Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 02 de Junho de 2026

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Polícia

Juiz mantém prisão de autor de chacina que vitimou 7 pessoas em bar



Juiz Anderson Clayton Dias Batista, em substituição legal na 1ª Vara Criminal de Sinop (500 km ao Norte), manteve a prisão de Edgar Ricardo de Oliveira, um dos autores da chacina que vitimou 7 pessoas em um bar na cidade, no dia 21 de fevereiro de 2023. Ele considerou a gravidade do crime e o perigo que a liberdade dele geraria.

Edgar foi preso dois dias após a chacina, já depois de seu comparsa Ezequias Souza Ribeiro ter sido morto em confronto com a Polícia Militar. Considerando o período que permanece preso, o magistrado viu a necessidade de reanalisar a prisão decretada.

 

O juiz destacou que é indiscutível a necessidade da medida, já que o crime foi doloso e a pena é superior a 4 anos. Ele considerou também a necessidade de garantia da ordem pública, já que o suspeito foi gravado matando 7 pessoas, entre elas uma menina de 12 anos de idade, “por motivação torpe, pois consistente no sentimento de vingança, em razão de os autores do delito terem perdido aposta em jogo de bilhar”, além de ter encurralado algumas vítimas e atirado em outras pelas costas, quando estas tentaram correr.

 

“O perigo gerado pelo estado de liberdade do acusado é patente, posto que os dados fáticos são suficientes para demonstrar que o caso em apreço vai além da normalidade do tipo penal em comento, constituindo fundamentação idônea para a manutenção da custódia preventiva”, disse.

 

Ele ainda concluiu que não há excesso de prazo na prisão, pontuando que a instrução processual já está próxima de ser finalizada e em breve o suspeito deve ser julgado pelo Tribunal do Júri.

“Não se vislumbra qualquer alteração fática-jurídica favorável ao acusado, após a decisão que decretou a segregação cautelar, bem como ante a inexistência de excesso de prazo no trâmite do presente feito, mantenho a prisão preventiva do acusado Edgar Ricardo de Oliveira”, decidiu.

 

O crime
Os assassinatos ocorreram na tarde do dia 21 de fevereiro de 2023 durante uma chacina em um bar em Sinop. Seis vítimas morreram no local, e uma no hospital.

 

Os suspeitos foram identificados poucas horas após o crime, sendo Ezequias Souza Ribeiro, 27, e Edgar Ricardo de Oliveira, 30.

 

As vítimas foram identificadas ainda na noite do crime. Entre elas estão Getúlio Rodrigues Frasão, 36, e Larissa Frazão de Almeida, 12, pai e filha, respectivamente. Larissa foi atingida com um tiro nas costas.

 

A mãe da menina, Raquel Gomes de Almeida, também estava no estabelecimento e presenciou a ação dos criminosos. Ela sobreviveu.

 

Ezequias Souza Ribeiro baleado e morto na tarde do dia 22, em confronto com policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Ele chegou a ser socorrido a um hospital, mas não resistiu.

 

O outro suspeito do crime, Edgar Ricardo de Oliveira, de 30 anos, se entregou à polícia na manhã do dia 23 de fevereiro. Ele está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE).

GD



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Agro - Brasil

Idosa se ajoelha para tentar impedir máquina de entrar em fazenda para obra de duplicação de rodovia


Idosa se ajoelha diante de máquina para tentar impedir obra de duplicação da GO-330 — Foto: Arquivo pessoal/João Paulo Nogueira da Silva

A imagem da idosa Maria da Paz, de 78 anos, ajoelhada diante de uma máquina para impedir a entrada do equipamento em sua fazenda durante as obras de duplicação da GO-330, entre Catalão e Ipameri, ganhou ampla repercussão nas redes sociais. A obra, executada pelo Governo de Goiás, tem investimento total estimado em cerca de R$ 400 milhões.

Em nota, a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) destacou ao g1 que não houve invasão da propriedade e que desapropriação da área não afeta a residência da idosa. O texto diz ainda que foi cumprida uma ordem judicial para continuidade das obras, após depósito do valor legalmente definido de R$ 550 mil pagos à mulher. Segundo a agência, a idosa foi notificada em março de 2026. (leia nota completa ao fim da reportagem).

