Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 22 de Junho de 2026

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Prefeito Roberto Farias tem mandato cassado por doar terreno a empresário



O juiz da 1ª Vara Cível de Barra do Garças (509 Km de Cuiabá), Carlos Augusto Ferrari, condenou o prefeito do município, Roberto Farias (MDB), à perda do mandato por improbidade administrativa. O motivo foi a doação de um terreno público a um empresário da cidade, no ano de 2013.

O magistrado  determinou ainda a suspensão dos direitos políticos de Roberto Farias pelo prazo de 8 anos. Outras 15 pessoas, entre vereadores, ex-vereadores e o empresário beneficiado pela doação, também foram condenadas. A decisão, proferida no dia 1º de agosto, foi publicada nesta quarta-feira (22) no Diário Eletrônico da Justiça.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado, Roberto Farias encaminhou projeto de lei à Câmara de Vereadores com a finalidade de obter autorização para efetuar doação de imóveis à empresa A. Sandro de Azevedo e CIA Ltda, atuante no ramo de reformas, mecânica e manutenção de máquinas agrícolas.

O objetivo era que a empresa beneficiária do terreno supostamente expandisse seus negócios, de modo a gerar empregos para a população, segundo a denúncia. No entanto, o projeto previa a doação de 2 lotes de uma área de 5,4 mil metros quadrados “sem qualquer critério de escolha, seja quanto à localização ou destinação industrial a ser desenvolvida pela beneficiária”, segundo o MPE.

O projeto foi aprovado pelos vereadores em setembro de 2013. “Sem demonstração de interesse público, sem procedimento licitatório, sem critérios objetivos, ferindo a impessoalidade e isonomia que devem orientar a Administração”, dizia a denúncia.

Para o MPE, a conduta demonstra tentativa de enriquecimento ilícito e dano ao patrimônio Público por parte dos envolvidos. Por essa razão, requereu a nulidade da doação, a condenação do prefeito e envolvidos, bem como a declaração de inconstitucionalidade da Lei Municipal n.º 3.463/2013, que autorizou a doação dos bens públicos.

Ao analisar o caso, o juiz Carlos Augusto Ferrari reconheceu que a doação não tinha qualquer estudo de viabilidade econômica do empreendimento, seja por parte da prefeitura, seja pela empresa beneficiada.

“Ora, não existe processo industrial sem água e energia elétrica, o que confirma a vontade consciente dos demandados em transferir patrimônio público a pessoas, particularmente escolhidas sem qualquer critério publicado, sendo intuitivo que o patrimônio público não pode ser distribuído pelo governante do momento, ainda que pseudo autorizado por lei”, alegou o magistrado.

Ainda segundo o juiz, o prefeito deliberadamente distribuiu os imóveis “ao sabor da sua vontade pessoal” a uma empresa que nada realizou para ser contemplada com tal benfeitoria, bem como teve a colaboração formal dos vereadores, que foram ausentes na fiscalização do bem público.

“Toda a atividade levada a efeito pela máxima autoridade do município, com a reverência de quem devia lhe fiscalizar, bem como do particular que ganhou um imóvel de mais de cinco mil metros quadrados, lesou a cidade, fazendo caridade a quem talvez não precisasse e com chapéu alheio”, disse.

Por essa razão, o magistrado determinou a perda da função pública de Roberto Farias e o respectivo cargo de prefeito, bem como suspendeu seus direitos políticos e determinou o ressarcimento dos danos causados ao Município, além do pagamento de multa civil no valor de 50 vezes o salário de prefeito.

Também foram condenados a pagar multa e ressarcimento os ex-vereadores Ailton Alves Teixeira, José Maria Alves Filho, Maria José de Carvalho, Odorico Fereira Cardoso Neto, Paulo Sérgio da Silva, Reinaldo Silva Correia, Valdemir Benedito Barbosa e Welinton Andrade da Silva.

Foram condenados ainda os atuais vereadores Celson José da Silva Sousa, Geralmino Alves  Neto, João Rodrigues de Souza, Paulo César Aguiar, Valdei Leite Guimarães e Júlio César dos Santos. Já a empresa A. Sandro de Azevedo foi condenada à perda dos imóveis e pagamento de multa no valor de R$ 56 mil.

Gazeta Digital



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​Primavera do Leste entra na rota ferroviária: Novo terminal marca era de desenvolvimento logístico em Mato Grosso


Estrutura estratégica, inaugurada neste sábado (20), amplia capacidade de escoamento do agronegócio, reduz custos e impulsiona a economia regional.

Primavera do Leste – Um novo capítulo na história econômica de Mato Grosso foi escrito neste sábado (20). A inauguração do primeiro terminal ferroviário da região, localizado estrategicamente às margens da BR-070  na conexão entre Primavera do Leste, Campo Verde e Dom Aquino , consolida o município como um hub logístico de referência para o agronegócio brasileiro.

A cerimônia reuniu autoridades estaduais, lideranças do setor produtivo, parlamentares e executivos da Rumo, reforçando o impacto positivo do empreendimento para a competitividade da produção mato-grossense.

Números que impressionam

O terminal foi projetado para otimizar o fluxo de cargas com alta tecnologia e capacidade operacional robusta:

Capacidade Anual: Até 10 milhões de toneladas de grãos.

Eficiência Rodoviária: Descarregamento de 35 caminhões/hora.

Agilidade Ferroviária: Carregamento de 16 vagões/hora.

Armazenagem: 42 mil toneladas de capacidade estática.

Estrutura: 200 hectares, 4 balanças rodoviárias e pátio para 250 caminhões.

“Um comboio com 135 vagões substitui cerca de 270 caminhões nas rodovias, reduzindo a emissão de poluentes e o desgaste das estradas, tornando o transporte mais eficiente e barato.” – Sérgio Machnic, Prefeito de Primavera do Leste.

Impacto Econômico e Sustentabilidade

Além do ganho logístico, o terminal é um motor de desenvolvimento social para a região:

Geração de Emprego: O projeto mobilizou 800 trabalhadores durante a construção e mantém cerca de 200 empregos permanentes em operação.

Redução de Custos: A ferrovia diminui o valor do frete e otimiza a cadeia produtiva, tornando a produção regional mais competitiva no mercado global.

Desenvolvimento Regional: O terminal atrai novos investimentos e fortalece o ecossistema de serviços no entorno.

O futuro da operação

Para o CEO da Rumo, Pedro Palma, este é apenas o ponto de partida. “Primavera do Leste foi uma grande parceira. O terminal traz competitividade imediata, mas nossa intenção é continuar expandindo nossa atuação e criando novas oportunidades para toda a região”, afirmou o executivo.

Com esta inauguração, Primavera do Leste não apenas reafirma sua força no agronegócio, mas se posiciona como um destino atraente para grandes investimentos, garantindo um crescimento sustentável, geração de renda e fortalecimento da infraestrutura de Mato Grosso.

Fonte: Redação com Assessoria de Imprensa | Data: 20 de junho de 2026


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