Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Nota Oficial: 6º caso confirmado de Sarampo em Primavera do Leste



O município permanece em alerta, em monitoramento contínuo e seguirá atualizando as informações conforme evolução do cenário epidemiológico

Reforçamos à população que a vacinação é a melhor e mais eficiente forma de prevenção contra o sarampo

A Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informa que foi confirmado o 6º caso de sarampo no município.

Trata-se de uma criança de 1 ano de idade, pertencente ao mesmo núcleo dos casos anteriores já registrados. A criança não tinha histórico prévio de vacinação contra o sarampo.
Após o resultado laboratorial reagente, todas as ações previstas em protocolo foram executadas em tempo oportuno: investigação epidemiológica, rastreamento de contatos e bloqueio vacinal.

A criança encontra-se fora de risco clínico e também fora de risco de transmissão.

Reforçamos à população que a vacinação é a melhor e mais eficiente forma de prevenção contra o sarampo. Todas as unidades de saúde do município possuem doses disponíveis conforme calendário nacional.

Incluímos mais uma vez a orientação: ao surgimento de sinais como febre, manchas vermelhas na pele acompanhados de irritação nos olhos e/ou tosse e/ou coriza e mal-estar, procure imediatamente uma unidade de saúde.

O município permanece em alerta, em monitoramento contínuo e seguirá atualizando as informações conforme evolução do cenário epidemiológico.



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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