Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Polícia

Deputado, ex-chefe da Casa Civil e 4 empresários são presos em MT



O deputado estadual Mauro Savi (DEM) e o ex-secretário chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Paulo Taques, foram presos na manhã de hoje na segunda fase da “Operação Bereré”. A ação desta quarta-feira foi deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado) e é denominada da “Bônus”.

Além de Savi e Taques, que é primo do governador Pedro Taques (PSDB), o desembargador José Zuquim determinou a prisão preventiva de outras quatro pessoas, além de cinco mandados de busca e apreensão. Dos mandados de prisão, quatro já foram cumpridos em Cuiabá, Brasília (DF) e São Paulo (SP).

Os empresários Roque Anildo e Reinheimer e Claudemir Pereira dos Santos, conhecido como “Grilo”, também já estão presos. Eles são donos da empresa Santos Treinamento, que é uma empresa de fachada usada para os desvios no orgão que chegaram a R$ 27 milhões durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa (sem partido).

Savi, Taques, Roque e “Grilo” já estão presos e neste momento são levados a sede do Gaeco, em Cuiabá. Eles passarão por exame de corpo de delito e, à tarde, passarão por audiência de custódia até serem levados ao sistema prisional.

De acordo com o Gaeco, a operação de hoje é baseada nos documentos apreendidos, colaborações premiadas e depoimentos colhidos na primeira fase no mês de fevereiro. Outras fases deverão ser realizadas.

O ADVOGADO

Um detalhe interessante na fase de hoje é que Paulo Taques vinha atuando justamente como advogado de defesa do parlamentar democrata. Aliás, ele chegou a acompanhar o parlamentar e parentes em depoimentos na sede do Gaeco em decorrência da primeira fase.

Esta é mais uma prisão de Taques. Ele já havia sido detido por participação no esquema de grampos ilegais no Estado.

FolhaMax



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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