Primavera do Leste / MT - Domingo, 01 de Novembro de 2026

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Governo de Mato Grosso e Rumo avançam na construção da Primeira Ferrovia Estadual com expansão prevista até Cuiabá



Projeto, que conecta Rondonópolis a Cuiabá e a Nova Mutum, deve transformar a logística do estado e prevê operação total até 2030.

O Mato Grosso dá passos decisivos na construção da sua Primeira Ferrovia Estadual, uma iniciativa que promete revolucionar a infraestrutura logística do estado. Lançado em 2021, o projeto resulta de uma parceria estratégica entre o Governo do Estado e a empresa Rumo, com previsão de conectar os principais polos econômicos da região até 2030. Este projeto emblemático, que já se encontra em andamento, abrange a construção de 743 quilômetros de trilhos, divididos em dois ramais: um ligando Rondonópolis a Cuiabá e o outro, conectando Rondonópolis a Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.

 

A ferrovia não apenas facilitará o escoamento da produção agrícola e industrial, mas também integrará Mato Grosso à malha ferroviária nacional, oferecendo uma rota direta para o Porto de Santos, fundamental para as exportações brasileiras. Com a expansão das exportações e a redução dos custos logísticos, espera-se que a ferrovia desempenhe um papel crucial no crescimento econômico do estado, que é um dos principais produtores de grãos e proteínas do país.

 

O projeto da ferrovia estadual tem suas raízes em uma estratégia de longo prazo do Governo de Mato Grosso para suprir a crescente demanda por infraestrutura logística eficiente. Em 2020, a Assembleia Legislativa aprovou uma lei pioneira que autorizou a participação da iniciativa privada na exploração de ferrovias dentro do estado, um movimento que se alinha com as políticas federais de concessões e privatizações.

 

A Rumo, maior operadora ferroviária do Brasil, apresentou a proposta mais robusta, garantindo a assinatura do contrato de adesão em 2021. Esse contrato permitiu à empresa não apenas construir, mas também operar a ferrovia, assegurando a manutenção e a qualidade do serviço por décadas. A aprovação do projeto e a habilitação da Rumo como operadora responsável marcam um ponto de virada na história da infraestrutura de Mato Grosso.

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Desde o início das obras em 2022, o projeto já demonstrou avanços substanciais. Foram concluídos sete viadutos no trecho entre Rondonópolis e Juscimeira, com extensões variando de 23 a 181 metros. Além disso, cerca de três quilômetros de trilhos foram finalizados em Rondonópolis, e mais cinco quilômetros estão em fase avançada de construção. Esses trabalhos fazem parte de um pacote de 19 viadutos e passagens inferiores e superiores, denominadas Obras de Arte Especiais (OAE), que são cruciais para a primeira etapa do projeto, abrangendo os 200 quilômetros iniciais da ferrovia.

 

O investimento estimado para essa fase do projeto varia entre R$ 4,0 bilhões e R$ 4,5 bilhões. Esse valor reflete não apenas a construção da infraestrutura física, mas também os custos associados à mitigação de impactos ambientais e à adequação de áreas urbanas atravessadas pela ferrovia. O Governo de Mato Grosso, por meio da Sinfra-MT, tem monitorado de perto o progresso das obras, em parceria com a Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager), que atua na fiscalização do contrato.

 

A Ferrovia Estadual de Mato Grosso é vista como uma alavanca para o desenvolvimento econômico sustentável da região. A expectativa é que a ferrovia reduza significativamente o custo do transporte de grãos, proteínas e outros produtos agrícolas, que atualmente dependem fortemente do transporte rodoviário. Com a nova infraestrutura ferroviária, o estado poderá aumentar sua competitividade no mercado internacional, ao mesmo tempo em que diminui os impactos ambientais relacionados ao transporte.

 

Além dos benefícios diretos para o setor agroindustrial, a ferrovia deverá estimular novos investimentos ao longo dos seus corredores logísticos. Cidades como Cuiabá, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, que já são centros de grande relevância econômica, podem se tornar ainda mais atrativas para indústrias, centros de distribuição e serviços. Esse dinamismo econômico deverá criar milhares de novos empregos, tanto durante a fase de construção quanto na operação da ferrovia, fortalecendo a economia regional e elevando o padrão de vida da população.

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política

Matupá inicia criação do primeiro Plano Diretor da história

Município convoca representantes da sociedade civil para definir diretrizes de expansão urbana e econômica pelas próximas duas décadas.


