Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Outubro de 2026

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Polícia

Deputado, ex-chefe da Casa Civil e 4 empresários são presos em MT



O deputado estadual Mauro Savi (DEM) e o ex-secretário chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Paulo Taques, foram presos na manhã de hoje na segunda fase da “Operação Bereré”. A ação desta quarta-feira foi deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado) e é denominada da “Bônus”.

Além de Savi e Taques, que é primo do governador Pedro Taques (PSDB), o desembargador José Zuquim determinou a prisão preventiva de outras quatro pessoas, além de cinco mandados de busca e apreensão. Dos mandados de prisão, quatro já foram cumpridos em Cuiabá, Brasília (DF) e São Paulo (SP).

Os empresários Roque Anildo e Reinheimer e Claudemir Pereira dos Santos, conhecido como “Grilo”, também já estão presos. Eles são donos da empresa Santos Treinamento, que é uma empresa de fachada usada para os desvios no orgão que chegaram a R$ 27 milhões durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa (sem partido).

Savi, Taques, Roque e “Grilo” já estão presos e neste momento são levados a sede do Gaeco, em Cuiabá. Eles passarão por exame de corpo de delito e, à tarde, passarão por audiência de custódia até serem levados ao sistema prisional.

De acordo com o Gaeco, a operação de hoje é baseada nos documentos apreendidos, colaborações premiadas e depoimentos colhidos na primeira fase no mês de fevereiro. Outras fases deverão ser realizadas.

O ADVOGADO

Um detalhe interessante na fase de hoje é que Paulo Taques vinha atuando justamente como advogado de defesa do parlamentar democrata. Aliás, ele chegou a acompanhar o parlamentar e parentes em depoimentos na sede do Gaeco em decorrência da primeira fase.

Esta é mais uma prisão de Taques. Ele já havia sido detido por participação no esquema de grampos ilegais no Estado.

FolhaMax



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Polícia

Relatório sigiloso interrompe júri do caso Giovani em Primavera do Leste


Julgamento foi encerrado após apresentação de documento que não constava nos autos; nova sessão está prevista para janeiro de 2027.

O Tribunal do Júri que analisava o caso da morte de Giovani Henrique Oliveira Lopes foi interrompido na terça-feira (13), no Fórum de Primavera do Leste (MT), após a defesa apresentar um relatório sigiloso que, segundo as informações divulgadas, não constava anteriormente no processo.

 

Diante da apresentação do documento durante a sessão, a juíza responsável decidiu dissolver o Conselho de Sentença, encerrando o julgamento sem que os jurados pudessem decidir sobre a responsabilidade criminal dos acusados.

 

Um novo júri está previsto para janeiro de 2027. A data exata ainda não foi divulgada, e o conteúdo do relatório permanece sob sigilo.

 

Depoimentos foram ouvidos antes da interrupção

 

O julgamento começou na manhã de terça-feira, mais de oito anos após a morte de Giovani. Antes de a sessão ser interrompida, os jurados acompanharam depoimentos relacionados ao crime.

 

Durante o julgamento, Giovana Lopes, esposa da vítima, relatou os acontecimentos que antecederam o homicídio. Segundo seu depoimento, Giovani retornou do Encontro de Violeiros, em Poxoréu, com o nariz quebrado, após se envolver em uma briga.

 

Cerca de dez minutos depois, três homens teriam chegado à residência. A testemunha afirmou que tentou impedir a entrada deles e se colocou à frente do marido para protegê-lo.

 

Ainda conforme o relato apresentado em plenário, ela foi puxada e caiu no chão. Na sequência, Giovani foi atingido por um disparo na cabeça. O filho do casal, que tinha quatro anos na época, estava na residência.

 

Crime aconteceu em maio de 2018

 

Giovani Henrique Oliveira Lopes tinha 23 anos quando foi morto, em 1º de maio de 2018, dentro da própria residência, em Poxoréu.

 

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, o caso teria começado após uma colisão entre veículos no estacionamento do Encontro de Violeiros. O episódio teria provocado uma discussão e agressões envolvendo Giovani e o policial penal Fábio Domingos.

 

A acusação sustenta que, depois de deixar o evento e retornar para casa, Giovani teria sido seguido. Homens teriam chegado ao imóvel, se identificado como policiais e entrado na residência.

 

Segundo o Ministério Público, Fábio Domingos é apontado como autor do disparo que matou a vítima. Ele e Carlos Jesus de Oliveira respondem por homicídio qualificado.

 

Josane Francisca Dias de Souza também integra o processo, respondendo por acusação de disparo de arma de fogo relacionada à confusão ocorrida anteriormente no estacionamento da festa.

 

Patrício Francisco Dias, que também respondia pelo homicídio, morreu durante a tramitação do processo. A Justiça declarou extinta sua punibilidade.

 

Novo julgamento deve ocorrer em janeiro de 2027

 

O processo tramitava inicialmente em Poxoréu, mas a Justiça determinou que o Tribunal do Júri fosse realizado em Primavera do Leste.

 

Com a dissolução do Conselho de Sentença, será necessário convocar novos jurados para analisar o caso em outra sessão.

 

A expectativa é que o julgamento seja retomado em janeiro de 2027, quando o crime estará próximo de completar nove anos.

 

Até a realização do novo júri, não haverá veredicto do Conselho de Sentença sobre as acusações analisadas nessa sessão.

 

Antenado News — Informação e jornalismo regional.


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