Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Janaina chama Ulysses de “personagem” e cita gasto com VI, passagem aérea e R$ 100 mil em cargos



A presidente da Assembleia Legislativa, deputada Janaina Riva (MDB), usou suas redes sociais para rebater a nota divulgada pela assessoria de imprensa de Ulysses Moraes (DC), na qual disse que a emedebista usufrui de “mordomias” da Casa de Leis e que quer distância da colega, por conta de seu sobrenome. Em um vídeo cujo título é “A diferença entre falar e fazer”, Janaina lamentou a situação que se instalou entre os dois, voltou a chamar o democrata cristão de “demagogo” e completou dizendo que, assim como ela, ele também usufrui da estrutura disponibilizada pela AL.

Janaína citou uso de verba indenizatória por parte de Ulysses e seu chefe de gabinete, gasto com passagem aérea e de mais estrutura disponibilizada pela AL. “Usar o quadro de funcionários total da Assembleia; tem três efetivos no gabinete e gasta quase R$ 100 mil de servidores indicados pelo gabinete. Não foi eu que prometi que ia transformar isso”, rebateu.

“Eu to aqui para falar de um assunto que não é muito legal, inclusive já cansei de falar dele. Mas hoje eu dei algumas entrevistas falando sobre algumas demagogias e hipocrisias que eu vejo em relação a atuação parlamentar do deputado Ulysses Moraes. Primeiro que quando eu falo sobre sobre os recursos que são utilizados da Assembleia e algumas pessoas colocam isso como ‘ah, mas você gastou mais, ou outros gastaram mais’, eu nunca fiz palanque em cima de acabar com verba indenizatória ou com os direitos que os deputados possuem. Ao contrário, eu tenho certeza que foi a independência que isso me traz que me fez ser a deputada mais votada de Mato Grosso”, disse a deputada.

Janaína lembrou ainda que conheceu Ulysses antes de os dois dividirem a mesma legislatura na AL. Ela conta que foram colegas de faculdade e sempre tiveram uma boa relação. O problema, segundo Janaína, está no papel de Ulysses enquanto pessoa pública.

“Esse personagem em que ele se transformou me preocupa muito. Porque uma pessoa que usa passagem da Assembleia, carro da Assembleia, que usa hoje verba indenizatória. Que o chefe de gabinete usa verba indenizatória. Usa menos? Mas prometeu que ia acabar com isso. Usa menos passagem? Mas falou que ia acabar com isso, que era uma aberração. Inclusive acabou com a VI de muitos vereadores”. criticou.

O que provocou a “tréplica” de Janaína foi um posicionamento encaminhado por Ulysses à imprensa em que ele diz querer distância de Janaína e critica o sobrenome Riva, em referência ao pai da deputada, ex-presidente do parlamento. Essa nota que ele soltou hoje se referindo a mim só me mostra o quão limitado ele é, quando ele ofende a minha família e nao minha atuação parlamentar. Eu não trabalho em cima de hipocrisia”. Veja o vídeo completo abaixo.

A tensão entre os dois deputados começou depois que Janaina deu entrevistas criticando duramente o projeto de lei, de autoria de Ulysses, que prevê o corte em 50% no valor do teto da verba indenizatória que os parlamentares têm direito. A VI de Mato Grosso é a mais alta do Brasil, atualmente em R$ 65 mil. O texto apresentado pelo democrata cristão passou pela Comissão de Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) e ainda será submetido ao Plenário.

Posteriormente, em nota, Ulysses se disse lisonjeado pelas críticas da colega, afirmou que luta para enfrentar as mordomias oferecidas pelo Legislativo. Regalias as quais, segundo ele, a emedebista não abre mão. Ainda na nota, ele aproveitou para alfinetar a família da deputada.

“Ser criticado por Janaina Riva significa que estou no caminho certo. Deste sobrenome quero distância. Estou lutando e enfrentando privilégios e mordomias oferecidos pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso aos parlamentares e tenho muito orgulho disso”, declarou.

https://www.instagram.com/tv/Bxit9RHgMWe/

 

Olhar Direto



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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