A administração municipal de Matupá deu um passo decisivo para organizar o futuro da cidade ao iniciar a formação do Conselho Municipal de Planejamento. O objetivo central é estruturar o primeiro Plano Diretor do município, um instrumento estratégico que servirá como guia para o desenvolvimento econômico, social e urbano pelos próximos 20 anos.

Estrutura do Conselho Municipal

Para viabilizar o projeto, foi publicado um edital de chamamento público destinado a selecionar oito organizações da sociedade civil. O colegiado será formado por 16 membros, divididos equitativamente entre o poder público e entidades civis, garantindo que cada segmento conte com um representante titular e um suplente.

O prefeito Bruno Mena destacou que a iniciativa é fundamental para o município, que nunca contou com esse tipo de planejamento. “Pensando no crescimento da nossa cidade, é um marco histórico. Não existe Plano Diretor no município e a gente está instituindo isso”, declarou.

Representatividade e planejamento estratégico

O conselho será composto por uma ampla gama de setores, incluindo o empresariado, produtores rurais, agricultura familiar, povos indígenas, associações de moradores, instituições de ensino e movimentos sociais. A intenção é que a diversidade de vozes permita um diagnóstico preciso das demandas locais.

Segundo o prefeito, o plano é essencial para a organização do território. “Com o Plano Diretor a gente vai conseguir direcionar os planos da cidade, futuro, para investimento, crescimento populacional ordenado, crescimento industrial ordenado, os novos loteamentos, as áreas de futuros investimentos, de ampliação urbana”, explicou o prefeito, ao destacar a importância da participação da população na construção do documento.

Cronograma de execução

O projeto, desenvolvido com o suporte técnico do Sebrae, já superou a fase de preparação e governança, entrando agora no diagnóstico técnico. O cronograma estabelecido pela prefeitura prevê:

  • Dezembro de 2026: Semana de participação pública com audiências e oficinas comunitárias.
  • Primeiro trimestre de 2027: Elaboração das diretrizes e propostas.
  • Segundo trimestre de 2027: Redação da minuta do projeto de lei e realização da Conferência da Cidade.

Com essas etapas, a prefeitura busca consolidar uma política de desenvolvimento participativa, capaz de orientar investimentos e garantir que a expansão de Matupá ocorra de forma ordenada e sustentável nas próximas décadas.


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política

Cuiabá e São Bernardo se enfrentam na Arena Pantanal pela Série B

Dourado busca reabilitação após três derrotas enquanto visitantes chegam motivados por vitória contra o líder da competição.


O Cuiabá mede forças com o São Bernardo-SP neste domingo, às 17h30, em um confronto direto válido pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro Série B. A partida, que será realizada na Arena Pantanal, coloca frente a frente o 13º colocado, que soma 47 pontos, e o 11º lugar, que chega à capital mato-grossense com 49 pontos.

Preparação final do Dourado

O elenco comandado pela comissão técnica encerrou a preparação para o desafio na tarde de sábado. A última atividade antes do jogo aconteceu no CT Manoel Dresch, dando sequência ao cronograma de treinos que teve início após a reapresentação do grupo na última sexta-feira.

Momentos opostos na competição

A situação das equipes na tabela reflete fases distintas no campeonato. O Cuiabá atravessa um momento delicado, vindo de três derrotas consecutivas, todas para adversários que figuram na zona de rebaixamento, o que resultou em uma perda significativa de força na disputa pelo acesso.

Por outro lado, o São Bernardo vive uma fase de otimismo. A equipe paulista chega para o duelo embalada pelo triunfo por 3 a 2 sobre o então líder Vila Nova, resultado conquistado em seus domínios na rodada anterior.

Cenário da reta final

Com a proximidade da reta final da Série B, cada ponto conquistado se torna fundamental para as pretensões de ambas as equipes. O confronto na Arena Pantanal é visto como um divisor de águas para o Cuiabá, que precisa interromper a sequência negativa para subir na classificação, enquanto o São Bernardo busca consolidar sua posição na parte intermediária superior da tabela.


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Brasil

Vales-alimentação e refeição mudam em novembro: entenda o que altera

Nova regra de interoperabilidade permite o uso de diferentes bandeiras em qualquer maquininha habilitada para o benefício.


