Primavera do Leste adere ao Projeto “Casamento Abençoado”, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes

Com a adesão confirmada, o município iniciará o processo técnico interno, que será conduzido pela Secretaria Municipal de Assistência Social e pelas quatro unidades de CRAS

A apresentação do programa ao município foi feita pela equipe da Secretaria de Cidadania e Inclusão Socioprodutiva
A Prefeitura de Primavera do Leste oficializou nesta quarta-feira, 19, a adesão ao Projeto “Casamento Abençoado”, iniciativa do Governo de Mato Grosso idealizada pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, que tem promovido a formalização gratuita da união civil de casais em situação de vulnerabilidade social.

A apresentação do programa ao município foi feita pela equipe da Secretaria de Cidadania e Inclusão Socioprodutiva da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) de Mato Grosso, chefiada pelo Secretário Adjunto, Emerson Santana. Na oportunidade, em reunião na prefeitura, ele fez uma explanação ao prefeito, vice-prefeita, secretária municipal de Assistência Social e integrantes da equipe, chefe de gabinete, bem como a alguns vereadores.

O prefeito Sérgio Machnic agradeceu o convite e destacou a importância da parceria com o Governo do Estado. “Agradeço à nossa primeira-dama Virginia Mendes por esta oportunidade. É um projeto que fortalece famílias, amplia direitos e traz dignidade aos casais que sonham em oficializar sua união. Primavera do Leste recebe essa iniciativa de braços abertos e com certeza vamos fazer o possível para reunir o maior número de casais possíveis, para que possam se beneficiar desta iniciativa”, avaliou o gestor.

A secretária municipal de Assistência Social, Alexssandra Ziliotto ressalta que o projeto “garante gratuidade no processo de habilitação e no casamento civil, beneficiando famílias acompanhadas pelos CRAS, mas também atende a outros munícipes que atendam aos critérios de vulnerabilidade definidos pela Setasc”. Segundo ela essa é uma oportunidade para regularizar uniões estáveis de longa data, fortalecer vínculos familiares e superar barreiras financeiras que historicamente impedem muitos casais de formalizar o matrimônio.

Durante a apresentação, o secretário adjunto reforçou que o “Casamento Abençoado” já transformou vidas em edições anteriores realizadas em Cuiabá, e agora avança para novos municípios por meio da articulação com as prefeituras e suas estruturas de assistência social. A inclusão de Primavera do Leste representa o fortalecimento da parceria institucional e amplia a visibilidade do trabalho social realizado no município.

O secretário destacou que “com muita alegria estamos aqui em Primavera do Leste para apresentar o projeto Casamento Abençoado. Fomos muito bem acolhidos pelo prefeito, que aderiu ao projeto idealizado pela primeira-dama, Virginia Mendes. O município vai participar do Casamento Abençoado do Vale do Rio Cuiabá, que acontecerá na capital, no ginásio Aecim Tocantins. Vários casais de Primavera do Leste estarão presentes, oficializando sua união e dando o seu ‘sim’ durante a cerimônia”.

Com a adesão confirmada, o município iniciará o processo técnico interno, que será conduzido pela Secretaria Municipal de Assistência Social e pelas quatro unidades de CRAS: Primavera III, Tuiuiú, São José e Novo Horizonte. Esses locais serão responsáveis pela triagem, documentação e organização dos casais interessados, em conformidade com o checklist enviado pelo Estado e com o apoio dos cartórios locais.

 

Casa demolida sem ordem judicial: morador de 45 anos perde moradia após ação da associação do Assentamento Vale Verde

O drama vivido por Ronildo Cardoso Ventura, 45 anos, morador há mais de 13 anos no Assentamento Vale Verde, tomou proporções alarmantes após a demolição completa de sua residência no último sábado, dia 22. A ação foi realizada sem qualquer ordem judicial, utilizando — segundo testemunhas — recursos financeiros da própria associação de moradores.

 

A demolição foi autorizada pelo presidente da associação, Eliseu Barbosa Souza, que afirma que Ronildo estaria em débito com a entidade e, por isso, teria concordado em devolver o imóvel e o lote. No entanto, a defesa de Ronildo sustenta que nenhum processo judicial existe e que o documento apresentado pela associação não possui reconhecimento em cartório.

 

Há ainda um agravante: Ronildo afirma que assinou o papel sob efeito de álcool, sem plena consciência do conteúdo, e que o documento foi levado até ele por um morador conhecido como Madrugada. A situação levanta questionamentos sobre a validade e a legalidade desse suposto acordo.

