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Governo afasta secretários e pede ‘união’ das instituições e sociedade



Após mais dois secretários serem presos nesta quarta-feira (27), por suposto envolvimento no esquema de escutas clandestinas no âmbito da Polícia Militar, o governador Pedro Taques (PSDB)  pediu a “união” das instituições e sociedade para “superar os desafios”.

Além disso, o governador oficializou o afastamento do secretário de Justiça e Direitos Humanos, coronel Airton Benedito Siqueira Júnior, preso durante a Operação Esdras. Em seu lugar assume o delegado de polícia Fausto de Freitas, do Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção.

Segundo nota à imprensa, ele vai acumular as duas funções até que os fatos sejam esclarecidos.

Além de Siqueira, foram presos o secretário afastado de Estado de Segurança Pública (Sesp), Rogers Jarbas, que estava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica por suposta participação no esquema dos grampos, bem como os ex-secretários da Casa Militar, Evandro Lesco, e o ex-secretário chefe da Casa Civil, Paulo Taques.

Foram presas ainda outras quatro pessoas ligadas ao Governo do Estado. Todas as prisões foram determinadas pelo desembargador do Tribunal de Justiça, Orlando Perri, que autorizou ainda 15 mandados de busca e apreensão e uma condução coercitiva.

Marcus Vaillant

Delegado Fausto de Freitas assume secretaria de Direitos Humanos

Conforme nota à imprensa, o governador revela “surpresa” e “perplexidade” diante do caso e aponta que são “fatos gravíssimos” e que, se comprovados, “merecem a indignação de toda a sociedade mato-grossense”.

Afirma ainda a importância da “união” da sociedade diante do “momento de dificuldades institucionais” pelo qual tem passado o Governo do Estado.

“O Governo de Mato Grosso conclama os demais poderes e a sociedade civil organizada a se unirem neste momento de dificuldades institucionais, por entender que o Estado e suas instituições são maiores que os indivíduos e suas circunstâncias, e devem se manter fortes, estáveis e coesos para liderar a sociedade na superação de seus desafios, sejam eles quais forem.”, diz trecho da nota.

Veja a íntegra da nota

Diante da Operação Esdras, realizada nesta quarta-feira (27.09) por determinação do desembargador Orlando de Almeida Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, o Governo do Estado vem a púbico manifestar o que segue:

01) O Governo recebeu com surpresa e perplexidade os fatos revelados pela Operação Esdras. São fatos gravíssimos que, se comprovados após o devido processo legal, merecem a indignação de toda a sociedade mato-grossense.

02) O Governo reitera que apoia desde o início as investigações sobre o que foi denominado de ‘Grampolândia Pantaneira’, tendo, entre outras medidas, instaurado um IPM (Inquérito Policial Militar), inquéritos na Polícia Judiciária Civil e sindicâncias no âmbito da CGE (Controladoria Geral do Estado) para se apurar, por exemplo, adulteração no sistema de protocolo geral do Palácio Paiaguás, conforme já manifestado em outros comunicados oficiais.

03) Lembra, ainda, que remeteu ao GAECO (Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público Estadual, em outubro de 2015, a única denúncia que chegou ao conhecimento do governador sobre as supostas interceptações telefônicas ilegais. E que tal denúncia foi arquivada no mesmo mês e ano pelo GAECO.

04) Em relação aos dois secretários presos nesta quarta-feira, o governador Pedro Taques anuncia o afastamento do Coronel PM Airton Siqueira Junior da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, com a designação do delegado de polícia Fausto de Freitas, do Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção (GTCC), para responder pela SEJUDH, cumulativamente, até que todos os fatos relacionados aos dois ex-secretários sejam devidamente esclarecidos.

05) O Governo de Mato Grosso conclama os demais poderes e a sociedade civil organizada a se unirem neste momento de dificuldades institucionais, por entender que o Estado e suas instituições são maiores que os indivíduos e suas circunstâncias, e devem se manter fortes, estáveis e coesos para liderar a sociedade na superação de seus desafios, sejam eles quais forem.

Cuiabá-MT, 27 de setembro de 2017.

Gazeta Digital



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Região

Poxoréu rejeita perda de distrito e cita investimentos de R$ 6 milhões


Prefeitura contesta mudança territorial e afirma investir milhões por ano em Nova Poxoréu.

