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Volta da Feira da Lua: Feira da Lua retorna com nova estrutura e reforça compromisso com a agricultura familiar



Feira da Lua Feira da Lua retorna com nova estrutura e reforça compromisso com a agricultura familiar em Primavera do Leste

Coordenadoria de Comunicação – 30/04/2025

 

A tradição, os sabores e o calor humano da Feira da Lua estão de volta ao coração de Primavera do Leste. Na próxima terça-feira (06), a partir das 17h, a Praça da Matriz será o palco da grande retomada de um dos eventos mais queridos da cidade — e que vai muito além de bancas coloridas e produtos frescos: ela é símbolo de fortalecimento da agricultura familiar, da economia local e da convivência comunitária.

 

Com um formato itinerante, a Feira da Lua percorre diversos bairros do município, levando acesso direto a alimentos de qualidade, produtos artesanais e à cultura local. Mais que isso, é uma política pública que valoriza o pequeno produtor, gerando renda, incentivando práticas sustentáveis e aproximando o campo da cidade.

 

Neste ano, o retorno da feira vem acompanhado de uma importante conquista: a formalização de uma associação própria dos feirantes. A presidente da Associação dos Feirantes da Feira da Lua (AFERLUA), Shirley Marcia Cavalcante Ramos, explica que esse foi um passo necessário para o fortalecimento do projeto. “A criação da associação foi fundamental para dar mais autonomia ao grupo, garantir mais organização e, principalmente, abrir caminhos para buscarmos recursos. A Prefeitura segue sendo nossa parceira, mas agora temos estrutura para caminhar com mais independência e segurança,” afirma.

 

O secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Evaldo Takzawa, também destaca a relevância dessa nova etapa. “Essa organização é essencial para que a feira se mantenha viva e evolua. A associação garante mais representatividade aos feirantes, fortalece a interlocução com o poder público e dá base para que eles possam acessar projetos, capacitações e políticas públicas. Estamos comprometidos em apoiar e acompanhar esse crescimento,” pontua.

 

Para o coordenador das Feiras Municipais, Natanael Honorato Barbosa, o trabalho realizado nos bastidores foi decisivo para a retomada com qualidade. “Queríamos que a feira voltasse com o respeito que ela merece. Esse tempo foi usado para construir uma base sólida, em parceria com os próprios feirantes, para que ela se torne cada vez mais forte, presente nos bairros e conectada com a população,” destaca.

 

A iniciativa conta com o apoio da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Lazer e Juventude (SECULT) e da pasta de infraestrutura, reafirmando o compromisso da atual gestão com o fomento à agricultura familiar e com políticas públicas de valorização dos produtores locais.

 

Mais que um evento, o retorno da Feira da Lua, integra a comemoração dos 39 anos, além disso, é um movimento de conexão entre quem planta e quem consome, entre tradição e inovação, entre o centro e os bairros. E ela está pronta para continuar escrevendo essa história com ainda mais força.



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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