No dia da demolição, uma pá carregadeira teria sido contratada com dinheiro da associação, demolindo completamente a casa onde Ronildo viveu durante mais de uma década. Desde então, ele está desabrigado, vivendo de favor em casas de amigos e vizinhos.

 

Sentindo-se ameaçado e injustiçado, Ronildo registrou boletim de ocorrência e conta agora com centenas de assinaturas de moradores que confirmam seu histórico e sua permanência no local. Os documentos serão encaminhados às autoridades na tentativa de reverter o que seus apoiadores classificam como uma violação flagrante de direitos.

 

O caso expõe um embate delicado dentro do assentamento e levanta preocupações sobre abuso de poder, coerção, insegurança jurídica e violação do direito à moradia — princípios protegidos pela legislação brasileira.

 

As investigações devem avançar nos próximos dias, enquanto Ronildo tenta reconstruir, ao menos emocionalmente, o que perdeu em minutos.

Baiano das Alminhas, garante mais de R$ 1 milhão em emendas para Poxoréu e fortalece ações para agricultura familiar

Baiano das Alminhas, garante mais de R$ 1 milhão em emendas para Poxoréu e fortalece ações para agricultura familiar

 

O vereador Aldemir dos Santos Souza, conhecido como Baiano das Alminhas, do MDB, encerra seu primeiro mandato na Câmara Municipal de Poxoréu com um saldo expressivo: mais de R$ 1 milhão em emendas parlamentares destinadas ao município. As conquistas contemplam especialmente a agricultura familiar e as comunidades de assentamentos da região.

 

Liderança reconhecida no assentamento onde atua como presidente, Baiano das Alminhas ganhou espaço na política local com um trabalho de base, próximo da população e focado nas demandas rurais.

Entre os recursos assegurados, destaca-se a obtenção de um trator para uso da agricultura familiar, reforçando a infraestrutura produtiva dos pequenos agricultores do município. Segundo o vereador, essas conquistas são fruto de articulação política nas esferas estadual e federal, com apoio do Governo do Estado e de seus padrinhos políticos, incluindo o deputado estadual e presidente da AMM, Leonardo Bortolin, e a deputada estadual Janaina Riva.

 

Baiano das Alminhas ressaltou ainda a importância da parceria com o prefeito de Poxoréu, Luciano Sol, e com os demais vereadores da Câmara Municipal.

 

“Temos trabalhado sempre alinhados, apoiando iniciativas para o nosso povo. Esse esforço conjunto tem gerado resultados positivos para o município”, afirmou.

 

 

Com forte atuação nos assentamentos e foco no desenvolvimento da agricultura familiar, Baiano das Alminhas segue ampliando sua presença política em Poxoréu e consolidando seu nome como representante das comunidades rurais.

Demarcação de terras indígenas em MT: após novos decretos, AMM e entidades vão ao STF cobrar segurança jurídica

Preocupados com o impacto das novas demarcações de terras indígenas em Mato Grosso, o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Léo Bortolin, levou a Brasília uma pauta de emergência em defesa dos municípios. Ao lado de representantes do agro e do Legislativo estadual, ele participa de reunião com o ministro Gilmar Mendes, nesta quinta-feira (20/11), feriado da Consciência Negra, no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a comitiva, os decretos publicados nesta semana geram insegurança jurídica para prefeituras, produtores rurais e para a economia de Mato Grosso.

 

As entidades questionam decretos assinados nesta semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que homologam a demarcação das terras indígenas Manoki, Uirapuru, Estação Parecis e Kaxuyana-Tunayana. Ao todo, são cerca de 2,45 milhões de hectares distribuídos entre Pará, Amazonas e Mato Grosso. Com essas homologações, chega a 20 o número de territórios indígenas confirmados desde 2023, de acordo com a Casa Civil.

 

Em Mato Grosso, as novas demarcações atingem diretamente áreas produtivas nos municípios de Diamantino, Campos de Júlio, Nova Lacerda, Conquista D’Oeste e Brasnorte. Prefeitos e produtores já vinham manifestando preocupação com o avanço de processos de demarcação e revisão de limites territoriais. “O que está em jogo em Mato Grosso não é um debate abstrato. São prefeituras que podem perder parte importante da receita de uma hora para outra, sem tempo de adaptação e sem diálogo. Os prefeitos estão inseguros, os produtores apreensivos. Nosso pedido é por segurança jurídica e previsibilidade”, afirma o presidente da AMM, Léo Bortolin.

