Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 03 de Abril de 2026

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Desenho Super Drags é cancelado pela Netflix após pressão popular



Após suscitar polêmicas no Brasil e Estados Unidos, a série animada Super Drags foi cancelada pela Netflix. Dessa forma, a animação desenvolvida por brasileiros não terá uma segunda temporada.

A série animada contava com o cantor Pablo Vittar entre os dubladores e zombava das convicções bíblicas que veem a homossexualidade como um pecado, e apresentava um “pastor” caricato entre os personagens, perpetuando a compreensão equivocada da visão bíblica de libertação da prática, apelidada pejorativamente de “cura gay”.

A decisão de cancelar foi divulgada na última sexta-feira, 21 de dezembro. O jornalista Lauro Jardim, de O Globo, noticiou a escolha da empresa como sendo fruto “onda conservadora”.

Em julho, após o anúncio do lançamento da série animada, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou uma nota apontando que o desenho, apesar de formas e cores similares aos infantis, era inadequado para crianças.

Simultaneamente, um grupo cristão dos Estados Unidos dedicado a avaliar conteúdos de entretenimento, teceu duras críticas à produção e pediu que a Netflix cancelasse o desenho através de um abaixo-assinado online.

Semanas atrás, a Frente Parlamentar pela Defesa da Vida e da Família do Congresso Nacional publicou nota em repúdio à série, destacando que o desenho “retrata assuntos de cunho moral de forma obscena e não educativa”. O pastor e deputado federal Alan Rick (PRB-AC) pediu que “pais e mães fiquem atentos ao conteúdo que seus filhos estão acessando na TV, internet, celular e outras mídias”, pois a Netflix estaria aplicando esforços para “influenciar sexualmente nossas crianças”.

Em resposta às manifestações, a Netflix reagiu em tom de deboche com campanhas publicitárias. Agora, com a decisão de cancelar a série – provavelmente por conta da baixa audiência – páginas de teor conservador no Facebook tem repercutido o fim de Super Drags com o já popular ditado cunhado a partir das redes sociais: “Quem lacra, não lucra”.



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Opinião - política

Troca de legenda, mesma lógica: Bira muda de partido e recalcula rota para 2026


Charge política.

Por Luis Costa/ Redação

Em Primavera do Leste, a política inova, pelo menos no discurso e na  prática, manual de reposicionamento, onde mudar de partido é menos sobre ideologia e mais sobre encontrar o melhor lugar ao sol.

Bira deixou o PL e desembarcou no Podemos. A justificativa oficial vem carregada de termos nobres: “reorganização”, “maturidade política”, “fortalecimento de grupo”. Tudo muito elegante quase poético , não fosse o fato de que, na prática, trata-se de um movimento clássico de quem decidiu apostar em um campo mais promissor.

Ao sair da base de Wellington Fagundes e se alinhar ao grupo de Max Russi, com conexão direta ao vice-governador Otaviano Pivetta, Bira não apenas mudou de partido. Mudou de eixo de poder. E isso, sim, é o que realmente importa , o resto é narrativa para consumo público.

A nova filiação o posiciona melhor no tabuleiro estadual e, de quebra, mexe no cenário de Primavera, onde disputa espaço com o ex-prefeito Leonardo Bortolin. Com uma legenda mais “leve” como gostam de dizer, tenta ampliar alcance e reduzir resistências. Traduzindo: quer mais voto e menos desgaste, e quem sabe consegue unir muitos primaverenses em torno do projeto com chance de conseguir ter um deputado.

No pacote, entra também o tempero tradicional da política local: fé e articulação caminhando lado a lado. A influência da igreja, representada por lideranças como o pastor Ary Dantas, segue presente, lembrando que, por aqui, espiritualidade e estratégia eleitoral costumam dividir o mesmo púlpito.

Enquanto isso, o apoio do prefeito Sérgio Machnic, em parceria institucional com Max Russi, é apresentado como compromisso com o desenvolvimento e sinal de alinhamento. E é mesmo, alinhamento de grupo que fica ainda mais forte.

Para completar o cenário, Eduardo Botelho deixa o União Brasil e migra para o MDB, garantindo que o tabuleiro continue em movimento suficiente para parecer dinâmico, garantindo quase que uma vaga já no partido, podendo dificultar ainda para Léo.

No fim, a tal “mudança de jogo” existe, mas não exatamente como vendem. O jogo continua o mesmo, o que muda é quem está melhor posicionado nele. E nisso, convenhamos, Bira fez seu movimento no tempo certo.


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