Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Polícia

Juíza torna preventiva prisão de acusado de matar esposa com tiro na cabeça



A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos determinou a conversão de prisão em flagrante para preventiva de Fábio Teixeira Santin, 44, investigado pela morte da esposa Janaina Carla Portela Santin, 43, na segunda-feira (16), em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá). A decisão foi emitida em audiência de custódia, na tarde desta terça-feira (17).

 

 

 

“Com essas considerações, diante o preenchimento dos requisitos materiais e formais, HOMOLOGO A PRISÃO EM FLAGRANTE do autuado Fabio Teixeira Santin e converto-a em preventiva, com fundamento no art. 312 do CPP, visando garantir a ordem pública. Expeça-se o competente mandado de prisão preventiva, promovendo-se o respectivo cadastramento no BNMP, em conformidade com o disposto no art. 289-A do Código de Processo Penal e orientação do CNJ”, diz trecho.

 

 

 

Conforme noticiou o ainda nesta terça, o marido da psicóloga apresentou duas versões sobre o episódio que resultou na morte. Segundo narrado, ele estava no sofá da sala quando a esposa chegou com arma em punhos e passou a atirar. Diante disso, um dos tiros teria atingido sua perna e em seguida Janaina teria atirado na própria cabeça, morrendo na hora. Em outro relato, disse que a vítima tomou a arma de sua mão.

 

 

 

Segundo a Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec), foram disparados 6 tiros dentro da casa e encontradas marcas na parede feitas por pistola calibre .380. A arma foi apreendida assim como um carregador com 14 munições intactas.

 

 

 

De acordo com o delegado Ugo Mendonça, que está a frente do inquérito, a hipótese de suicídio foi descartada após os trabalhos da perícia e análise do local do crime. Conforme a autoridade policial, a casa e o corpo da vítima não apresentavam características de que ela tivesse atentado contra vida.

 

 

 

“Na casa, os peritos já haviam detectado a ausência de tiro encostado. Eu acompanhei a necropsia hoje de manhã e juntamente com as médicas e peritos, foi novamente confirmado que não havia esse sinal de tiro encostado na cabeça da vítima, descartando a hipótese de suicídio”, reforçou o delegado.

 

 

 

A vítima morreu com um tiro na cabeça, disparado na direita para a esquerda, mas não com a arma encostada. “Como não tem esses sinais característicos e só estavam os dois na casa, resta o feminicídio, que é o que nós já estávamos imaginando”, declarou. Além disso, vários outros tiros foram disparados no local, o que faz a polícia acreditar que Fábio tenha alterado a cena do crime.

 

 

 

“Acredito que após ele praticar o ato, ele alterou a cena do crime, mudou a posição do corpo. Acredito que ele mesmo efetuou os disparos, simulando que a vítima teria feito, e ele mesmo efetuou o disparo contra a própria perna, pois é compatível o ângulo de entrada e saída, com a direção do disparo, pelo fato dele ser destro”, detalhou.

 

O caso

 

Segundo apurado pelo , a Polícia Militar foi acionada por volta das 18h20 de segunda-feira (16) para uma ocorrência envolvendo disparos de arma de fogo em uma casa no Residencial Delta, em Sinop. Quando a equipe chegou, encontrou Janaina e o marido baleados.

 

 

 

Corpo de Bombeiros foi acionado e confirmou a morte de psicóloga no local. Já o marido estava baleado na perna. Ele foi socorrido e encaminhado para uma unidade de saúde. Ao lado do corpo de Janaina estava uma pistola. Na sala, várias capsulas de munição. Cena foi isolada.

 

 

 

Janaina era psicóloga na cidade e falava sobre saúde mental nas redes sociais. Além disso, era sócio-proprietária de uma empresa junto com o marido. Ela era mãe de duas crianças.

 

Fonte : Gazeta Digital Mariana da Silva



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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