Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Polícia Civil apreende armas e munições de padrasto que ameaçou matar enteada grávida



A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Juína (740 km de Cuiabá), apreendeu, nessa terça-feira (01.4), duas armas e três munições pertencentes a um homem investigado por ameaçar matar a enteada, de 17 anos, que está grávida.

As investigações começaram na última segunda-feira (31.3), quando a adolescente procurou uma delegacia informando que havia recebido mensagens de áudio do padrasto, que lhe ameaçava dizendo: “manda seu caixão para mim”.

 

A vítima afirmou para a polícia que vinha sofrendo ameaças de morte constantes do padrasto, que não aceita que ela volte para casa estando grávida. Ela morava em uma fazenda com o suspeito, sua mãe e a irmã, a cerca de 110 km de Juína, mas há três semanas está na casa de um amigo na cidade.

 

Ela denunciou, ainda, que teria sido abusada pelo padrasto quando tinha nove anos, contou para a mãe, mas nada teria sido feito e ela seguiu convivendo com o suspeito durante toda a vida. Até que, no ano passado, ele teria tentado cometer um novo abuso, quando ela teria acordado com o suspeito tentando tocar em suas partes íntimas, pediu que ele saísse do quarto e o trancou para fora.

 

Depois disso, a jovem afirma que passou a ser ameaçada pelo padrasto, caso contasse o ocorrido para alguém. No dia 22 de março, o suspeito voltou a ameaçar de morte a enteada, agora grávida de 1 mês. Ela resolveu então não voltar mais para casa. Dessa vez, a adolescente teve apoio da mãe, que está temendo que o marido faça algo com sua filha.



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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