Primavera do Leste / MT - Sábado, 24 de Outubro de 2026

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Agro - política

Prefeito Sérgio Machnic recebe deputado Gilberto Cattani e representantes da Ovinomat



O gestor reforçou que o fomento às atividades produtivas é essencial para a economia

Representantes do setor destacaram o alto potencial produtivo, além da geração de emprego e renda em função da atividade
Na manhã desta quinta-feira, 4, o prefeito Sérgio Machnic recebeu o deputado estadual Gilberto Cattani e representantes da Ovinomat: Associação dos Ovinocultores de Mato Grosso. A reunião que aconteceu na sede da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, teve como objetivo apresentar dados atualizados sobre o potencial produtivo da ovinocultura na região de Primavera do Leste e dialogar sobre políticas de fomento capazes de impulsionar investimentos para o setor.

Durante o encontro, o prefeito Sérgio Machnic reforçou o apoio do município por meio da SAMA e da Superintendência de Agricultura Familiar, a todas as atividades do setor, destacando que a gestão tem atuado para fortalecer cadeias produtivas que favorecem por igual aos pequenos, médios e grandes produtores.

Segundo o prefeito, “fomentar essa atividade significa ampliar oportunidades econômicas para todas as atividades produtivas, contribuindo com o desenvolvimento regional, assim como já ocorre em outras cadeias importantes. Além da certificação e do bom andamento da criação, o consumidor passa a ter uma garantia maior de qualidade e de segurança alimentar, além da geração de emprego e renda”.

O presidente da Ovinomat, Cássio Carollo, apresentou levantamentos recentes que mostram o crescimento da atividade entre pequenos produtores do entorno de Primavera do Leste, indo além dos limites municipais. Segundo ele, a região abrange municípios como Nova Brasilândia, Poxoréu, Dom Aquino e Santo Antônio do Leste, onde há hoje 19 associações de pequenos produtores ligadas direta ou indiretamente à criação de ovinos.

Carollo destacou que “o pequeno produtor tem papel essencial porque ele garante a estabilidade da oferta. Quando há algum desequilíbrio, um produtor cobre o outro e mantém a continuidade da cadeia produtiva. Nosso objetivo, junto ao deputado e às instituições parceiras, é fortalecer toda a cadeia, do pequeno ao grande, e criar novas fontes de renda, diversificando as propriedades”.

Ele também citou a reativação da Câmara Setorial de Ovinocultura no estado, articulada junto ao deputado Cattani, reunindo instituições como UFMT, Indea, Senar, Ceaf e Ministério da Agricultura para elaboração de projetos sólidos de curto, médio e longo prazo. “Precisamos apresentar ao governo projetos consistentes, que atendam desde o produtor até o consumidor, com ações que envolvem capacitação, inspeção, certificação e até estratégias de marketing para popularizar o consumo da carne de cordeiro”, completou.

O deputado estadual Gilberto Cattani, que integra a Frente Parlamentar da Agropecuária e também é produtor rural, reforçou a importância das Parcerias Público-Privadas (PPPs) para o avanço econômico do setor. Ele destacou que “uma prefeitura ou uma pequena associação, sozinhas, não conseguem sustentar operações complexas. A PPP permite que haja investimento, retorno financeiro e segurança para o produtor. É isso que garante que o projeto vá para frente”.

Cattani lembrou ainda que há demanda crescente por carne ovina em diversas regiões do país. “Nós temos frigoríficos com grande capacidade de abate e com inspeção que permite comercializar para o Brasil inteiro. O mercado existe. Por isso precisamos fortalecer os frigoríficos inspecionados, combater o abate clandestino e garantir ao consumidor um produto seguro e de qualidade”, afirmou.



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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