Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Prevenção Começa na Escola – Projeto do MP chega a Primavera do Leste



E recebe apoio incondicional da Prefeitura para ser desenvolvido nas escolas

Idealizado pelos procuradores de Justiça Paulo Prado e Eliane Maranhão o projeto Prevenção Começa na Escolatem por objetivo proteger criança do bullying e abuso sexual e, motivá-la a denunciar o autor, indiferente do vínculo familiar ou de amizade que ele possa ter com a família e, principalmente confiar nos professores caso não se sinta segura para dialogar dentro de casa. Com a experiência de 30 anos no Ministério Público, Paulo Prado, entende que esse projeto “é o ponta pé para conscientizar a criança da importância de ver a escola como um porto seguro, ter o professor como um aliado, que faz parte da rede de proteção e vai lhe dar o suporte necessário para a denúncia”. Esse projeto é algo inovador e brilhante e, não poderia ser diferente pela experiência e comprometimento de Paulo Prado.

A metodologia usada foi interessante – uma peça teatral Inocentes Pétalas Roubadas retratou com maestria o sofrimento da jovem abusada, a dificuldade de efetivar a denúncia, mas também a alternativa de falar com o amigo que soube acolher e entender o seu recado quando falava do seu problema, da sua dor. Paulo Prado reiterou que os resultados do projeto são excelentes, “em algumas situações logo após a apresentação da peça, aconteceu à denúncia, portanto o teatro é um instrumento útil que atinge de imediato os alunos e, serve como reflexão para quem sofre o abuso e para os colegas que estão a sua volta”.

Durante a apresentação do projeto, realizado nesta segunda-feira (20), no auditório do Instituo Federal de Mato Grosso, o secretário municipal de Cultura, Wanderson Lana, “o roteiro é delicado e difícil, mas necessário para despertar a coragem da denúncia, para que as crianças falem sem medo, não guardem só para vocês, quanto mais pessoas souberem, será mais fácil para solucionar o problema”. O defensor público Rafael Cardoso, parabenizou a iniciativa do Paulo Prado e, elogiou o roteirista que “tratou de um tema difícil de maneira leve, de fácil entendimento, utilizando a linguagem teatral que prende a atenção do público, o que permite que a mensagem chegue e se dissemine.

O delegado regional Rafael Fossari entende que a ideia do projeto foi muito feliz e, “plantar sementes na escola com certeza vai germinar e, o professor se torna um instrumento eficaz no combate ao abuso sexual, porque tem a confiança dos alunos”. Para Laura Kelly, a escola precisa ser o lugar onde as crianças e adolescentes se sentem seguras, acolhidas, porque a figura do professor é muito forte na vida dos alunos.

“Essa é a linguagem que precisamos”. Com esse olhar, a secretária municipal de Assistência Social, Márcia Rotilli, reconhece que o trabalho precisa ser intenso e permanente, “fizemos essa semana o pit stop para chamar atenção dos pais e esse projeto vem ao encontro das nossas ações, que é preparar o professor para mais essa tarefa- acolher e proteger as crianças”.

A juíza Lidiane Pampado reforçou a tese que o tema é triste e repugnante e relembrou a primeira audiência da qual participou – era de uma adolescente abusada dos sete aos 17 anos pelo próprio pai. “Esse fato comprova que a regra é acontecer mais de uma vez, daí a importância da confiabilidade entre o aluno e professor; é um chamamento para que o professor vá além de ensinar, salve vidas”.

O presidente da Câmara Municipal, Paulo Márcio, reconhece que a preocupação com as crianças e adolescentes é salutar e o Poder Legislativo se faz sempre presente em ações que tenham como foco a proteção as crianças. Segundo ele, “é fundamental que os professores fiquem mais atentos porque um detalhe pequeno pode chamar a atenção e revelar um fato que precisa ser denunciado”.

O prefeito Léo Bortolin entende que essa semente plantada hoje deve germinar nas escolas e cada professor e professora pode contribuir e ser decisivo nesse combate ao abuso sexual, “somos parceiros em todas as ações que protejam a criança e o jovem”. A Prefeitura atende através da secretaria de Cultura cerca de dois mil crianças e adolescentes com aula de teatro, música e dança e, no Esporte atende mais de 900 alunos em dez pontos da cidade, “como mecanismo de proteção a vulnerabilidade e a situações de risco”, segundo avaliação do prefeito. Participaram do evento, vereadores, secretários municipais, coordenadores, Conselho Tutelar, Defensoria Pública, MP de Primavera do Leste, Policia Militar, Bombeiros, Juízes e alunos das escolas municipais e estaduais do município.

Assessoria 



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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