Prefeitura de PoxoréuPoxoréu rejeita perda de distrito e cita investimentos de R$ 6 milhões

Poxoréu rejeita perda de distrito e cita investimentos de R$ 6 milhões

 

A Prefeitura de Poxoréu, a cerca de 259 km de Cuiabá, se posicionou nesta sexta-feira (14.08) contra o desmembramento do Distrito de Nova Poxoréu e sua incorporação a Primavera do Leste. A manifestação ocorre após o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) aprovar um plebiscito para que os eleitores decidam, em 25 de outubro, a qual município a região deverá pertencer. Segundo a gestão, mais de R$ 6 milhões são investidos todos os anos em serviços públicos no distrito.

 

 

Na prática, a consulta não prevê a criação de um novo município. Os moradores continuarão nas mesmas casas, mas poderão passar a pertencer administrativamente a Primavera do Leste, a cerca de 238 km de Cuiabá, caso a mudança seja aprovada.

 

Poxoréu afirma que a proposta não representa a realidade da região e desconsidera a presença histórica e administrativa do município em Nova Poxoréu.

 

Entre os pontos questionados estão os dados populacionais usados nos estudos que embasam a mudança. Conforme a Prefeitura, o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta 5.516 habitantes no distrito, número diferente daquele considerado no estudo de viabilidade.

 

 

A gestão também rebate a alegação de falta ou insuficiência de serviços públicos na região. De acordo com os dados apresentados, cerca de R$ 2,9 milhões são aplicados anualmente em obras e infraestrutura, com equipe e maquinário exclusivos para atender Nova Poxoréu.

 

Na educação, os gastos passam de R$ 1,2 milhão por ano e incluem manutenção da escola municipal, transporte e alimentação escolar. A saúde recebe aproximadamente R$ 1,05 milhão para funcionamento do posto, contratação de profissionais, compra de insumos, realização de exames e transporte de pacientes.

 

Outros R$ 826 mil são destinados anualmente à assistência social, enquanto cerca de R$ 108 mil são usados para manter a Subprefeitura. Somados, esses valores chegam a aproximadamente R$ 6,08 milhões por ano.

 

Além dos serviços já mantidos no distrito, o município afirma atuar na regularização fundiária de cerca de 700 títulos. Mais de 200, segundo a Prefeitura, já foram entregues aos moradores.

 

 

Desde 2023, Poxoréu também busca junto ao Governo do Estado a pavimentação de 5,6 quilômetros do principal trecho de Nova Poxoréu. Conforme a gestão, o projeto já foi aprovado e está em tramitação para licitação.

 

Outro projeto em andamento prevê a construção de uma nova escola estadual. O município informou que doou o terreno e encaminhou a documentação necessária ao Governo do Estado. Também está prevista a construção de seis novas salas anexas à Escola Municipal Leila Aparecida.

 

 

Para a administração municipal, a eventual transferência do distrito poderá provocar impactos territoriais, administrativos e financeiros. Ainda não há, porém, uma estimativa de quanto Poxoréu poderia perder em arrecadação ou transferências de recursos caso Nova Poxoréu passe a integrar Primavera do Leste.

 

Os cálculos, segundo a Prefeitura, ainda estão sendo avaliados. A gestão afirmou ainda que pretende adotar as medidas cabíveis, dentro da legislação, para defender a permanência do distrito em seu território.

 

 

No plebiscito, os eleitores responderão se são favoráveis ao desmembramento de Nova Poxoréu e à incorporação da área por Primavera do Leste.

 

A pergunta que aparecerá na urna será:

 

“Você é favorável ao desmembramento do Distrito de Nova Poxoréu do Município de Poxoréu e à sua incorporação ao Município de Primavera do Leste?”

 

O eleitor poderá votar SIM ou NÃO. Será considerada vencedora a opção que tiver a maioria dos votos válidos, sem contar brancos e nulos.

 

 

A votação ocorrerá em 25 de outubro, junto ao segundo turno das Eleições Gerais de 2026.

 

Outro plebiscito

 

O TRE-MT também autorizou uma segunda consulta envolvendo Colniza, a cerca de 1.022 km de Cuiabá, e Cotriguaçu, aproximadamente 941 km distante da Capital.

 

Nesse caso, os eleitores decidirão se as chamadas “Ilhas de Ocupação” do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, atualmente pertencentes a Colniza, devem passar a integrar Cotriguaçu.

 

 

As duas consultas foram convocadas por decretos legislativos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e serão realizadas nas mesmas urnas utilizadas no segundo turno.

 

O também solicitou posicionamento à Prefeitura de Primavera do Leste sobre a possível incorporação de Nova Poxoréu e os impactos da mudança, mas até a publicação desta matéria não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

Fonte VG


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