A partir do dia 7 de novembro, o sistema de utilização dos cartões de vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA) passará por uma transformação significativa no Brasil. A principal mudança é a implementação da interoperabilidade, que permitirá que cartões de diferentes operadoras sejam aceitos em qualquer maquininha que esteja devidamente habilitada para processar esse tipo de transação, eliminando a necessidade de contratos exclusivos para cada bandeira.

O funcionamento da interoperabilidade

Essa medida, que integra o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), visa facilitar a rotina do trabalhador ao ampliar a rede de aceitação em restaurantes e supermercados. Marcas como Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash e Swile estão incluídas nas novas normas. Vale ressaltar que a mudança não obriga os estabelecimentos a aceitarem os vales, mas determina que, caso o comércio esteja habilitado para a modalidade, ele deverá processar as bandeiras integradas ao sistema.

Impactos financeiros e operacionais

Além da flexibilidade de uso, o governo estabeleceu novas diretrizes para o setor visando aumentar a concorrência. Entre as regras impostas, destacam-se:

  • Taxa máxima de 3,6% sobre as transações;
  • Tarifa de intercâmbio limitada a 2%;
  • Prazo máximo de 15 dias corridos para o repasse dos valores aos estabelecimentos.

Anteriormente, os comerciantes enfrentavam taxas elevadas e prazos de pagamento que, em muitos casos, superavam os 30 dias. É importante destacar que os valores dos benefícios pagos pelas empresas não sofrerão alterações automáticas, mantendo-se a exclusividade para a compra de alimentos e refeições prontas.

Desafios e críticas do setor

Apesar do cronograma, a implementação enfrenta obstáculos técnicos. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) aponta que os sistemas das operadoras e das empresas de pagamento ainda não estão totalmente integrados. Segundo a associação, um dos problemas envolve o canal específico utilizado para processar transações com vales, que ainda não estaria funcionando plenamente.

Além disso, a Abrasel aponta que a falta de integração pode dificultar a identificação das modalidades de benefício utilizadas pelos consumidores e o controle financeiro dos estabelecimentos.

A entidade afirma que parte das empresas teria migrado operações para o auxílio-alimentação após a regulamentação, modalidade que não está sujeita aos mesmos limites de taxas e prazos previstos para o PAT.

Fiscalização e penalidades

O descumprimento das normas do PAT pode acarretar diversas sanções, incluindo multas, autuações, o descredenciamento do programa e a cobrança de benefícios fiscais anteriormente utilizados. Enquanto o governo busca a modernização do setor, operadoras contestam judicialmente pontos do decreto, argumentando sobre a complexidade da imposição de mudanças estruturais dessa magnitude. Para o trabalhador, a efetiva disponibilidade da nova rede de aceitação dependerá da conclusão total da integração técnica entre as empresas envolvidas.


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Opinião - política

AMM, TCE e prefeituras: relação entre Leonardo Bortolin e Sérgio Ricardo entra no radar após operação da PF


Parceria institucional, agendas conjuntas, encontros com prefeitos e articulação de compras públicas levantam questionamentos sobre a interlocução entre a Associação Mato-grossense dos Municípios e o Tribunal de Contas de Mato Grosso.

Foto internet.

 

A prisão do presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, durante a Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal em 29 de outubro de 2026, trouxe novos questionamentos sobre as relações institucionais mantidas pelo Tribunal com lideranças políticas e administrações municipais do estado.

Entre os nomes que aparecem nesse histórico está o de Leonardo Tadeu Bortolin, conhecido como Léo Bortolin, ex-prefeito de Primavera do Leste, ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e atualmente deputado estadual eleito.

Durante sua passagem pela presidência da AMM, Bortolin manteve uma relação institucional próxima com Sérgio Ricardo. A aproximação está registrada em publicações oficiais das próprias instituições, com reuniões, eventos e projetos desenvolvidos conjuntamente.

A reportagem busca compreender como funcionava essa articulação, quem fazia a interlocução entre o Tribunal e as prefeituras e quais resultados concretos foram produzidos pelas parcerias.

A aproximação começou em janeiro de 2024

Em 9 de janeiro de 2024, Sérgio Ricardo esteve na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios, onde foi recebido pelo então presidente Leonardo Bortolin.

Na ocasião, os dois defenderam o fortalecimento da parceria entre AMM e TCE-MT, com propostas de orientação técnica, capacitação de servidores e elaboração de projetos voltados aos 142 municípios mato-grossenses.

O próprio Tribunal de Contas destacou a importância da aproximação com a associação para atuar conjuntamente no desenvolvimento estadual.

