Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 03 de Abril de 2026

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Polícia

Vídeo – Preso por ajudar em fuga diz que apanhou de policiais



Acusado de ajudar na fuga do assassino do sargento Odenil Alves, Pedro Henrique Pereira dos Santos da Silva, 32, revelou durante sua audiência de custódia que foi agredido por policiais militares no momento de sua prisão, no dia 9 de junho, em Cuiabá. Ele foi agredido ao tentar escapar da abordagem policial.

Ele revelou que estava saindo com o carro, quando se aproximou um veículo branco, descaracterizado. O ocupante pediu para ele parar, mas o suspeito correu. “Assim que eu corri, eles atiraram em mim e eu caí la embaixo. Depois chegou outra viatura e me bateu com o carro, mas o tiro não acertou”, disse em audiência

Em depoimento, o suspeito relatou que é faccionado e um dos líderes de sua facção teria ordenado que buscasse Rafael no Centro Comunitário do bairro Nova Conquista e ajudasse na fuga. O que fez, deixando-o na região de chácaras rural denominada Monte Sinai, nas proximidades do Coxipó da Ponte.

O acusado foi autuado por organização criminosa e por tráfico de drogas, já que maconha foi achada em sua casa.

A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa converteu a prisão de flagrante para preventiva e solicitou que a Corregedoria da Polícia Militar investigue os policiais responsáveis pela condução do preso.

 

A execução

O policial militar Odenil Alves Pedroso, 47, foi atingido por disparos de arma de fogo na tarde de terça-feira (28), quando estava próximo à Unidade de Pronto Atendimento do bairro Morada do Ouro, na capital, onde prestava serviço extraordinário. Ele estava em uma lanchonete, quando um atirador desceu de uma motocicleta, fez os disparos contra o servidor público e ainda roubou a arma do militar.

 

A vítima foi socorrida em estado grave, com apoio de uma aeronave do Ciopaer, ao Hospital Municipal de Cuiabá, onde foi entubada e passou por cirurgia, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos, indo a óbito por volta das 19 horas de terça-feira.

GD



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Opinião - política

Troca de legenda, mesma lógica: Bira muda de partido e recalcula rota para 2026


Charge política.

Por Luis Costa/ Redação

Em Primavera do Leste, a política inova, pelo menos no discurso e na  prática, manual de reposicionamento, onde mudar de partido é menos sobre ideologia e mais sobre encontrar o melhor lugar ao sol.

Bira deixou o PL e desembarcou no Podemos. A justificativa oficial vem carregada de termos nobres: “reorganização”, “maturidade política”, “fortalecimento de grupo”. Tudo muito elegante quase poético , não fosse o fato de que, na prática, trata-se de um movimento clássico de quem decidiu apostar em um campo mais promissor.

Ao sair da base de Wellington Fagundes e se alinhar ao grupo de Max Russi, com conexão direta ao vice-governador Otaviano Pivetta, Bira não apenas mudou de partido. Mudou de eixo de poder. E isso, sim, é o que realmente importa , o resto é narrativa para consumo público.

A nova filiação o posiciona melhor no tabuleiro estadual e, de quebra, mexe no cenário de Primavera, onde disputa espaço com o ex-prefeito Leonardo Bortolin. Com uma legenda mais “leve” como gostam de dizer, tenta ampliar alcance e reduzir resistências. Traduzindo: quer mais voto e menos desgaste, e quem sabe consegue unir muitos primaverenses em torno do projeto com chance de conseguir ter um deputado.

No pacote, entra também o tempero tradicional da política local: fé e articulação caminhando lado a lado. A influência da igreja, representada por lideranças como o pastor Ary Dantas, segue presente, lembrando que, por aqui, espiritualidade e estratégia eleitoral costumam dividir o mesmo púlpito.

Enquanto isso, o apoio do prefeito Sérgio Machnic, em parceria institucional com Max Russi, é apresentado como compromisso com o desenvolvimento e sinal de alinhamento. E é mesmo, alinhamento de grupo que fica ainda mais forte.

Para completar o cenário, Eduardo Botelho deixa o União Brasil e migra para o MDB, garantindo que o tabuleiro continue em movimento suficiente para parecer dinâmico, garantindo quase que uma vaga já no partido, podendo dificultar ainda para Léo.

No fim, a tal “mudança de jogo” existe, mas não exatamente como vendem. O jogo continua o mesmo, o que muda é quem está melhor posicionado nele. E nisso, convenhamos, Bira fez seu movimento no tempo certo.


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