Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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“Que eu saiba presidiário presta depoimento e não dá entrevista”, diz Bolsonaro sobre Lula



Brasília – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, 14, que “não dará satisfação” ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticou as declarações dados pelo petista colocando em dúvida o atentado que sofreu durante a campanha. “Eu teria grana e influência para armar algo desse tamanho?”, questionou o presidente durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto.

Segundo o presidente, a depender do lugar onde uma facada é dada “sangra pra dentro” e, por isso, não há imagens de sangue logo após o atentado em Juiz de Fora (MG). Bolsonaro disse ainda que, se dessem uma facada na barriga do Lula, “sairia cachaça com certeza”.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, conversa com jornalistas após visita ao Comando da Aeronáutica,em Brasília

“Que eu saiba presidiário presta depoimento e não dá entrevista”, afirmou quando questionado sobre entrevista concedida pelo ex-presidente Lula aos jornalistas Juca Kfouri e ao José Trajano, da TVT.

“Devolvo a pergunta a Lula: quem matou Celso Daniel? Ou melhor: quem torturou Celso Daniel antes de matá-lo? Porque ele estava com hematomas”, disse, referindo-se ao assassinato do ex-prefeito de Santo André (SP) em 2002.

Presente ao encontro, o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, pediu a palavra e chamou Lula de “canalha”.

“Isto é o cúmulo, ele ainda aventar a hipótese da facada ser mentira. E será que o câncer dele foi mentira? E o câncer da dona Dilma foi mentira? Alguém disse para ele isso aí, teve peito de dizer isso pra ele? Isso é uma canalhice típica desse sujeito”, disse Heleno.

Segundo o general, um presidente “desonesto” tinha que tomar uma prisão perpétua. “Não mereceu jamais ser presidente da República. Eu tenho vergonha de um sujeito desse ter sido presidente da República”, disse.

“O presidente comentou que eu o trato de ‘senhor’. Por que eu trato de ‘senhor’? Porque eu quero dar o exemplo de uma instituição que, na minha opinião, se não é a mais importante do País, está entre as três mais importantes. É o presidente de um Poder eleito pelo povo, que merece o respeito de toda a sociedade”, concluiu Heleno.

Exame 



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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