Primavera do Leste / MT - Sábado, 24 de Janeiro de 2026

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CST presidida por Max Russi organiza seminário com a presença de ministro



O deputado Max Russi (PSB) e o presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), Léo Bortolin (MDB), anunciaram a realização do Seminário de Capacitação de Gestores Públicos Municipais de Desenvolvimento Econômico, com enfoque para as micro e pequenas empresas, que acontece entre os dias 22 e 23 de abril, no auditório do Tribunal de Contas do Estado.

O evento, que tem como público-alvo secretários, diretores e coordenadores das áreas de desenvolvimento econômico municipal, está sendo organizado pela Câmara Setorial Temática (CST) de Apoio ao Empreendedorismo e às Micro e Pequenas Empresas, presidida por Russi, e deve contar com a participação do ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França.

“A AMM está apoiando e faz aqui um convite a todos os gestores e prefeitos da área do estado e parabeniza o trabalho da Câmara Setorial Temática (CST) de Apoio ao Empreendedorismo e às Micro e Pequenas Empresas, que através de seminários como esse vão resultar no fortalecimento do desenvolvimento econômico dos municípios mato-grossenses”, avalia Léo.

Conforme o deputado Max Russi, os principais temas previstos para serem debatidos serão: atuação e políticas públicas do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, gestão e ações vinculadas à CST de Apoio ao Empreendedorismo, construção de conhecimento sobre as MPE’s, participação das BPW – Empreendedorismo Feminino, e, por fim, os Critérios de análise de Processo de Crédito para Projetos de Inovação, dentre outros.

José Marques/Assessoria


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Óbito na UPA de Primavera do Leste ocorreu após internação prolongada de paciente em estado grave e sem vínculos familiares


Secretaria de Saúde confirma que paciente apresentava enfisema pulmonar, insuficiência cardíaca, DPOC e insuficiência renal aguda; relatório social aponta extrema vulnerabilidade social e recusa de contato com familiares.

UPA — Foto: Márcio Falcão/TVCA

O óbito registrado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Primavera do Leste, na madrugada do dia 13 de janeiro, envolveu um paciente de 70 anos que estava internado desde 18 de dezembro, em estado clínico considerado grave desde a admissão.

 

De acordo com o Relatório Social do Processo de Óbito, elaborado pela assistente social da unidade, o paciente Wilmar Fernandes Pereira deu entrada na UPA com diagnóstico de enfisema pulmonar grave, insuficiência cardíaca congestiva (ICC), Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) exacerbada, além de insuficiência renal aguda e edema importante em membros inferiores.

 

Durante todo o período de internação, o paciente permaneceu na unidade sem alta médica, em acompanhamento contínuo, diante da complexidade do quadro clínico.

 

A Declaração de Óbito apontou como causa principal insuficiência respiratória pulmonar associada à insuficiência cardíaca, conforme atestado pela médica plantonista responsável no momento do falecimento, registrado por volta das 2h40 da manhã.

 

Além das condições clínicas, o relatório social detalha que o paciente se encontrava em situação de isolamento social extremo, relatando histórico de vida em situação de rua e se identificando como viajante, sem residência fixa. Em diversas abordagens realizadas pela equipe de Serviço Social ao longo da internação, o paciente recusou expressamente fornecer contatos familiares ou autorizar qualquer tentativa de localização de parentes.

 

Somente após o óbito, o CREAS de Sinop, município onde havia registros antigos do paciente, informou a existência de um filho, identificado como Charles, atualmente internado em uma casa de recuperação para dependentes químicos. A ex-esposa do paciente, localizada em Cuiabá, confirmou que não mantinha contato com Wilmar há mais de 30 anos e renunciou formalmente à responsabilidade pelos procedimentos funerários, solicitando que o Município assumisse o sepultamento.

 

Diante da inexistência de familiares responsáveis, da recusa expressa da única parente localizada e da condição de extrema vulnerabilidade social, o Serviço de Atendimento Social recomendou formalmente que o Município de Primavera do Leste realizasse o sepultamento, conforme previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e nas normativas municipais para casos de indigência. Todos os registros, contatos e diligências foram anexados ao prontuário e ao processo administrativo do óbito.

 

Em áudio encaminhado à equipe, a secretária municipal de Saúde, Laura Leandra, confirmou que o paciente já apresentava um quadro clínico extremamente delicado desde a internação e que, paralelamente, a Secretaria iniciou levantamento interno após relatos informais envolvendo a equipe de enfermagem. Segundo a secretária, foram solicitadas informações técnicas e ouvidos profissionais que atuavam no plantão e, caso seja identificada qualquer irregularidade ou falha de conduta, as medidas administrativas cabíveis serão adotadas. Laura Leandra ressaltou ainda que a Secretaria não teve ciência prévia de nenhuma denúncia formal durante a internação e que, assim que tomou conhecimento de questionamentos, determinou abertura de apuração interna para análise dos fatos.

 

Apesar da ampla repercussão do caso nas redes sociais, a Secretaria Municipal de Saúde esclarece que a denúncia envolvendo uma suposta negligência por parte de uma técnica de enfermagem teve origem em matéria publicada pela imprensa local, que posteriormente passou a circular em redes sociais, não havendo, até o momento, qualquer denúncia formal registrada nos canais institucionais do Município.

 

A secretária reforça que, mesmo diante desse cenário, a equipe técnica da pasta segue realizando apuração interna detalhada para verificar se houve qualquer comportamento inadequado por parte de profissionais da unidade que, em tese, pudesse caracterizar negligência. No entanto, conforme já apontado nos relatórios clínicos e sociais que integram o processo de óbito, o paciente apresentava um quadro de saúde extremamente grave, com múltiplas comorbidades e elevado risco clínico, o que, até o momento, não indica relação direta entre o desfecho e eventual falha assistencial, sem prejuízo da continuidade das investigações administrativas para total esclarecimento dos fatos.

Fonte: NMT


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