Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 23 de Julho de 2026

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Piloto achado na mata 3 dias após queda de avião agradece orações



Maicom Semêncio Esteves, de 27 anos, conduzia aeronave agrícola, que se acidentou em área de mata em Peixoto de Azevedo, a 602 km de Cuiabá (MT)

O piloto Maicom Semêncio Esteves, de 27 anos, sobrevivente de uma queda de avião e de um período de três dias perdido no meio de uma mata no norte de Mato Grosso, enviou um recado para as pessoas que o apoiaram na recuperação do acidente.

Ainda internado no hospital para tratar das queimaduras que sofreu nos braços e perna, Esteves agradeceu às mensagens e avisou que vai receber todas as visitas possíveis quando retornar à sua cidade-natal, Primeiro de Maio (PR), quando receber alta médica.

Assista ao vídeo:

Piloto manda recado e agradece mensagens de apoio:

Maicom Semêncio Esteves foi encontrado vivo três dias depois de a aeronave que conduzia ter caído em uma área de mata em Peixoto de Azevedo, a 602 quilômetros de Cuiabá, no norte de Mato Grosso. Ele era o único ocupante de um avião agrícola de pequeno porte e foi encontrado após buscas conduzidas por trabalhadores da fazenda onde aconteceu a queda.

O piloto comandava um avião modelo Neiva BEM-201, matrícula PT-GSH, que caiu no norte de Mato Grosso. Ele havia saído de Porto Nacional, em Tocantins, às 9 horas da manhã do sábado. Pousou em Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, onde abasteceu. Ao meio-dia desceu em Matupá, a 695 km de Cuiabá, onde fez novo abastecimento. E depois levantou voo com destino à Alta Floresta, onde iria “aplicar remédio numas plantações”.

Em menos de dez minutos após iniciado o último voo, o piloto percebeu que o motor falhava e que estava perdendo altitude. Experiente, ele buscou encontrar um local para pouso de emergência. Mas não houve tempo. A hélice e as asas se chocaram contra árvores e a aeronave pegou fogo ao colidir contra o chão.

O primeiro sinal do acidente ouvido pelos trabalhadores da fazenda foi a explosão causada instantes depois da queda. O piloto já havia conseguido se desvencilhar e escapara de sofrer outros ferimentos. “Em menos de duas horas e meia, o grupo chegou ao local e só encontrou destroços da aeronave”, contou o fazendeiro Leonísio Lemos Melo Junior, um dos coordenadores das equipes de busca. “O avião todo destruído, pegando fogo. O grupo andou pela mata mas não encontrou o piloto”, continuou.

Esteves contou que estava com um GPS via satélite e por meio do aparelho localizou um córrego, entre as fazendas Duas Meninas e a Lua Nova. Lá permaneceu até o resgate. Muito debilitado, com cabeça machucada, queimaduras de primeiro e segundo graus, ele recebeu os primeiros socorros ainda no local. Uma maca foi improvisada com pedaços de árvores e roupas dos homens que integravam a equipe de busca.

“Ele já tinha se entregado. Não conseguia mexer os braços, as pernas, as queimaduras ardiam”, contou, por telefone o pai do piloto, Martinho Lopes Esteves, comerciante na cidade Primeiro de Maio, norte do Paraná.

Esteves recebeu atendimento médico em um hospital regional de Peixoto de Azevedo, mas foi transferido por recomendação médica para Sorriso, a 398 km de Cuiabá, onde tem hospital especializado em queimaduras.

O irmão de Maicom, Diego Esteves, disse que no dia em que foi encontrado piloto já apresentava problemas renais por causa da desidratação, mas que agora este problema já estava solucionado e o piloto reagia bem.

R7



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geral

Medeiros veta MDB e PL descarta aliança com Janaina Riva para o Senado em MT


O presidente estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, confirmou nesta quarta-feira (22), durante a abertura da convenção estadual da sigla, que uma eventual composição com o MDB para a disputa ao Senado está descartada. Segundo ele, o veto parte do deputado federal José Medeiros (PL), homologado pelo partido como candidato ao Senado ao lado de Wellington Fagundes (PL), que concorre ao governo do Estado.

 

Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma aliança que incluísse a deputada estadual Janaina Riva (MDB) na chapa majoritária, Ananias afirmou que a resistência de Medeiros será levada em consideração nas negociações do partido. “O Medeiros tem restrição a um partido, ao MDB. Ele tem essa restrição. E eu não posso discordar dele, porque o sentimento de candidato eu tenho que levar em consideração”, pontuou.

 

A declaração praticamente encerra as especulações sobre uma composição entre PL e MDB para uma das duas vagas ao Senado, possibilidade discutida nos bastidores desde o início da pré-campanha em razão da relação familiar entre Janaina e o senador Wellington Fagundes.

