Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 02 de Abril de 2026

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Veja organograma de como funcionava esquema de fraude e desvio de recursos em prefeitura de MT



Por g1 MT

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) apresentou um organograma com os seis presos na Operação Gomorra, que foi deflagrada nessa quinta-feira (7)mostrando como funcionava o esquema entre os investigados por fraude de licitações e desvio de recursos em Barão de Melgaço, a 121 km de Cuiabá. De acordo com o MP, esse mesmo grupo tem contratos, que agora são investigados, com mais de 100 prefeituras e câmaras municipais .

No documento apresentado pelo MP, em conjunto com a Polícia Civil, é possível identificar que Edézio Corrêa, líder do grupo, contava com a ajuda e apoio da convivente: Tayla Beatriz Silva Bueno Conceição, dos sobrinhos: Roger Corrêa da Silva, Waldemar Gil Corrêa Barros e Jânio Corrêa da Silva, da irmã: Eleide Maria Correa, e da sócia: Karoline Quatti Moura (veja abaixo a ligação entre eles).

Para viabilizar o esquema, quatro empresas foram criadas com o objetivo de firmar contratos fraudulentos com as prefeituras e câmaras municipais. Cada integrante da organização ficou responsável pela administração de uma dessas empresas, garantindo o funcionamento do esquema e a manipulação dos processos licitatórios.

Organograma mostrando como funcionava o esquema de desvio — Foto: MPMT

Organograma mostrando como funcionava o esquema de desvio — Foto: MPMT

O que cada integrante fazia:

  • Tayla: sócia da Pontual Comércio e Serviços de Terceirizações LTDA;
  • Roger: sócio da Pantanal Gestão e Tecnologia LTDA;
  • Eleide: sócia da Saga Comércio e Serviço Tecnologia e Informática LTDA e foi sócia da Centro América Frotas LTDA de janeiro a março de 2020;
  • Waldemar: foi sócio da Saga Comércio de 2017 a 2020;
  • Jânio: sócio ativo da Centro América desde 2007
  • Karoline: proprietária da Karoline Quatti Moura e PP

O g1 tenta localizar a defesa dos investigados.

De acordo com o MP, Karoline fazia movimentações desde o ano de 2019 e, até 2020, movimentou mais de R$ 8,3 milhões para a Saga Comércio, durante esse período.

Além disso, a investigação constatou que o esquema de fraude consistia em manipular processos licitatórios para garantir contratos fraudulentos entre a administração pública e empresas de fachada. O modus operandi envolvia a participação ativa de prefeitos municipais, que, como ordenadores de despesa, facilitavam a fraude e garantiam a continuidade do esquema, mesmo após a prisão de alguns dos investigados. Até o momento, não foi divulgado o nome de prefeitos ou vereadores envolvidos na organização criminosa.

As investigações também revelaram que o grupo atuava principalmente em prefeituras do interior de Mato Grosso, sendo o município de Barão de Melgaço, um dos principais alvos das fraudes.

A investigação identificou quatro empresas que, embora legalmente registradas, eram utilizadas de maneira indevida para viabilizar as fraudes. No caso específico de Barão de Melgaço, o esquema se tornava ainda mais evidente, com as empresas sendo contratadas para fornecer serviços e produtos que, na prática, nunca eram entregues, ou eram entregues de forma inadequada e superfaturada.

Diante às fraudes, o Ministério Público solicitou à Justiça uma série de medidas cautelares para impedir que o grupo siga atuando. Entre as medidas requeridas, estão a suspensão das atividades econômicas das empresas envolvidas no esquema e o afastamento do sigilo de dados eletrônicos. A Justiça manteve a prisão temporária dos integrantes do grupo.

Além disso, o MP e a Polícia Civil também solicitaram a busca e apreensão de computadores, notebooks, celulares e documentos nos endereços residenciais e profissionais dos investigados, para coletar mais provas que possam esclarecer o papel de cada envolvido e detalhar a atuação do grupo criminoso.

Entenda o caso

 

Nesta quinta-feira, após a prisão dos envolvidos, o Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) divulgou uma lista com supostos contratos firmados pelo grupo com mais de 100 prefeituras e câmaras municipais de Mato Grosso (veja lista no final da matéria).

Conforme a investigação, em Barão de Melgaço, a 121 km de Cuiabá, os suspeitos utilizaram ‘cartões coringa’ como mecanismo para desvio de combustível e prática de sobrepreço — valor cobrado acima do preço justo de forma abusiva.

De acordo com o Naco, a identificação do esquema ocorreu após a análise de todos os processos licitatórios homologados pela Prefeitura de Barão de Melgaço com uma empresa, desde o período de 2020 até a atualidade.

A investigação

 

Durante a investigação, foi constatado que outras empresas que participaram desses processos tinham sócios pertencentes à mesma família do proprietário da empresa. Além disso, algumas dessas empresas nem sequer estavam em operação.



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Leo Bortolin deixa AMM com legado forte e projeção política


Ex-presidente destaca adesão inédita de 100% dos municípios e fortalecimento institucional da entidade_

Leo Bortolin encerrou nesta quarta-feira, 1º de abril, sua gestão à frente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) com um discurso de balanço e projeção. Após 27 meses na presidência, o ex-prefeito de Primavera do Leste transmitiu o cargo ao ex-prefeito de Colíder, Hemerson Máximo, o Maninho, e deixou a entidade com forte capital político e institucional.

A saída ocorre em meio ao movimento de Bortolin para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, consolidando uma transição que combina legado administrativo e articulação política.

Durante sua gestão, a AMM atingiu um marco histórico com a adesão de 100% dos municípios mato-grossenses, ampliando a representatividade da entidade e fortalecendo sua atuação nas principais pautas do municipalismo.

Outro eixo de destaque foi a interiorização das ações por meio do AMM Itinerante, que levou serviços e suporte técnico diretamente às prefeituras, além do fortalecimento da área técnica, com aumento na elaboração de projetos e apoio às gestões municipais.

Bortolin também ampliou o protagonismo da entidade no cenário nacional, com atuação ativa em temas estratégicos como autonomia financeira dos municípios, compensação das perdas do Fethab Diesel, moratória da soja, demarcação de terras indígenas e reforma tributária.

“Fortalecemos a presença dos municípios nos grandes debates e garantimos mais espaço para as demandas locais”, afirmou.

Na área de capacitação, a gestão promoveu cursos, seminários e encontros técnicos que resultaram na qualificação de mais de três mil gestores e servidores municipais, elevando o nível da administração pública em Mato Grosso.

A AMM também avançou na oferta de serviços, gerando economia para os municípios e contribuindo para maior eficiência na gestão pública local.

Ao deixar o cargo, Bortolin agradeceu prefeitos, colaboradores e parceiros e reforçou o compromisso com o municipalismo em sua nova etapa política.

A entidade completa 43 anos em maio e segue com nova gestão, mantendo uma estrutura fortalecida e um legado consolidado de resultados.

 


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