 

O vídeo foi gravado na sexta-feira (29). Nas imagens, a idosa aparece pedindo para que as máquinas saiam do local. Outros vídeos mostram policiais e moradores ao redor de Maria.

Na noite de quarta-feira (27) até a manhã de quinta-feira (28), fazendeiros realizaram manifestação na GO-330 e bloqueram um trecho da rodovia. Na ocasião, a Goinfra emitiu uma nota afirmando que “desde o início do processo, buscou uma solução consensual para as desapropriações necessárias”.

Ao g1, João Paulo Nogueira da Silva, integrante da Comissão de Proprietários Atingidos pela Duplicação da GO-330, afirmou que 46 proprietários terão áreas desapropriadas para as obras e devem ser indenizados.

Segundo João, a reivindicação de Maria é para que as máquinas não avancem além da área necessária para a passagem da rodovia dentro da propriedade. De acordo com ele, a preocupação da idosa é evitar que partes da fazenda sejam utilizadas para a extração de cascalho.

Na propriedade, Maria tem vacas e vive da produção de queijo. No total, a fazenda possui 24 mil hectares, sendo que 36,84% da área será desapropriada.

Em nota, a Comissão informou que, de acordo com dados levantados pelo grupo, apenas dois proprietários afetados concluíram formalmente acordos com o Estado até o momento.

A Goinfra afirma que o valor pago a Maria da Paz “já é bem superior ao máximo praticado no mercado de Catalão, que é de R$ 40 mil por hectare ou R$ 193,6 mil por alqueire, o que, nesse caso, daria um total de R$ 367,8 mil pelo 1,9 alqueire da propriedade”.

Por outro lado, a Comissão defende que as indenizações oferecidas não refletem o valor real de mercado das propriedades rurais.

“​A Comissão de Proprietários reitera que nunca se posicionou contra o desenvolvimento da região ou a duplicação da rodovia. No entanto, exige que o direito constitucional à justa e prévia indenização seja respeitado”, destacou o texto.

De acordo com o governo, a duplicação da GO-330 será executada em etapas, divididas em três segmentos para acelerar o andamento das obras.

Segundo a Goinfra, a primeira fase abrange um trecho de 11,7 quilômetros entre o Posto Policial de Catalão e o trevo da GO-305. O investimento supera R$ 123 milhões e inclui a ampliação da pista atual, a construção de uma nova via em concreto betuminoso e a implantação de uma ponte sobre o córrego Cachoeirinha.

Já a segunda etapa contempla a duplicação e a restauração da pista existente em um trecho de 18,6 quilômetros, entre o trevo de Goiandira (GO-305) e a ponte sobre o Rio Veríssimo, no percurso entre Catalão e Ipameri, com investimento estimado em R$ 175,6 milhões.

Nota da Goinfra

A Goinfra sempre priorizou o diálogo e a solução consensual, mas uma família tenta manipular a opinião pública para receber recursos públicos indevidos.

O que ocorreu na propriedade foi o cumprimento de ordem judicial de imissão de posse para continuidade das obras, após depósito do valor legalmente definido (R$ 550 mil por 9 hectares), calculado por engenheiros independentes de forma técnica e isenta, conforme a legislação nacional.

Um oficial de justiça esteve no local e notificou formalmente os proprietários em março. A família optou por não receber as equipes porque reivindica R$ 5,8 milhões, valor que nenhuma avaliação técnica sustenta e nenhuma legislação que se refere ao setor público permite. O pagamento de tal valor (que representaria mais de R$ 2,2 milhões o alqueire) seria um ato descabido e ilegal, pois trata-se de um montante dez vezes acima do valor de mercado da propriedade.

A Goinfra cumpre a lei e a família vem utilizando a imagem da senhora para distorcer uma situação que já possui decisão judicial e assim tentar receber valores indevidos do poder público.

A obra é uma demanda histórica da população de Catalão, Ipameri e Pires do Rio; e a Goinfra segue com diálogo aberto e comprometida com a legalidade, a transparência e a entrega da obra para a região.

G1/GO

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