Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Pesquisa eleitoral em MT cita Léo Bortolin para deputado estadual e aponta espaço para “cara nova” em 2026



O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e ex-prefeito de Primavera do Leste, Léo Bortolin, aparece com 1,8% das citações na intenção de voto espontânea para deputado estadual em Mato Grosso, segundo levantamento da Percent Brasil. O estudo foi realizado entre 9 e 17 de fevereiro deste ano, com 1.200 entrevistas domiciliares presenciais no estado.

 

De acordo com os organizadores do levantamento, a presença na lista de citados é um indicador relevante de viabilidade política. “Os pré-candidatos citados na quantitativa, com mais ou com menos percentual, possuem grandes chances de êxito em 2026”, afirmou Ronye Steffan, sócio da Percent Brasil.

 

Esta é a segunda vez que Léo Bortolin aparece em destaque entre os nomes lembrados para o Legislativo estadual. Em outubro do ano passado, outra pesquisa, do Instituto IDOC, já colocava Bortolin entre os primeiros, na 7ª colocação.

 

Vale destacar que Léo Bortolin chama atenção por não estar em mandato eletivo e, mesmo assim, figurar entre os mais lembrados. O emedebista tem ampliado presença no debate estadual por meio de pautas municipalistas e articulação com prefeitos e gestores de diferentes regiões, o que tende a influenciar a consolidação de nomes na corrida proporcional ao longo do próximo ano.

 

A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais, com 95% de confiança, e o estudo está registrado na Justiça Eleitoral.

 

Sobre Léo Bortolin

 

Leonardo Bortolin (MDB) é presidente da AMM no triênio 2024 a 2026 e foi prefeito de Primavera do Leste entre 2017 e 2024. É advogado e administrador, com especializações em Gestão de Pessoas e Gestão Pública.



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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