Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Polícia

WhatsApp, Pix e um ‘Tio’: A Criatividade dos Golpistas em MT



Juscimeira – Na tarde deste sábado dia 17 de maio, por volta das 17h30 a Polícia Militar prendeu um casal no Bairro Centro, em decorrência de um mandado de prisão e de uma tentativa de golpe envolvendo a negociação de uma moto.

A PM foi acionada sobre uma negociação de venda de uma motocicleta Honda Biz, com a placa JZF-9282, que apresentava indícios de fraude. A proprietária do veículo foi induzida ao erro por um golpista, que se passava por seu “tio” através de mensagens no WhatsApp. O criminoso fez com que a mulher transferisse R$ 2.000,00 via PIX, mas, após a transferência, desapareceu.

Desesperados, os supostos compradores, que haviam viajado de Rondonópolis para adquirir a moto, começaram a pressionar a proprietária, fazendo ameaças como “Vamos chamar os caras” e “Não fechamos com a polícia”. A situação gerou um clima tenso e alarmante, que levou à rápida ação da polícia.

Durante a abordagem, a esposa do homem apresentou seus documentos, mas o esposo não tinha nada consigo. Uma verificação revelou que ele estava com um mandado de prisão em aberto da comarca de Piracicaba, São Paulo. O documento foi encontrado na capa de seu celular, uma situação que certamente não ajudou em sua defesa. O casal foi preso e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para as devidas providências.



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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