Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Primavera do Leste irá ampliar o projeto de Equoterapia



Da Redação

Vereador Luis Costa e secretário de educação com pais e professora equoterapia

Desde 2013 o projeto “Sela do Saber” que desenvolve a equoterapia, tem atendido 15 crianças com necessidades especiais, por meio de uma parceria entre Sindicato Rural e Secretaria de Educação que a frente do projeto está à professora Ana Barbara. A equoterapia é um método terapêutico e educacional, que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem multidisciplinar e interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiências ou necessidades especiais.

Recentemente o projeto deu uma pausa nas suas atividades, e agora irá voltar a atender as crianças em um novo endereço, já nos próximos dias.  A professora Ana Barbara, que tem se dedicado ao longo desses anos, irá continuar o seu trabalho que é sinônimo de amor e carinho, em um espaço cedido por um empresário da cidade. Todos os alunos que estavam no projeto, continuarão nos próximos dias, as atividades, mas agora em um novo espaço.

Também como forma de atender mais crianças que precisam de um acompanhamento profissional, em que estimule o desenvolvimento seja educacional ou terapêutico, o Sindicato Rural irá por meio de uma comissão, que faz parte da diretoria, junto com a secretaria de saúde, dispor de mais 15 vagas para atender crianças por meio da equoterapia. O Sindicato Rural irá recomeçar nesta segunda, 13, a equoterapia com novos profissionais, em parceria das secretarias de saúde, educação e CTG Querência Distante que cedeu o local, o projeto será ampliado atendendo em dois lugares.

Sendo assim, teremos mais vagas para que as nossas crianças sejam beneficiadas. É importante ressaltar que o projeto que beneficia nossa comunidade, foi uma iniciativa da professora Ana Barbara, com o apoio da secretaria de educação e Sindicato Rural, e hoje com o resultado que a equoterapia tem proporcionado a nossas crianças, o projeto será ampliado, possibilitando mais vagas para o atendimento

 



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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