 

Ananias afirmou ainda que o partido sequer definiu se indicará apoio formal a um segundo candidato ao Senado. Segundo ele, a tendência é que o PL concentre esforços apenas na eleição de seus dois candidatos. “Nós decidimos, até agora, nesse momento, que nós não teremos o segundo voto”, disse. “Se for melhor para vencer a eleição não termos o segundo, nós não vamos ter o segundo”, completou.

 

A posição oficializa um impasse que vinha sendo construído há meses dentro do PL. Desde março, José Medeiros passou a se posicionar publicamente contra qualquer entendimento com o MDB, afirmando que não aceitaria dividir a chapa com Janaina Riva por considerar que a aliança seria incompatível com o eleitorado conservador e poderia comprometer a identidade política defendida pelo partido.

 

Na ocasião, Medeiros afirmou que uma composição com a deputada significaria “enganar o campo conservador” e classificou a eventual aliança como uma construção destinada a atender “uma questão familiar”, em referência ao fato de Janaina ser nora de Wellington Fagundes.

 

A resistência de Medeiros provocou um dos principais focos de tensão da pré-campanha liberal. Enquanto setores do partido enxergavam na força eleitoral de Janaina uma possibilidade de ampliar o palanque de Wellington Fagundes, a ala mais ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro defendia que o PL preservasse uma chapa exclusivamente identificada com o bolsonarismo.

 

O próprio Wellington evitou alimentar o debate e afirmou reiteradas vezes que qualquer negociação dependeria da direção nacional da legenda. Nos últimos meses, dirigentes nacionais e estaduais também reconheceram que a popularidade de Janaina Riva alterava o cenário da disputa ao Senado.

 

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, chegou a classificar o desempenho da deputada como um “problemaço” para os planos da legenda de eleger seus candidatos ao Senado, embora mantivesse Wellington Fagundes como nome definido para disputar o Palácio Paiaguás.

 

Com a declaração de Ananias na convenção estadual, a direção do PL sinaliza que a posição de José Medeiros prevaleceu nas discussões internas. Assim, ao menos neste momento, o MDB fica fora das negociações para integrar a chapa majoritária encabeçada por Wellington Fagundes, reforçando a estratégia do partido de buscar uma composição alinhada exclusivamente ao seu campo político.

 


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política

Ananias critica restrições do STF a Bolsonaro e ataca Lula


Durante a convenção partidária do PL realizada nesta quarta-feira (22), em Cuiabá, o presidente estadual da sigla, Ananias Filho, afirmou que o partido vem sendo atacado pelo Judiciário ao proibirem a comunicação de Jair Bolsonaro por meio de cartas. Ele ainda direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que ele não tinha tal restrição porque “não sabe escrever”.

A fala acontece após ser questionado sobre a vinda da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) a Mato Grosso para apoiar a candidatura de Wellington Fagundes (PL). Na ocasião, Ananias declarou que as recentes decisões que proíbem o ex-presidente Jair Bolsonaro de escrever ao público em prisão domiciliar são uma forma de interferência nas eleições e configuram um cerceamento desproporcional. A medida de não usar rede social diretamente ou por meio de terceiros é uma das cláusulas de sua condenação por tentativa de golpe de Estado.

“Agora, nós sofremos um ataque direto. Interferência na eleição nacional, nas eleições estaduais. De pessoas do círculo do Judiciário. Isso é latente. Nada do PL pode. Quando enclausura o presidente da República, que não pode escrever nem carta. Carta que estava em desuso, ele começou a colocar em uso a carta, agora não deixa nem um correio, nem um interruptor [interceptor] ir lá pegar uma carta dele para ser divulgada”, declarou Ananias.

Ao traçar um paralelo com o período em que Lula esteve detido em Curitiba (PR), o presidente do PL questionou a disparidade no tratamento conferido pela Justiça aos dois líderes políticos. No entanto, a crítica escalou para um ataque pessoal sobre a escolaridade do presidente.

“Gente, o outro falava na cela. Então, em 2022, o PL foi com ação repetitiva da entrevista. Não teve entrevista. Não, mas escreveu carta, mas não pediu para ele não escrever. Ou porque ele não sabe escrever. Às vezes a diferença é essa. O outro não dava conta de escrever carta porque não tem condições de alfabetização, e o outro escreve carta e não pode escrever carta. Eu acho que é isso”, completou em provocação.

Apesar da alfinetada, a declaração de Ananias Filho contraria a realidade. Uma vez que o presidente é alfabetizado, tendo concluído o curso técnico de torneiro mecânico no Senai ainda na juventude, produziu diversos textos, bilhetes e cartas públicas ao longo de sua trajetória política e durante o período em que esteve preso.

Lula teve suas condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido à parcialidade do ex-juiz Sergio Moro (PL) e à incompetência do foro de Curitiba, reabilitando seus direitos políticos.

GD


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