crescimento de Primavera do Leste, os avanços conquistados ao longo das últimas décadas e os projetos que visam fortalecer ainda mais o desenvolvimento do município.

A CDL ressaltou a importância da participação do prefeito no programa, destacando o diálogo aberto com a comunidade e a relevância do conteúdo apresentado aos moradores de Primavera do Leste.

O episódio completo já está disponível nas plataformas oficiais da CDL Primavera. Em breve, cortes da entrevista também serão divulgados nas redes sociais da CDL e nas páginas do PVA Entrevista, ampliando o acesso da população aos principais momentos da conversa.

 


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