Investimento de R$ 360 milhões: Nininho articula e governador autoriza licitação de novos trechos asfálticos na região Sudeste

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Obras autorizadas pelo governador Mauro Mendes e o vice Otaviano Pivetta abrangem rodovias em Rondonópolis, Pedra Preta, Guiratinga e Poxoréu; investimentos na MT-270, em Guiratinga, superam R$ 114 milhões

 

Em um movimento para consolidar a logística e o escoamento da produção na região Sudeste de Mato Grosso, o deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) confirmou nesta quinta-feira (15.01) a autorização para a licitação de um robusto pacote de obras de pavimentação. O anúncio ocorre após reunião no Palácio Paiaguás com o governador Mauro Mendes, o vice-governador Otaviano Pivetta e o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Marcelo de Oliveira.

 

O conjunto de intervenções terá investimento de mais de R$ 360 milhões e contempla rodovias estratégicas para o desenvolvimento da região, como as MTs 458, 040 e 270, além de melhorias no anel viário de Rondonópolis. Segundo Nininho, as obras são resultado de suas articulações ao longo de muitos anos do seu mandato que visam atender tanto o grande setor produtivo quanto a agricultura familiar e instituições de ensino.

 

“Tenho a alegria de anunciar essas boas notícias, fruto de um trabalho sério e contínuo, construído pelo meu mandato de deputado ao longo de muitos anos”, afirma Nininho. “Agradeço ao governador Mauro Mendes, ao vice-governador Otaviano Pivetta e ao secretário Marcelo de Oliveira, parceiros que compreenderam a importância dessas demandas e ajudaram a transformar projetos antigos em realidade”, enfatiza o deputado.

 

LOGÍSTICA E ENSINO

Um dos destaques do pacote é a MT-458. Serão licitados 25 quilômetros que ligam a MT-270 ao Pontal do Areia, no Assentamento Carlos Marighella, em Poxoréu. A obra é considerada vital por atender o Centro de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Cepei) da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR).

 

De acordo com Nininho, o impacto social da via é abrangente. “É uma obra que vai beneficiar mais de 1.200 famílias, atender o curso de Agronomia, pequenos produtores, laticínios e todo o potencial produtivo daquela região”, destaca o deputado.

 

Em Pedra Preta, a pavimentação alcançará a MT-040, com 33,4 quilômetros entre a BR-163, no Posto Para Pedro, e a Comunidade do Birro. Além disso, outros 40 quilômetros da MT-458, que liga a BR-364 pelo Vale do Jorigue, entrarão em fase de obras, atendendo a uma demanda histórica de produtores locais.

 

AVANÇO EM GUIRATINGA

O município de Guiratinga figura como um dos principais beneficiados nesta etapa. O governador Mauro Mendes e o vice Otaviano Pivetta autorizaram a licitação de 60 quilômetros da MT-270, partindo da MT-110, passando pela Comunidade de Alcantilado e pela região do Chapadão até o Distrito Diamantino. O investimento estimado é de R$ 114,19 milhões.

 

O prefeito de Guiratinga, Barga Rosa, comemora a articulação política que viabilizou o projeto. “Com a articulação do deputado Nininho, nós estamos trabalhando há cinco anos, desde o início do meu mandato, para que a gente conseguisse esse asfalto. É mais esse êxito da articulação de Nininho que é o asfalto de Guiratinga ao Distrito de Alcantilado”, diz o gestor.

 

ANEL VIÁRIO

 

Para Rondonópolis, o projeto do anel viário também registrou avanços. O processo licitatório compreende dois trechos que somam 16 quilômetros, envolvendo duplicação, restauração e iluminação. O investimento previsto é de R$ 75 milhões, visando desafogar o trânsito pesado e aumentar a segurança viária no perímetro urbano e acessos industriais.

