Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Polícia: Homem é morto a tiros e esposa é presa suspeita do crime



Josias Ferreira de Carvalho Junior, 37, foi assassinado na madrugada de sexta-feira (20), no Maracanãzinho, em Cáceres (225 km ao oeste de Cuiabá). A esposa dele, de 37 anos, está detida e é suspeita de cometer o homicídio durante uma briga do casal.

 

De acordo com as informações, polícia foi acionada por volta da 1h50 para atender um crime de homicídio. Quando a polícia chegou, encontrou a vítima no chão e uma mulher gritando muito em estado de choque e visivelmente sob efeito de álcool.

 

Ela contou que escutou barulho de tiro e, quando foi ver, já encontrou o marido sangrando. Que o acompanhou até a área, momento em que ele caiu. Contou que dentro da casa estavam duas armas, sendo um revólver calibre 38 e uma espingarda calibre 22.

 

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Polícia apurou que, na hora do crime, só estavam os dois na casa e que passaram o dia consumindo álcool. Foi descoberto ainda que, por volta das 23h, a polícia recebeu um chamado para uma ocorrência de violência doméstica no mesmo endereço.

 

Testemunhas disseram que um casal estava brigando. Porém, quando a polícia foi até o local, a mulher disse que estava tudo bem, que eles só tiveram uma pequena discussão. Já no atendimento do homicídio, ela foi encontrada com hematomas no olho e arranhões pelo corpo.

 

Josias teve a morte confirmada pelo Corpo de Bombeiros. Cena foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil e Perícia Oficial (Politec). Apenas a espingarda foi encontrada na casa. A arma e as munições foram apreendidas. A mulher está detida e é investigada.

GD



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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