Primavera do Leste / MT - Sábado, 24 de Outubro de 2026

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Agro - Brasil

Atenção à inoculação e nutrientes no sulco de plantio



Nem toda mistura é segura, por isso a escolha de fontes

compatíveis é determinante para o sucesso da operação

Na hora de selecionar os produtos para aplicação na lavoura, é fundamental considerar não apenas o tipo de insumo, mas também a sua compatibilidade com biológicos e inoculantes. Essa atenção é cada vez mais importante diante da ampla oferta de soluções no mercado, que exigem do produtor cuidado para garantir a segurança e eficiência das misturas.

Um exemplo é o boro, micronutriente essencial ao desenvolvimento das plantas. Diversas fontes desse elemento estão disponíveis, e tanto a matéria-prima quanto o produto final podem variar entre fabricantes. Essas diferenças podem afetar diretamente a eficácia dos inoculantes e produtos biológicos, caso sejam aplicados juntos sem estudos de compatibilidade, podendo ocorrer reações físicas ou químicas indesejadas.

Cuidados importantes

Em solos com baixos teores de boro, uma prática comum é fornecer parte da dose recomendada junto aos inoculantes e biológicos no sulco de plantio. Isso é possível, mas requer cuidados quanto à fonte utilizada e sua compatibilidade. Caso contrário, o resultado pode ser comprometido. O engenheiro agrônomo Alécio Fernando Radons, responsável técnico de vendas da Satis no Rio Grande do Sul, explica que não existe uma incompatibilidade inerente entre o boro e o Bradyrhizobium – bactéria que desempenha papel crucial na FBN – em condições normais de campo, pois o boro é essencial tanto para o crescimento das plantas quanto para a fixação biológica de nitrogênio (FBN).

“O problema surge em situações de toxicidade por excesso ou incompatibilidade físico-química nas misturas diretas, que podem prejudicar a formação dos nódulos nas raízes e, consequentemente, a eficiência da FBN em culturas como a soja”, destaca. Ele recomenda que o produtor siga rigorosamente as orientações dos fabricantes e verifique se há estudos técnicos que comprovem a segurança das misturas. “Nem todo produto é igual, ainda que contenha o mesmo nutriente na composição. A compatibilidade é fundamental para evitar perdas de eficiência e garantir o melhor resultado”, ressalta Radons.

Demanda por nitrogênio

Ele cita o exemplo da soja, que apresenta alta demanda por nitrogênio e depende fortemente da fixação biológica. Por isso, é indispensável uma boa inoculação com Bradyrhizobium japonicum.  Contudo, ao adicionar boro no sulco junto aos inoculantes, o produtor deve certificar-se da compatibilidade físico-química da fonte escolhida, pois nem toda formulação é adequada para uso combinado.

Reconhecida pelo investimento contínuo em pesquisa e inovação, a empresa mineira Satis desenvolveu o Humicbor, uma fonte de boro solúvel enriquecida com substâncias húmicas, extrato de algas e polióis. O produto conta com laudo técnico da Universidade Federal do Tocantins (UFT), que demonstrou que a adição de boro não interferiu no crescimento da cepa de Bradyrhizobium em estudo, comprovando sua compatibilidade e segurança de uso.

Com o avanço das tecnologias biológicas no campo, cresce também a necessidade de cautela na escolha e combinação dos insumos. Optar por produtos com comprovação científica e qualidade assegurada é o melhor caminho para quem busca produtividade e sustentabilidade na lavoura.

Fonte: Moglia Comunicação 



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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