 

Nininho aponta que as obras atendem demandas apresentadas ao governo estadual ao longo dos últimos anos e estão inseridas no planejamento de ampliação da malha viária pavimentada na região Sudeste. “Agora, após muito trabalho e articulações, o governador autorizou a abertura das licitações, permitindo que projetos aguardados avancem para a fase de execução. Quem ganha são os municípios, é a população”, pontua o deputado.

 

Redação: Sérgio Ober

Obra da Câmara: Escrevendo e criando charge até ser cancelado pela Câmara.

Coluna Política Opinativa
Luis Costa/Palavra Afiada

Escrevendo e criando charge até ser cancelado pela Câmara.

A Câmara Municipal de Primavera do Leste, famosa pela sua constante “reinvenção”, agora se dedica a uma reforma de peso — literalmente. Com um valor de contrato beirando os R$ 7,7 milhões, o novo acordo, que foi publicado no Diário Oficial da cidade em agosto deste ano, promete transformar o velho prédio em um templo de modernidade. Ou talvez não. Porque, vamos ser francos: 7 milhões em reforma de Câmara Municipal? De que tipo de transformação estamos falando aqui? Será que a estrutura que vai se erguer será digna de ser chamada de “palácio” ou uma pintura nova nas paredes e um tapete decente já vão nos bastar?

Não podemos deixar de admirar a arte da burocracia. A tão falada “adesão à ata de registro de preços”, que, sinceramente, parece mais com um movimento para garantir que as reformas estejam sempre em dia, é uma fórmula mágica que garante que a verba seja utilizada sem muito questionamento. A empresa escolhida para executar essa obra, a FVB Construções e Sinalizações de Trânsito LTDA, terá a honrosa tarefa de garantir que os prédios da cidade estejam em conformidade com as normas e, quem sabe, consiga deixar algo além de um simples tapume e cimento.

O valor total de R$ 7.667.289,13 (um número impressionante, não podemos negar) vai cobrir “serviços de manutenção preventiva e corretiva” — ou seja, estamos comprando segurança estrutural por um preço que daria para construir uma cidade inteira em outro canto do Brasil. E tudo isso, claro, com o “maior desconto a ser aplicado” conforme as planilhas da SINAPI, que, entre nós, é o tipo de detalhe que só os matemáticos do governo conseguem entender.

Enquanto isso, o povo de Primavera do Leste segue com seus olhares atentos ao novo prédio da Câmara Municipal, esperando que as obras não se percam no limbo das promessas vazias e que, ao menos, o prédio possa se manter em pé e servir para algo além de abrigar mais e mais atas de registro de preços.

Agora, o que realmente chama a atenção é a reação dos vereadores. A proposta de gastar um valor tão alto em reformas – especialmente com a escassez de recursos em outras áreas essenciais da cidade – gerou um verdadeiro alvoroço entre eles. As críticas começaram a surgir rapidamente, principalmente sobre a transparência do processo de escolha da empresa, o valor do contrato e a falta de um debate mais amplo com a população sobre como esse dinheiro poderia ser melhor utilizado. Alguns vereadores, que antes estavam em silêncio sobre o assunto, agora começaram a questionar a necessidade de tanto gasto em um prédio cuja funcionalidade parece estar longe de ser a prioridade para os moradores de Primavera.

O ambiente político se aqueceu. A pressão popular não tardou a chegar, e as minhas redes sociais ficaram repletas de críticas e sugestões para que o dinheiro fosse melhor alocado em áreas como saúde, educação e infraestrutura urbana. A palavra “imprópria” passou a ser citada por muitos, e em um momento tenso, alguns vereadores questionam a adesão à ata. O pedido ganhou força, com uma parte significativa da câmara, ameaçando uma reavaliação completa do contrato, conversas de bastidores, ok.

Ao final, o que parecia ser uma simples reforma acabou se tornando um imbróglio político que, dependendo da sequência dos acontecimentos, poderá levar à revisão não apenas das obras, mas da própria gestão pública. As palavras de quem, até então, apoiava a reforma, agora ecoam como uma reflexão de um erro que pode custar caro à imagem de todos os envolvidos.