Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 02 de Abril de 2026

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Relator entrega à CCJ voto favorável à liberação do porte de armas



O senador Sergio Petecão (PSD-AC) entregou à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) seu relatório com voto pela aprovação na íntegra do projeto (PLS 378/2017) que libera o porte de armas no país. O projeto, de autoria do senador Wilder Morais (PP-GO), entre outras medidas, revoga o atual Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826).

Porte liberado para maiores

O projeto libera o porte de armas para qualquer pessoa a partir dos 18 anos de idade, desde que o adquirente seja considerado apto psicologicamente, tenha bons antecedentes e demonstre capacidade técnica.

A aptidão psicológica fica condicionada à apresentação de um laudo emitido por um psicólogo credenciado; os bons antecedentes são atestados pela apresentação da certidão negativa criminal; e a capacidade técnica é aferida sob a apresentação de certificado de curso de tiro emitido por um instrutor.

Pela legislação em vigor, a população civil é proibida de andar armada, exceto alguns funcionários públicos e seguranças privados em serviço. O porte também é permitido para quem comprove a necessidade de possuir uma arma, como moradores de áreas rurais que precisam caçar para sobreviver. Mas é preciso ter mais de 25 anos e cumprir os requisitos psicológicos, técnicos e ter a certidão negativa criminal.

Outra mudança no Estatuto do Armamento em relação à lei em vigor é o prazo de validade do porte de arma, que aumenta de três para dez anos.

Justificativas

Para Petecão, o Estatuto do Desarmamento, em vigor desde 2003, revelou-se na prática “uma política pública fracassada”.

“Alguém acredita de fato que o desarmamento adiantou pra alguma coisa, se tivemos mais de 61 mil mortes violentas intencionais em 2016? O que os defensores do desarmamento tem a dizer pras famílias de 2.703 pessoas assassinadas somente em assaltos, muitas sem ter reagido? E para as 50 mil mulheres que foram estupradas?”, indaga o senador em seu relatório, argumentando que estas pessoas poderiam ter tido um destino diferente “se tivessem alguma chance de defesa”.

Petecão afirma que “proibir as armas porque podem matar é tão irracional quanto proibir as pessoas de dirigirem porque o trânsito também mata 50 mil por ano no país”.

O senador argumenta ainda que a proposta não significa uma “liberação indiscriminada das armas”, pois no seu entender as condicionantes tornam possível que “somente pessoas de bem, com treinamento e equilíbrio emocional” tenham o porte. Para ele, o efetivo combate à violência passa pelo robustecimento do controle às armas que entram ilegalmente no país, além de repressão a desvios e ao mercado negro, e não na diminuição do número das armas que são legalmente adquiridas.

Agência Senado 



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Região

Ibama encontra macacos, tucanos, araras e veados em cativeiro ilegal em Mato Grosso


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deflagrou a Operação Artemis, com o objetivo de combater o tráfico de animais e a comercialização ilegal de fauna no estado de Mato Grosso. Durante a ação, um dos principais alvos foi um empresário que mantinha ilegalmente quase 200 animais exóticos e silvestres de médio e grande porte em sua propriedade. Segundo o órgão, o local operava com autorização de manejo vencida desde 2024.

 

No imóvel, foram identificados 192 animais exóticos, entre cervídeos, emas e emus, mantidos sem autorização válida. Também foram constatadas irregularidades nos registros, com nascimentos e óbitos recentes não informados nos sistemas oficiais. Além disso, os agentes encontraram diversas aves exóticas, como ring neck (espécie de periquito de origem asiática conhecida pelo anel colorido ao redor do pescoço) que não constavam no plantel declarado. Também foram identificados animais silvestres, como macacos-prego, tucanos, araras e veados-campeiros, mantidos sem licença ambiental.

 

Apesar de se apresentar como criador comercial, o responsável não registrou vendas ou transferências nos últimos anos. No entanto, foram localizadas chocadeiras e anotações que indicam reprodução e possível comercialização irregular de animais exóticos e silvestres.

 

A operação também fiscalizou um plantel no município de Alto Araguaia, após indícios de fraudes no Sistema de Controle e Monitoramento da Atividade de Criação Amadora de Pássaros (Sispass). No local, foram encontrados 34 pássaros, entre curiós e bicudos, além de diversas irregularidades, como ausência de registro de nascimentos e óbitos e uso de medicamentos vencidos.

 

Três aves da espécie curió foram identificadas em estado crítico, com sinais de maus-tratos e desnutrição. A ação contou com acompanhamento de médica veterinária especializada em fauna silvestre, garantindo a integridade dos animais durante toda a operação.

 

Os animais silvestres resgatados foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Brasília, onde passarão por avaliação clínica, reabilitação e, quando possível, serão devolvidos à natureza. A Operação Artemis reforça a atuação do Ibama no combate ao tráfico de fauna e na proteção da biodiversidade brasileira, coibindo práticas ilegais que colocam em risco espécies nativas e o equilíbrio dos ecossistemas.

 


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