 

Em cidades como Brasnorte, a ampliação da Terra Indígena Manoki atinge propriedades rurais consolidadas e pode reduzir de forma significativa a base de arrecadação do município. O prefeito de Brasnorte, Edelo Ferrari, destaca o impacto direto nas contas públicas e nos serviços prestados à população. “Se essa ampliação for mantida, o município vai perder arrecadação e ter que cortar serviço. Não estamos falando só de fazenda, estamos falando de escola, saúde, estrada. Para Brasnorte, o prejuízo é enorme e muito difícil de reverter”, aponta o prefeito.

 

Para o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, muitos produtores rurais foram pegos de surpresa pelos decretos de demarcação. “Tem assentamento, área com CAR e famílias que estão há muitos anos na mesma região. O produtor olha para o decreto e pensa: tudo o que construí está em risco? Isso é uma insegurança jurídica enorme”, avalia.

 

Vilmondes Tomain, presidente da Famato, ressalta que a pressão não recai apenas sobre o setor produtivo, mas também sobre os gestores municipais. “Essas áreas não são só números em mapa. São municípios inteiros tentando manter serviço público funcionando, enquanto produtores se sentem vulneráveis com medo de perder o patrimônio de uma vida. Precisamos de responsabilidade e equilíbrio”, diz.

 

A deputada estadual Janaína Riva avalia que o diálogo com o ministro Gilmar Mendes é essencial para levar a realidade mato-grossense ao centro do debate no STF. “O ministro foi receptivo e conhece o estado. Quando explicamos que um município pode perder até 20% de receita, fica claro que não se trata apenas de discutir limites, mas de discutir a continuidade dos serviços para a população”, afirma a parlamentar.

 

Como encaminhamento, ficou definido que, já na próxima segunda-feira, a AMM e as demais entidades envolvidas irão se reunir para protocolar uma ação com o objetivo de suspender todos os processos que tratem de novas demarcações ou remarcações de terras indígenas envolvendo Mato Grosso, tanto na esfera administrativa quanto na judicial. A intenção é garantir segurança jurídica até que haja maior clareza sobre critérios, procedimentos e impactos para os municípios e para a economia do estado.

 

Participaram da reunião com o ministro Gilmar Mendes o presidente da AMM, Léo Bortolin, o deputado estadual Eduardo Botelho, a deputada estadual Janaína Riva, o prefeito de Brasnorte, Edelo Ferrari, o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, e o presidente da Famato, Vilmondes Tomain.

Assessoria

Juiz vê “falha gritante” de segurança e condena Estado por morte de detento torturado no presídio de Sinop

O juiz Mirko Vincenzo Giannotte condenou o Estado de Mato Grosso ao pagamento de indenização por danos morais e materiais após comprovar falha na vigilância que resultou na morte de um detento no presídio Osvaldo Florentino Leite, o “Ferrugem”. O jovem de 18 anos foi encontrado sem vida dentro da unidade prisional em junho de 2024, vítima de tortura e asfixia por estrangulamento.

 

Conforme consta no processo, o óbito ocorreu no anexo da penitenciária, onde o custodiado aguardava julgamento por tráfico de drogas desde novembro de 2023. O corpo foi localizado na área de solta do estabelecimento penal com múltiplos ferimentos, sinais de espancamento craniano e um lençol enrolado no pescoço.

 

O laudo pericial atestou que a vítima “sofreu tortura antes de morrer”, sendo espancada na cabeça com objeto contundente e tendo como causa final da morte “asfixia por estrangulamento”. A perícia constatou ainda que o corpo só foi descoberto aproximadamente 12 horas após o óbito, por outros detentos.

 

“O corpo foi encontrado por outros detentos apenas na manhã do dia seguinte, demonstrando de forma cristalina a ausência de segurança e falha gritante na vigilância de rotina. Tais provas indicam que a ausência de vigilância apropriada caracteriza omissão específica do Estado de Mato Grosso, que tinha o dever legal e constitucional de garantir a integridade física do custodiado”, afirmou o magistrado.

