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Sebastião Rezende é “reincidente” em denúncia de suposta contratação de funcionário fantasma



Sebastião Rezende é “reincidente” em denúncia de suposta contratação de funcionário fantasma

A legislação eleitoral agora proíbe candidato de receber doações de entidades religiosas e também de fazer propaganda dentro de templo, o que deve dificultar a vida de alguns candidatos, entre eles, o deputado estadual Sebastião Rezende (PSC), que buscará a reeleição, esperançoso principalmente nos votos dos irmãos-fiéis, já que enfrenta grande desgaste frente ao eleitorado, com um trabalho sem destaque no Parlamento Estadual, além de ter sido citado na delação do ex-governador Silval Barbosa.

Se não bastasse isso, o deputado ainda é acusado de empregar funcionários fantasmas, prática comum na velha política, mas desprezada nos dias atuais. Se não vejamos: ele foi denunciado em reportagem do programa de Everton Pop e abrigar em seu gabinete a madrasta do vereador Abílio Júnior (PSC), Damaris Rastelli, que não cumpriria expediente na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, fato que teve grande repercussão e acabou por desagradar os líderes da Assembleia de Deus.

Porém, essa denúncia não é fato isolado. Rezende responde também por outra acusação de indicação de funcionário fantasma, na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), em 2014. Na época, a denúncia partiu da ex-coordenadora de Apoio às Políticas de Incentivos aos Jovens e Mulheres Rurais, Nilza Amaral Segundo ela, Sebastião Rezende teria indicado Maria Aparecida de Medeiros Moreira para ocupar o seu lugar, porém, a indicada nunca teria aparecido para trabalhar.

Logo após a denúncia, foi assinado pelo então secretário de Estado de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, Luiz Carlos Alécio, o pedido de exoneração de Maria Aparecida.

Chama atenção a semelhança entre os fatos ocorridos em 2014 e o que foi denunciado pelo programa de Everton Pop, pois a servidora Damaris logo após a denúncia também foi exonerada do gabinete do deputado.

Como se nota, Sebastião Rezende terá enormes percalços para alcançar a vitória no pleito de outubro próximo. Lembrando ainda que citado em delação como um dos recebedores de “mensalinho” do Governo Silval, que em delação detalhou que a irmã do deputado Rezende ia na Governadoria buscar a propina no lugar do irmão, assim como fazia a irmã do deputado estadual Airton Português.

A ‘espécie de mensalinho’ fazia parte de um acordo entre o governo e o Legislativo estadual, para que não denunciassem os desvios da organização criminosa instalada no Palácio Paiaguás e ainda apoiassem os projetos encaminhados à Casa de Leis, pelo governo do Estado.

“Desses pagamentos foram feitos diretamente aos deputados estaduais, que iam pessoalmente ao gabinete do Declarante na governadoria, sendo que se recorda que somente o deputado SEBASTIÃO REZENDE em algumas vezes encaminhou sua irmã para receber seu pagamento, bem como o deputado AIRTON PORTUGUES, que em uma ocasião também determinou que sua irmã de nome VANICE DE TAL, fosse buscar seu pagamento junto ao Declarante no palácio do governo”, diz trecho da delação.

Rezende também foi apontado pelo ex-deputado José Geraldo Riva com um dos 33 parlamentares e ex-parlamentares  que recebiam o ‘‘mensalinho”. Em depoimento à Justiça, Riva confessou que recebia um “mensalinho” do governo do estado. A propina, segundo ele, também foi recebida por outros 33 deputados para que votassem os projetos de interesse do Executivo, entre eles citou o nome de Sebastião Rezende.

DEPUTADO TENTA INTIMIDAR E ENTRA COM AÇÃO CONTRA O CO POPULAR

Após ser alvo de matérias investigativas veiculadas no jornal Centro-Oeste Popular, o deputado Rezende entrou com uma representação contra este periódico, talvez como forma de pressionar para que a linha editorial seja mudada ou que novas denúncias sejam deixadas de lado.

Porém, o CO Popular esclarece mais uma vez que sua linha investigativa não será deixada de lado, levando informações de interesse da população não só ao conhecimento público, como também encaminhando as denúncias aos órgãos competentes, como o Ministério Público, Tribunal de Contas e outros.

