Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 06 de Abril de 2026

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Polícia Militar de Poxoréu prende 6 suspeitos de causar terror em Jarudore



A Polícia Militar de Poxoréu e a equipe de inteligência da PM de Primavera do Leste deflagraram uma operação para deter suspeitos que causaram pânico e terror em Jarudore. Relatos de vários moradores demonstram o clima que os infratores instalaram na cidade no decorrer da semana, motivados pela disputa do tráfico de drogas, por território e vingança. Os suspeitos efetuaram vários disparos de arma de fogo pela cidade.

A inteligência da PM já estava atuando de forma reservada para localizar os envolvidos. No sábado, as buscas culminaram na detenção de 6 suspeitos e na apreensão de 4 armas de fogo (2 revólveres de calibre 38 e 2 espingardas ), além de várias munições de vários calibres.

Também foram apreendidos 1 automóvel, 4 trouxas de substância análoga à maconha, 9 trouxas de substância análoga à pasta base de cocaína e dinheiro em moedas e notas pde menor valor.

Todos os suspeitos foram encaminhados à delegacia de Poxoreu e qualificados pelos crimes de tráfico de drogas, posse e porte ilegal de arma de fogo, ameaça e disparos de arma de fogo em via pública.

O Comandante da PM de Poxoreu,1º Tenente PM Thássio afirmou que a corporação não medirá esforços para coibir qualquer ato ilícito na região.

Da PM de Poxoréu participaram da ação os cabos Moura e Ruiz e os soldados Monteiro e Patrick. (Informações RD News / Com Assessoria)



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A Palavra - Opinião

📰 Crônica: A cassação que parou na recepção


Em Primavera do Leste, a política resolveu inovar. Não é mais preciso enfrentar plenário, debate ou voto. Agora, certos assuntos já são resolvidos ali mesmo, na recepção.

 

O pedido de cassação contra o vereador Sargento Telles sequer chegou a “dar bom dia” no plenário. Foi barrado antes, com toda a elegância que os procedimentos técnicos permitem.

 

Segundo a versão oficial, faltou “autorização adequada” para a denúncia. Curioso. Porque, para alguns, a lei parece permitir que até o eleitor participe. Para outros, nem tanto. Vai entender, o Direito, às vezes, é quase uma obra de arte contemporânea: cada um enxerga o que quer.

 

Enquanto isso, o conteúdo da denúncia ficou intacto. Intocado. Intocável. Uma espécie de segredo que ninguém quis abrir — talvez por zelo institucional, talvez por excesso de prudência.

 

E sob a condução do presidente da Câmara, Marco Aurélio, tudo seguiu com tranquilidade exemplar. Sem ruído, sem desgaste, sem aquele incômodo chamado “debate público”.

 

Eficiência é isso.

 

Resolve-se rápido, evita-se constrangimento e, de quebra, mantém-se a harmonia entre os pares. Afinal, política também é sobre convivência.

 

Agora, claro, tudo dentro das regras. Ou pelo menos dentro de uma leitura bastante conveniente delas.

 

No fim, Primavera do Leste dá mais um passo à frente na inovação institucional: criou-se o julgamento sem julgamento.

 

E fica aquela dúvida que ninguém responde, mas todo mundo entende:

 

Foi rigor técnico… ou apenas uma solução elegante para um problema inconveniente?

 

Mas veja, é só uma crônica.

 

 

 


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