 

O Estado foi condenado ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais para a família do detento, além de pensão indenizatória calculada em 2/3 do salário mínimo desde a data do óbito até a data em que o falecido completaria 25 anos, e 1/3 do salário mínimo até os 65 anos. A correção monetária e juros serão calculados conforme parâmetros estabelecidos pelo Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal. O Estado ainda pode recorrer.

 

Casal e bebê morrem em grave colisão com três veículos na BR-070

Tragédia ocorreu na altura do km 625, em Poconé; bebê chegou sem vida ao Pronto-Socorro de Várzea Grande

Um acidente violento envolvendo um Renault Sandero, um Fiat Uno e um caminhão-guincho deixou três mortos na tarde de quarta-feira (19), na BR-070, região de Poconé, a 106 km de Cuiabá.

Segundo as primeiras informações, um casal de adultos — ainda não identificado — morreu no local da batida.

 

Um bebê, que também estava em um dos veículos, chegou a ser socorrido e encaminhado às pressas ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (PSMVG). No entanto, conforme apurou a reportagem, a criança já deu entrada sem vida na unidade.

 

 

Médicos que atenderam a ocorrência relataram que o bebê aparentava ter entre 7 e 8 meses de idade. A identidade da criança, assim como do casal, ainda não foi divulgada pelas autoridades.

 

A dinâmica do acidente permanece desconhecida. Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Civil e perícia oficial devem esclarecer as circunstâncias da colisão após a conclusão dos levantamentos.

 

A reportagem tentou contato com o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.

Fonte PRF

 

Mauro Mendes vai à Justiça contra decreto de Lula que amplia terras indígenas em MT

Governador do Mato Grosso ressaltou que medida cria insegurança jurídica a centenas de famílias e produtores

O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (UB-MT), anunciou, nesta terça-feira (18) que o Governo de Mato Grosso irá acionar a Justiça contra o decreto do presidente Lula que amplia a demarcação de terras indígenas no estado. As medidas do presidente foram oficializadas durante a Conferência Mundial do Clima (COP 30), em Belém. Uma dessas terras indígenas é a Manoki, tradicionalmente reconhecida com cerca de 46 mil hectares, e que teve sua área ampliada para aproximadamente 250 mil hectares, segundo dados divulgados pelo próprio governo federal.

De acordo com o governador, a ampliação desrespeita diretamente o artigo 13 da Lei 14.701, que proíbe a expansão de terras indígenas já demarcadas.
Além da Manoki, o governo federal também homologou a Terra Indígena Uirapuru, com cerca de 21,6 mil hectares, e a Terra Indígena Estação Parecis, com aproximadamente 2,1 mil hectares, ambas localizadas em regiões produtivas de Mato Grosso.

“Determinei à Procuradoria-Geral do Estado que ingresse imediatamente na Justiça para barrar essa ilegalidade. Não estamos discutindo o direito dos povos indígenas, que é legítimo, mas sim um decreto que afronta a lei, cria insegurança jurídica e coloca em risco a vida de quem mora e produz nessas áreas”, afirmou o governador.

Mauro lembrou que Mato Grosso possui atualmente 73 terras indígenas demarcadas, que somam 15 milhões de hectares, o equivalente a 16% de todo o território estadual. Ele reforçou que o respeito aos povos indígenas deve vir acompanhado de políticas públicas reais, como saúde, educação, assistência e infraestrutura, e não apenas de decretos que ampliam território sem planejamento e sem diálogo com as comunidades e com as famílias já estabelecidas no local.

O governador também destacou que na região da TI Manoki existem centenas de famílias e dezenas de CARs (Cadastros Ambientais Rurais) registrados, alguns deles amparados por decisão judicial, o que agrava a situação de conflito fundiário. Além disso, Mauro ressaltou que Mato Grosso é um dos estados que mais preservam o meio ambiente, com 60% do território protegido, índice superior ao de diversos países que usualmente cobram ações ambientais do Brasil.

“Mato Grosso faz a sua parte. Preserva, produz e respeita a lei. Não é criando problema para milhares de brasileiros em pleno evento internacional que vamos avançar. Queremos diálogo e respeito”, concluiu.

JP

Atenção à inoculação e nutrientes no sulco de plantio

Nem toda mistura é segura, por isso a escolha de fontes

compatíveis é determinante para o sucesso da operação

Na hora de selecionar os produtos para aplicação na lavoura, é fundamental considerar não apenas o tipo de insumo, mas também a sua compatibilidade com biológicos e inoculantes. Essa atenção é cada vez mais importante diante da ampla oferta de soluções no mercado, que exigem do produtor cuidado para garantir a segurança e eficiência das misturas.