Mais que isso, a direção do CO Popular já encaminhou questionamentos ao Ministério Público Estadual e Assembleia Legislativa se está havendo fiscalização e investigação quanto a essas supostas contratações de funcionários fantasmas.

Fonte: Centro Oeste Popular 



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Executivos de empresa que controla a Águas de Primavera fazem delação e dizem ter pago R$ 30 milhões e uma BMW a Juarez Costa


Relatos de ex-dirigentes da Aegea envolvem a concessão de saneamento de Sinop e citam o deputado federal

 

O deputado federal Juarez Costa voltou ao centro de uma investigação de repercussão nacional após ex-executivos da Aegea Saneamento afirmarem, em acordos de colaboração premiada firmados com o Ministério Público Federal, que teriam realizado pagamentos milionários para garantir interesses da empresa em contratos públicos de saneamento. Entre os relatos apresentados pelos delatores está a informação de que Juarez Costa teria recebido R$ 30 milhões destinados ao pagamento de despesas de campanha, além de uma BMW adquirida em 2014.

 

As informações vieram à tona após a homologação dos acordos pelo Superior Tribunal de Justiça e passaram a integrar uma das maiores apurações já realizadas envolvendo concessões privadas de saneamento no país. A investigação reúne relatos de antigos dirigentes da companhia sobre supostos pagamentos feitos para facilitar contratos e manter operações em diferentes municípios brasileiros.

 

Segundo os depoimentos divulgados pela imprensa nacional, o ex-presidente da Aegea, Hamilton Amadeo, afirmou aos investigadores que autorizou repasses relacionados à concessão de saneamento de Sinop durante o período em que Juarez Costa administrava o município. Já o ex-diretor financeiro Flávio Crivellari teria detalhado operações financeiras e a aquisição de uma BMW avaliada em cerca de R$ 330 mil na época.

 

O caso não se limita a Mato Grosso. As delações fazem parte de um conjunto de acordos nos quais ex-executivos relataram supostos pagamentos ilícitos realizados entre 2010 e 2018 em diversos estados. Os valores mencionados nas investigações ultrapassam R$ 60 milhões e envolvem contratos considerados estratégicos para a expansão da empresa no setor de saneamento.

 

Em Sinop, a investigação está relacionada à concessão dos serviços de água e esgoto assinada em 2014. O contrato transferiu a operação para a Águas de Sinop, empresa pertencente ao grupo Aegea, em um dos maiores processos de concessão realizados pelo município naquele período.

 

A repercussão do caso também alcança Primavera do Leste. Isso porque a Aegea é a mesma controladora da Águas de Primavera, concessionária responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da cidade. A empresa mantém operações em outros municípios mato-grossenses e figura entre os principais grupos privados do setor no estado.

 

Não há, até o momento, qualquer acusação ou investigação pública envolvendo a concessão de Primavera do Leste. A relação com o caso ocorre exclusivamente porque a operação local pertence ao mesmo grupo empresarial citado nas delações. Ainda assim, a divulgação dos acordos colocou a companhia sob os holofotes e ampliou o interesse público sobre suas concessões em Mato Grosso.

 

A tramitação do processo passou por diferentes instâncias judiciais em razão das discussões sobre foro privilegiado de alguns dos citados. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal e posteriormente retornou ao Superior Tribunal de Justiça, onde os acordos acabaram homologados. Especialistas apontam que a longa discussão processual poderá influenciar os desdobramentos futuros da investigação.

 

Até o momento, as informações divulgadas têm como base os relatos dos colaboradores e os documentos apresentados aos órgãos de investigação. Juarez Costa ainda não apresentou manifestação pública detalhada sobre o conteúdo das acusações divulgadas nacionalmente.

 

A revelação das delações recoloca em debate uma das decisões mais importantes da história recente do saneamento em Sinop e projeta seus efeitos para além dos limites do município. O fato de a mesma controladora atuar em diversas cidades mato-grossenses, incluindo Primavera do Leste, aumenta a repercussão política do caso e mantém a atenção voltada para os próximos passos das investigações.


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