Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Projeto Segunda Chance, que emprega reeducandos, poderá ser implantado em Poxoréu



O prefeito Nelson Paim, o vice-prefeito Dr. Marlon César e a secretária de Administração, Maria Aparecida Miranda, receberam na manhã desta segunda-feira (27), o diretor da Cadeia Pública de Primavera do Leste, Valdeir Zeliz, a assistente social da Cadeia Pública, Luciana Amorin, além dos vereadores Juarez Faria e Iva Viana, de Primavera do Leste e Carlinhos Valin de Poxoréu.

Na reunião foi discutida a parceria de implantação do projeto Segunda Chance, que poderá ser desenvolvido através de um convênio entre o  Sistema Penitenciário, Poder Judiciário, Promotoria Pública, Ministério Público e Prefeitura de Poxoréu. O projeto, se implantando, contará com a prestação de serviço de recuperandos do regime semiaberto, no desenvolvimento de várias ações no município, como: limpeza de rua, pintura de meio-fio, poda de árvores, reforma de prédios públicos entre outros. O projeto, que ainda está em estudo entre as partes, poderá ser implantado ainda este ano em Poxoréu.

Logo após a reunião eles estiveram visitando o Lar dos Idosos, onde já existe um projeto da prefeitura em andamento, que visa a ampliação do abrigo. Para isso será reformado o antigo PSF 3, prédio localizado em frente ao Lar dos Idosos, que contará com uma melhor estrutura para abrigar os vovós e vovôs. Após a concretização do projeto Segunda Chance, a mão de obra dos reeducandos poderá ser aproveitada na reforma e estruturação do abrigo.

Assessoria de Imprensa




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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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