Um exemplo é o boro, micronutriente essencial ao desenvolvimento das plantas. Diversas fontes desse elemento estão disponíveis, e tanto a matéria-prima quanto o produto final podem variar entre fabricantes. Essas diferenças podem afetar diretamente a eficácia dos inoculantes e produtos biológicos, caso sejam aplicados juntos sem estudos de compatibilidade, podendo ocorrer reações físicas ou químicas indesejadas.

Cuidados importantes

Em solos com baixos teores de boro, uma prática comum é fornecer parte da dose recomendada junto aos inoculantes e biológicos no sulco de plantio. Isso é possível, mas requer cuidados quanto à fonte utilizada e sua compatibilidade. Caso contrário, o resultado pode ser comprometido. O engenheiro agrônomo Alécio Fernando Radons, responsável técnico de vendas da Satis no Rio Grande do Sul, explica que não existe uma incompatibilidade inerente entre o boro e o Bradyrhizobium – bactéria que desempenha papel crucial na FBN – em condições normais de campo, pois o boro é essencial tanto para o crescimento das plantas quanto para a fixação biológica de nitrogênio (FBN).

“O problema surge em situações de toxicidade por excesso ou incompatibilidade físico-química nas misturas diretas, que podem prejudicar a formação dos nódulos nas raízes e, consequentemente, a eficiência da FBN em culturas como a soja”, destaca. Ele recomenda que o produtor siga rigorosamente as orientações dos fabricantes e verifique se há estudos técnicos que comprovem a segurança das misturas“Nem todo produto é igual, ainda que contenha o mesmo nutriente na composição. A compatibilidade é fundamental para evitar perdas de eficiência e garantir o melhor resultado”, ressalta Radons.

Demanda por nitrogênio

Ele cita o exemplo da soja, que apresenta alta demanda por nitrogênio e depende fortemente da fixação biológica. Por isso, é indispensável uma boa inoculação com Bradyrhizobium japonicum.  Contudo, ao adicionar boro no sulco junto aos inoculantes, o produtor deve certificar-se da compatibilidade físico-química da fonte escolhida, pois nem toda formulação é adequada para uso combinado.

Reconhecida pelo investimento contínuo em pesquisa e inovação, a empresa mineira Satis desenvolveu o Humicbor, uma fonte de boro solúvel enriquecida com substâncias húmicas, extrato de algas e polióis. O produto conta com laudo técnico da Universidade Federal do Tocantins (UFT), que demonstrou que a adição de boro não interferiu no crescimento da cepa de Bradyrhizobium em estudo, comprovando sua compatibilidade e segurança de uso.

Com o avanço das tecnologias biológicas no campo, cresce também a necessidade de cautela na escolha e combinação dos insumos. Optar por produtos com comprovação científica e qualidade assegurada é o melhor caminho para quem busca produtividade e sustentabilidade na lavoura.

Fonte: Moglia Comunicação 

Oficina reforça liderança, comunicação e gestão de conflitos entre coordenadores da Saúde de Primavera do Leste

A Secretaria de Saúde reafirma que a iniciativa integra o compromisso permanente de qualificar servidores e aprimorar a gestão das unidades

“Estamos trabalhando com cerca de 80 coordenadores e a devolutiva tem sido muito positiva”
A Secretaria Municipal de Saúde de Primavera do Leste promove, até esta quarta-feira (19), a oficina “Fortalecendo os Laços Interpessoais, Liderança e Gerenciamento de Conflitos na Rede Pública de Saúde”, voltada aos coordenadores que atuam nas unidades da rede municipal. A capacitação é conduzida pela psicóloga Adryeli Rompate, que também é Técnica em Atenção Primária e Especializada Facilita GPB.

A formação tem como objetivo fortalecer relações de trabalho, aprimorar competências de liderança e desenvolver maior preparo emocional para enfrentar os desafios que fazem parte da rotina do serviço público de saúde. Segundo Adryeli, a metodologia adotada aproxima os participantes da realidade cotidiana das unidades.

“Estamos realizando uma roda de conversa com os coordenadores, discutindo de forma muito prática a importância do fortalecimento das relações interpessoais. No dia a dia já nos relacionamos com muitas pessoas, mas nem sempre lembramos que essas relações são atravessadas por crenças, culturas e formas de ser diferentes. O tema já inicia com a palavra ‘fortalecendo’ porque os vínculos já existem, o que precisamos é aprimorá-los”, explicou.

