Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 01 de Maio de 2026

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Brasil

Quebrados, estados procuram equipe econômica para ingressar no regime de recuperação



A reportagem de O Globo destacou nesta semana o esforço feito por governadores de pelo menos seis estados, junto ao Governo Federal, para encontrar formas de sair do vermelho. Uma das alternativas, que já vem sendo debatida com o Tesouro Nacional, seria ingressar no chamado Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que permitiria aos estados ficar até seis anos sem pagar as dívidas com a União, e ainda receber aval para receber empréstimos, com a contrapartida de realizar medidas de ajuste fiscal.

    Foto: Marcos Corrêa/PR 

 

Mas o problema, ressalta a reportagem, é que nem todos os estados, apesar da crise, sequer atingiram as condições mínimas para ingressar no regime. Uma dessas condições é que as despesas com pessoal, juros e amortização ultrapassem 70% da receita disponível, e que as obrigações sejam maiores que a disponibilidade.

Ruim assim, só o estado do Rio de Janeiro, que entrou no RRF.

Ao O Globo, um técnico do governo comentou que a equipe econômica vem ajudando os estados de Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Roraima e Mato Grosso a descobrir “o tamanho real do problema fiscal”.

No caso de Minas, Goiás e Rio Grande do Sul, equipes do Tesouro foram enviadas para analisar as contas in loco. Entre as medidas de contrapartida para o ajuste fiscal, o ministério da Economia recomenda desde o aumento de impostos a privatização de estatais.

Mas a possibilidade de amenizar as regras para o ingresso no regime de recuperação não é descartada. “Os técnicos do governo reconhecem que as condições exigidas para ingresso no regime de recuperação são muito duras e acabam deixando os estados num limbo: não conseguem pagar as contas em dia, mas não conseguem ser socorridos pelo governo federal”, ressalta O Globo.

Após um encontro com Paulo Guedes, no início desta semana, o governador Mauro Mendes anunciou que decretaria calamidade financeira no estado. Ao ministro, pediu a liberação de recursos do Fundo de Exportação para não “morrer afogado”. Uma ajuda que é estimada em R$ 500 milhões.

Nos demais estados, equipes estão fazendo auditorias nas contas. Algo complicado, segundo a reportagem, no caso que sequer tem nota de classificação junto ao Tesouro, por não ter repassado informações necessárias.



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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