Primavera do Leste / MT - Domingo, 05 de Abril de 2026

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Polícia

Vídeo – Preso por ajudar em fuga diz que apanhou de policiais



Acusado de ajudar na fuga do assassino do sargento Odenil Alves, Pedro Henrique Pereira dos Santos da Silva, 32, revelou durante sua audiência de custódia que foi agredido por policiais militares no momento de sua prisão, no dia 9 de junho, em Cuiabá. Ele foi agredido ao tentar escapar da abordagem policial.

Ele revelou que estava saindo com o carro, quando se aproximou um veículo branco, descaracterizado. O ocupante pediu para ele parar, mas o suspeito correu. “Assim que eu corri, eles atiraram em mim e eu caí la embaixo. Depois chegou outra viatura e me bateu com o carro, mas o tiro não acertou”, disse em audiência

Em depoimento, o suspeito relatou que é faccionado e um dos líderes de sua facção teria ordenado que buscasse Rafael no Centro Comunitário do bairro Nova Conquista e ajudasse na fuga. O que fez, deixando-o na região de chácaras rural denominada Monte Sinai, nas proximidades do Coxipó da Ponte.

O acusado foi autuado por organização criminosa e por tráfico de drogas, já que maconha foi achada em sua casa.

A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa converteu a prisão de flagrante para preventiva e solicitou que a Corregedoria da Polícia Militar investigue os policiais responsáveis pela condução do preso.

 

A execução

O policial militar Odenil Alves Pedroso, 47, foi atingido por disparos de arma de fogo na tarde de terça-feira (28), quando estava próximo à Unidade de Pronto Atendimento do bairro Morada do Ouro, na capital, onde prestava serviço extraordinário. Ele estava em uma lanchonete, quando um atirador desceu de uma motocicleta, fez os disparos contra o servidor público e ainda roubou a arma do militar.

 

A vítima foi socorrida em estado grave, com apoio de uma aeronave do Ciopaer, ao Hospital Municipal de Cuiabá, onde foi entubada e passou por cirurgia, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos, indo a óbito por volta das 19 horas de terça-feira.

GD



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A Palavra - Opinião

📰 Crônica: A cassação que parou na recepção


Em Primavera do Leste, a política resolveu inovar. Não é mais preciso enfrentar plenário, debate ou voto. Agora, certos assuntos já são resolvidos ali mesmo, na recepção.

 

O pedido de cassação contra o vereador Sargento Telles sequer chegou a “dar bom dia” no plenário. Foi barrado antes, com toda a elegância que os procedimentos técnicos permitem.

 

Segundo a versão oficial, faltou “autorização adequada” para a denúncia. Curioso. Porque, para alguns, a lei parece permitir que até o eleitor participe. Para outros, nem tanto. Vai entender, o Direito, às vezes, é quase uma obra de arte contemporânea: cada um enxerga o que quer.

 

Enquanto isso, o conteúdo da denúncia ficou intacto. Intocado. Intocável. Uma espécie de segredo que ninguém quis abrir — talvez por zelo institucional, talvez por excesso de prudência.

 

E sob a condução do presidente da Câmara, Marco Aurélio, tudo seguiu com tranquilidade exemplar. Sem ruído, sem desgaste, sem aquele incômodo chamado “debate público”.

 

Eficiência é isso.

 

Resolve-se rápido, evita-se constrangimento e, de quebra, mantém-se a harmonia entre os pares. Afinal, política também é sobre convivência.

 

Agora, claro, tudo dentro das regras. Ou pelo menos dentro de uma leitura bastante conveniente delas.

 

No fim, Primavera do Leste dá mais um passo à frente na inovação institucional: criou-se o julgamento sem julgamento.

 

E fica aquela dúvida que ninguém responde, mas todo mundo entende:

 

Foi rigor técnico… ou apenas uma solução elegante para um problema inconveniente?

 

Mas veja, é só uma crônica.

 

 

 


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