A psicóloga destaca que a complexidade crescente da saúde pública exige profissionais preparados para lidar com pressões, conflitos e demandas diversas. “Os coordenadores enfrentam gargalos diários. A população está cada vez mais adoecida e o sistema mais desafiador. Por isso falamos de resiliência profissional. É fundamental que cada um se conheça, saiba seus limites, suas facilidades e onde precisa evoluir. Sem autoconhecimento, não é possível se posicionar adequadamente diante de um conflito”, afirmou.

Um dos pontos centrais da oficina é o olhar ampliado sobre o conflito. “Trabalhamos a ideia do conflito como matéria-prima. Em vez de focar apenas no problema, buscamos identificar o causador. Só assim deixamos de ‘enxugar gelo’ e passamos a compreender a origem da dificuldade. Essa maturidade emocional se desenvolve com estudo, reflexão e troca entre os profissionais”, explicou.

Outro destaque é a comunicação. Adryeli reforça que a qualidade do diálogo influencia diretamente o trabalho das equipes e o atendimento à população. “Falamos muito sobre os ruídos de comunicação. Muitas vezes não ouvimos e apenas esperamos a nossa vez de falar. E isso faz com que percamos o sujeito, seja o usuário, seja o colega de trabalho. Uma boa comunicação exige escuta ativa, mas a rotina acelerada tem nos afastado disso”, pontuou.

Ela também abordou aspectos culturais que interferem na forma como as pessoas se comunicam. “Desde pequenos somos ensinados, muitas vezes, a resolver tudo no grito. Essa comunicação violenta está impregnada na sociedade. Quando percebemos isso, entendemos por que a gestão de conflitos se torna tão difícil. A cultura pessoal e familiar interfere no trabalho mais do que imaginamos”, relatou.

Ao comentar sobre a participação dos coordenadores, Adryeli se mostrou satisfeita com o engajamento. “Estamos trabalhando com cerca de 80 coordenadores e a devolutiva tem sido muito positiva. Muitos relatam que não sabiam o quanto o autoconhecimento impacta o desempenho profissional. Estão descobrindo que sua história de vida, valores e formas de expressão influenciam diretamente na gestão das unidades”, disse.

A facilitadora reforça ainda a importância da rede de apoio entre os próprios coordenadores. “Eles precisam compartilhar experiências, dificuldades e estratégias. A saúde é, antes de tudo, promoção de saúde, e estamos com pouco tempo para isso no cotidiano. Criar espaços de troca fortalece todos”, destacou.

A psicóloga ressaltou a necessidade de continuidade. “Muitos pediram mais momentos como este e a educação continuada é essencial. Como instituição instalada no município, já estamos organizando novas agendas com outras temáticas para dar sequência a esse processo”, concluiu.

CMTU informa interdição parcial da Avenida Belvedere para obras de implantação da rede adutora de água

Segundo o órgão, a intervenção é considerada fundamental para garantir melhorias no abastecimento de água e ampliar a capacidade da rede

O trecho é reconhecido pelo grande movimento diário, o que exige atenção redobrada dos condutores
A Companhia Municipal de Trânsito Urbano (CMTU) informa que, a partir das 6h30 deste sábado, 22, terão inícios serviços relacionados à execução de implantação da nova rede adutora de água no município, na região do bairro Belvedere. Em razão das obras, a Avenida Belvedere passará por uma interdição parcial no trecho próximo ao cruzamento com a Avenida Paraná, no sentido BR-070.

De acordo com a CMTU, apenas uma faixa de rolamento será bloqueada, medida tomada para reduzir ao máximo os impactos no fluxo de veículos. Ainda assim, o trecho é reconhecido pelo grande movimento diário, o que exige atenção redobrada dos condutores. A Companhia orienta os motoristas a reduzirem a velocidade, manterem cautela ao trafegar pela região e, sempre que possível, optarem por rotas alternativas durante o período de obras.

Segundo o órgão, a intervenção é considerada fundamental para garantir melhorias no abastecimento de água e ampliar a capacidade da rede, razão pela qual a colaboração dos usuários das vias é essencial. A obra é de extrema necessidade, e a compreensão dos motoristas é essencial, uma vez que o intuito é causar o menor transtorno possível.

Redação