Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 07 de Maio de 2026

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Piloto achado na mata 3 dias após queda de avião agradece orações



Maicom Semêncio Esteves, de 27 anos, conduzia aeronave agrícola, que se acidentou em área de mata em Peixoto de Azevedo, a 602 km de Cuiabá (MT)

O piloto Maicom Semêncio Esteves, de 27 anos, sobrevivente de uma queda de avião e de um período de três dias perdido no meio de uma mata no norte de Mato Grosso, enviou um recado para as pessoas que o apoiaram na recuperação do acidente.

Ainda internado no hospital para tratar das queimaduras que sofreu nos braços e perna, Esteves agradeceu às mensagens e avisou que vai receber todas as visitas possíveis quando retornar à sua cidade-natal, Primeiro de Maio (PR), quando receber alta médica.

Assista ao vídeo:

Piloto manda recado e agradece mensagens de apoio:

Maicom Semêncio Esteves foi encontrado vivo três dias depois de a aeronave que conduzia ter caído em uma área de mata em Peixoto de Azevedo, a 602 quilômetros de Cuiabá, no norte de Mato Grosso. Ele era o único ocupante de um avião agrícola de pequeno porte e foi encontrado após buscas conduzidas por trabalhadores da fazenda onde aconteceu a queda.

O piloto comandava um avião modelo Neiva BEM-201, matrícula PT-GSH, que caiu no norte de Mato Grosso. Ele havia saído de Porto Nacional, em Tocantins, às 9 horas da manhã do sábado. Pousou em Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, onde abasteceu. Ao meio-dia desceu em Matupá, a 695 km de Cuiabá, onde fez novo abastecimento. E depois levantou voo com destino à Alta Floresta, onde iria “aplicar remédio numas plantações”.

Em menos de dez minutos após iniciado o último voo, o piloto percebeu que o motor falhava e que estava perdendo altitude. Experiente, ele buscou encontrar um local para pouso de emergência. Mas não houve tempo. A hélice e as asas se chocaram contra árvores e a aeronave pegou fogo ao colidir contra o chão.

O primeiro sinal do acidente ouvido pelos trabalhadores da fazenda foi a explosão causada instantes depois da queda. O piloto já havia conseguido se desvencilhar e escapara de sofrer outros ferimentos. “Em menos de duas horas e meia, o grupo chegou ao local e só encontrou destroços da aeronave”, contou o fazendeiro Leonísio Lemos Melo Junior, um dos coordenadores das equipes de busca. “O avião todo destruído, pegando fogo. O grupo andou pela mata mas não encontrou o piloto”, continuou.

Esteves contou que estava com um GPS via satélite e por meio do aparelho localizou um córrego, entre as fazendas Duas Meninas e a Lua Nova. Lá permaneceu até o resgate. Muito debilitado, com cabeça machucada, queimaduras de primeiro e segundo graus, ele recebeu os primeiros socorros ainda no local. Uma maca foi improvisada com pedaços de árvores e roupas dos homens que integravam a equipe de busca.

“Ele já tinha se entregado. Não conseguia mexer os braços, as pernas, as queimaduras ardiam”, contou, por telefone o pai do piloto, Martinho Lopes Esteves, comerciante na cidade Primeiro de Maio, norte do Paraná.

Esteves recebeu atendimento médico em um hospital regional de Peixoto de Azevedo, mas foi transferido por recomendação médica para Sorriso, a 398 km de Cuiabá, onde tem hospital especializado em queimaduras.

O irmão de Maicom, Diego Esteves, disse que no dia em que foi encontrado piloto já apresentava problemas renais por causa da desidratação, mas que agora este problema já estava solucionado e o piloto reagia bem.

R7



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Elizeu diz que dinheiro apreendido tem comprovação e nega crime


O deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) se defendeu publicamente das acusações oriundas da Operação Emenda Oculta, Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO), do Ministério Público Estadual (MPE), que o acusa de desviar recursos de emendas parlamentares por meio de convênios com institutos de fomento de cultura e esportes.

 

Segundo ele, o valor de R$ 150 mil em espécie apreendidos em sua casa seria de salário, verba indenizatória e aposentadoria da Polícia Militar. “Esse valor que foi recolhido por parte da investigação também está declarado na minha declaração de imposto de renda. Além de tudo isso, também foi recolhido extrato de comprovante de saque, valor da minha conta mesmo. Aí tem o salário, tem verba indenizatória que é sacada, que é movimentada e isso também foi anexado ao recolhimento”, disse.

 

O parlamentar afirma que tem costume em guardar dinheiro em espécie em sua casa, e que isso já foi declarado durante o período eleitoral em anos anteriores.

 

“Assim como em 2018 eu fui candidato a deputado estadual e que eu ainda morava no bairro Altos da Serra, na minha residência tinha 150 mil reais, principalmente ano eleitoral. Agora, no ano de 2022, candidato à minha reeleição, declarado cerca de 170, 180 mil reais também”, completou.

 

O deputado também defendeu a destinação de suas emendas parlamentares no valor de R$ 7,7 milhões nos últimos 3 anos, alegando que foi investimento na educação militar por meio de kits de uniforme de educação física para escolas militares.   “É uma entrega que impacta na vida do cidadão, principalmente dessas famílias, dessas mais de 25 escolas militares por todo o estado de Mato Grosso. Inclusive, na maioria delas, eu estive pessoalmente fazendo essas entregas”, defendeu.

 

Já em relação à declaração do Partido Novo, de que irá puni-lo, caso se comprovem as acusações, Elizeu afirmou que isso é normal com alguém que está sendo investigado, mas que a punição só deve ocorrer após o trânsito em julgado. ‘Eu estou tranquilo, não fizemos nada de errado. E agora estamos esperando ter acesso aos autos para fazer a defesa dentro do processo”, pontuou.

 

Operação  

 

A Operação Emenda Oculta foi deflagrada após a descoberta de um vídeo que registrou um suposto repasse de propina. Entre os alvos confirmados até o momento estão o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e do irmão dele, vereador por Cuiabá, Cezinha Nascimento (União).

 

Conforme apurado pelo site Gazeta , o material foi localizado em um celular apreendido durante a Operação Gorjeta e se tornou peça-chave para o avanço das investigações, que levaram aos nomes de Cezinha e Elizeu Nascimento.  Ainda segundo a apuração, investigadores identificaram que agentes políticos estariam direcionando emendas parlamentares para dois institutos: o Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e o Instituto Brasil Central (IBRACE), com o objetivo de desviar os recursos destinados às entidades.

 

Para viabilizar o esquema, conforme a investigação, era utilizada a empresa Sem Limites Esporte e Evento LTDA, que recebia valores dos institutos e posteriormente repassava quantias aos parlamentares responsáveis pelas emendas.

 

A Operação Emenda Oculta é um desdobramento da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em 27 de janeiro de 2026. Na ocasião, a investigação apontou um possível esquema de desvio de cerca de R$ 3 milhões em emendas parlamentares na Câmara Municipal e na Secretaria de Esportes de Cuiabá, resultando no afastamento de Chico 2000.

Fonte: Gazeta Digital


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