Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Polícia

Mais de 100 suspeitos por diversos crimes são presos durante operação em Mato Grosso



A Polícia Civil prendeu, no âmbito de nove operações de grande porte, cerca de 100 pessoas envolvidas em ações criminosas em Mato Grosso. As prisões ocorreram em municípios mato-grossenses e em mais seis estados do país. Entre 19 e 23, as operações prenderam líderes de grupos criminosos e golpistas, além de indivíduos foragidos da Justiça, em ações de enfrentamento ao tráfico de drogas, organização criminosa, estelionatos coletivos, homicídios, torturas, crimes contra a infância e falsificação de documentação, além de fraudes financeiras e digitais contra consumidores.

 

Durante os cinco dias, foram quase 200 mandados cumpridos, entre prisões, buscas, sequestros, suspensões e bloqueios bancários, entre outras medidas cautelares que resultaram na descapitalização e no prejuízo milionário causado aos grupos criminosos.

 

Um dos exemplos é a Operação Tempus Finis, que buscou desarticular uma facção criminosa envolvida com homicídios, torturas e tráfico de drogas no município de Terra Nova do Norte. Os faccionados cometiam o crime após um “tribunal do crime” — uma espécie de julgamento para rivais de outras facções ou para quem descumpria as ordens do grupo criminoso. Dez pessoas foram presas pela operação, sendo duas em flagrante, além da apreensão de armas e cocaína.

 

As investigações também alcançaram criminosos em Goiás, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Pará e Paraíba, contando com o apoio das polícias civis desses respectivos estados.

 

Com mandados cumpridos em Mato Grosso e também no Paraná, por exemplo, a Operação Personal envolveu 144 policiais e 52 viaturas. Foram cumpridas 98 ordens judiciais, sendo 16 mandados de prisão, 48 de busca e apreensão e 34 de bloqueio de contas bancárias. A ação teve como alvo uma organização envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

 

“Apurar crimes e produzir provas sólidas de autoria são algumas das ações que antecedem a deflagração de uma operação, que exige meses de trabalho do policial civil. Trata-se de uma sequência de atos complexos e ordenados que garantem a segurança e a legalidade da investigação, bem como o sucesso na obtenção de bons resultados. Esse balanço demonstra a capacidade estratégica, repressiva e de articulação interinstitucional da Polícia Civil para atacar núcleos estruturais de facções, desarticular golpes financeiros em larga escala e combater crimes cibernéticos e fraudes comerciais, promovendo, assim, a desarticulação de organizações criminosas e uma resposta efetiva à sociedade”, afirmou a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel.

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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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