Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Polícia

Delegado é detido suspeito de agredir a esposa em Cuiabá



A mulher registrou um boletim de ocorrência e pediu medida protetiva, mas retirou a queixa.

O delegado da Polícia Civil, Mauro Cristiano Perassolli Filho, de 41 anos, foi detido nessa quinta-feira (6) suspeito de agredir a esposa, em Cuiabá. Segundo a Polícia Militar, a vítima chegou a registrar um boletim de ocorrência e pedir medida protetiva, mas retirou a denúncia. O delegado foi liberado no mesmo dia.

Em nota, a Polícia Civil disse que acompanha o caso desde o início e que a ocorrência será investigada. “A vítima requereu as medidas protetivas, mas não representou contra o marido, razão pela qual não houve autuação em flagrante conforme previsão legal”, diz trecho da nota.

O site g1 tenta localizar a defesa de Cristiano.

De acordo com a Polícia Militar, as agressões ocorreram dentro do apartamento do casal, localizado no Bairro Duque de Caxias. No local, o suspeito teria enforcado a mulher, a empurrado contra a parede e quebrado o celular dela.

 

Conforme o boletim de ocorrência, após as agressões, a mulher foi atendida no Plantão de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica e Sexual de Cuiabá.

Segundo a Polícia Civil, Perassolli é titular das delegacias de Alto Boa Vista, Porto Alegre do Norte e São José do Xingu, no Nordeste de Mato Grosso. O caso segue em investigação.

Fonte G1 MT



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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