Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 15 de Julho de 2026

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Lei permite o uso de tornozeleira em agressores de mulheres que estão sob medida protetiva de urgência



Norma surgiu de projeto apresentado na Câmara dos Deputados

Será por prazo indeterminado? Estará a critério exclusivo da vítima e do juiz? E como se define o fim da situação de risco? Essa indefinição legal cria um ciclo vicioso em que o controle e a suspensão da dignidade do homem ficam sujeitos à vontade unilateral da parte que se declara vítima. A falta de regulamentação abre brecha para abusos, especialmente em processos de separação litigiosa, onde a sobreposição entre esfera penal e cível é frequente.

 

Importante frisar que não se trata de negar a gravidade da violência doméstica ou o direito da mulher à proteção. Pelo contrário: trata-se de exigir que o combate à violência seja feito com responsabilidade, racionalidade e justiça, sem espaço para políticas simbólicas e populistas que desconsideram as consequências da restrição de direitos antes da efetiva comprovação de culpa.

 

Infelizmente, projetos como o PL 5.427/23 têm se tornado comuns no cenário político nos últimos tempos. A causa da violência doméstica, legítima e urgente, tem sido instrumentalizada como palanque eleitoreiro. Com o crescimento do eleitorado feminino, parlamentares tendem a propor medidas de impacto midiático e simbólico que ignoram os princípios constitucionais e o equilíbrio entre as partes. Falar em defesa da mulher virou moeda política; mas legislar com responsabilidade é outra coisa. O preço de decisões mal planejadas pode ser alto e pago por inocentes.

 

3. Conclusão

 

O PL 5.427/23, ao prever o uso obrigatório da tornozeleira eletrônica para todos os homens intimados de medidas protetivas, ignora princípios fundamentais do direito como a presunção de inocência, a proporcionalidade e a dignidade da pessoa humana. Mais do que isso, institucionaliza a estigmatização e compromete a vida social e profissional de indivíduos que ainda não foram julgados. O combate à violência contra a mulher exige seriedade e estratégias eficazes, mas também exige justiça e equilíbrio. É preciso evitar que o remédio se torne mais danoso que a própria doença. A tornozeleira eletrônica não pode ser aplicada como regra geral, mas sim como exceção, em situações graves, de reincidência ou descumprimento comprovado das medidas. Propostas populistas, ainda que bem-intencionadas, podem criar problemas sociais e jurídicos, desviando-se do verdadeiro objetivo de proteger — com equidade — todas as partes envolvidas. A política criminal não pode ser construída sobre alicerces frágeis de retórica eleitoral. É necessário cautela, responsabilidade e, sobretudo, respeito ao devido processo legal.

 

 

 



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Polícia

Operação “Elo Oculto”: Vereador é preso por suspeita de ligação com execução de jovem em Poxoréu


Polícia Civil investiga o assassinato de uma mulher de 20 anos, ocorrido em maio; crime teria sido ordenado por facção criminosa após a vítima ser apontada erroneamente como informante.

Investigações apontaram que o crime foi cometido a mando de uma facção criminosa.

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (14.7), a Operação Elo Oculto, para cumprir oito ordens judiciais relacionadas à investigação do homicídio de uma jovem, de 20 anos, ocorrido na madrugada de 10 de maio de 2026, em uma casa noturna localizada às margens da Rodovia MT-130, em Poxoréu.

 

A vítima estava no interior do estabelecimento quando um homem armado entrou no local e efetuou diversos disparos. A jovem foi atingida em regiões vitais e morreu no local.

 

As investigações, realizadas pela Delegacia de Poxoréu, apontaram que o crime foi ordenado por membros de uma facção criminosa atuante na região.

 

A motivação seria que a mãe da jovem trabalhava na base da Polícia Militar do município e, às vezes, a vítima a ajudava. Por estar presente na unidade policial, os suspeitos decidiram que ela estava sendo informante da polícia e decretaram seu homicídio.

 

 

Operação Elo Oculto

A operação, coordenada pela Delegacia de Poxoréu, com apoio das Delegacias da Regional de Primavera do Leste, tem como alvos sete pessoas relacionadas às linhas investigativas desenvolvidas no inquérito policial.

 

Foram expedidos sete mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, totalizando oito ordens judiciais.

 

As ordens estão sendo cumpridas simultaneamente


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