Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 01 de Maio de 2026

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Wellington Fagundes lidera pesquisa para governador na capital



O senador Wellington Fagundes (PL) lidera as intenções de votos para a candidatura a governador em Cuiabá. É o que revela pesquisa do instituto Tracking, realizada em Cuiabá nos dias 31 de março e 1 de abril com 600 eleitores.

 

Entre os nomes apresentados aos eleitores como possíveis candidatos, o senador Wellington Fagundes (PL) ficou em primeiro lugar na preferência dos eleitores de Cuiabá. Fagundes obteve 18,2% na modalidade estimulada. Já o segundo lugar ficou com o também senador Jayme Campos (União), com 15,7%.

 

A Tracking também estimulou os nomes do atual vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), que ficou com 9% das intenções de voto; e também o do ex-prefeito de Rondonópolis, Zé do Pátio (PSB), cujo nome vem sendo cogitado por lideranças do PT e do PSD, como o deputado Lúdio Cabral e o senador Carlos Fávaro. Pátio foi a escolha de 2% dos entrevistados.

 

Na modalidade estimulada, 33,8% declararam que votariam nulo ou branco ou em ninguém, enquanto outros 21,8% não souberam responder à pergunta sobre quem votar para governador se as eleições fossem agora.

 

Metodologia

Com 20 anos de atuação no mercado mato-grossense, a Tracking Pesquisas ouviu 600 eleitores residentes em Cuiabá nos dias 31 de março e 1º de abril, em todas as regiões da cidade.

 

A pesquisa tem margem de erro de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%.

 

Os questionários padronizados e estruturados foram aplicados a uma amostra domiciliar de eleitores estratificada por gênero, idade, escolaridade, renda e local de moradia.



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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