A reunião marcou o início de uma série de agendas institucionais entre as duas entidades.

Eventos, encontros e presença nos municípios

Em fevereiro de 2025, AMM e TCE-MT promoveram conjuntamente o Encontro Mato-Grossense de Municípios, em Cuiabá.

O evento reuniu prefeitos, vereadores, secretários, gestores públicos e representantes políticos. Segundo publicação assinada por Leonardo Bortolin na página oficial da AMM, mais de 2.300 pessoas passaram pelo encontro nos dois dias de programação.

Na publicação, Bortolin agradeceu expressamente a parceria com o presidente do Tribunal, Sérgio Ricardo.

Outro ponto que merece atenção é a atuação da AMM Itinerante. Em 2025, o programa percorreu quatro regiões de Mato Grosso e atendeu 55 municípios, aproximando a associação das administrações locais.

A reportagem pretende levantar quais dessas agendas tiveram participação direta ou indireta do Tribunal de Contas e identificar os representantes que conduziram essas articulações.

O consórcio de compras públicas e a participação de 67 municípios

Um dos pontos que merece aprofundamento é a criação do Consórcio Interfederativo de Compras Públicas de Mato Grosso (CINCOP-MT).

A iniciativa surgiu de uma articulação institucional envolvendo a AMM e o Tribunal de Contas, com participação de outros órgãos públicos.

A proposta foi desenvolver um modelo de compras compartilhadas para as prefeituras, permitindo a realização de processos licitatórios conjuntos.

Informações institucionais do próprio consórcio apontam que a entidade chegou a reunir 67 municípios. A equipe jurídica da AMM participou da estruturação do consórcio, incluindo a elaboração do protocolo de intenções e do estatuto.

O assunto merece atenção porque envolve compras públicas, licitações, fornecedores e utilização de atas de registro de preços por administrações municipais.

A reportagem pretende levantar:

– Quais municípios aderiram ao consórcio?
– Quais atas de registro de preços foram utilizadas?
– Quais empresas participaram e venceram os processos?
– Quais valores foram contratados e efetivamente pagos?
– Houve concentração de fornecedores?
– Como ocorreu a participação institucional da AMM e do TCE-MT?

É importante destacar que a existência do consórcio e das parcerias institucionais não representa, por si só, qualquer irregularidade.

O objetivo é verificar documentalmente como essas relações funcionaram e se todos os procedimentos seguiram as exigências legais.

A articulação municipal e o resultado eleitoral

A trajetória de Leonardo Bortolin também foi marcada por uma forte presença no cenário municipalista.

Durante sua gestão, a AMM informou ter ampliado sua atuação junto às prefeituras e alcançado a adesão dos municípios mato-grossenses à entidade.

Em 2026, Bortolin foi eleito deputado estadual com 51.040 votos, tendo recebido votação em 140 dos 142 municípios de Mato Grosso.

Primavera do Leste concentrou 21.948 votos, enquanto Paranatinga registrou 3.564 votos.

Esses números demonstram a abrangência territorial de sua votação, mas não significam que todos esses municípios tenham participado de articulações institucionais ou políticas com a AMM e o TCE-MT.

A reportagem busca identificar como se construiu essa presença municipalista e quais lideranças participaram das articulações durante sua gestão.

Operação Tomada de Contas: o que está sendo investigado?

A Polícia Federal deflagrou a Operação Tomada de Contas em 29 de outubro de 2026, com o objetivo de investigar possíveis irregularidades na gestão de contratos administrativos e na realização de pagamentos a servidores do Tribunal de Contas.

Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, além de medidas de afastamento de sigilos e sequestro de bens, autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura indícios de utilização da suspensão de contratos administrativos como mecanismo de pressão sobre fornecedores, tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos, divergências em pagamentos a empresas e movimentações financeiras atípicas.

Os fatos podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A operação colocou sob atenção pública a estrutura administrativa do Tribunal e as relações mantidas por seus integrantes.

Até o momento, a comunicação oficial da Polícia Federal consultada pela reportagem não aponta Leonardo Bortolin como investigado na operação.

Quem fazia a interlocução entre o Tribunal e as prefeituras?

Diante da relação institucional documentada entre Leonardo Bortolin e Sérgio Ricardo, algumas perguntas precisam ser esclarecidas.

Quem conduzia a interlocução entre o Tribunal de Contas e as prefeituras durante a gestão de Bortolin na AMM?

Quais lideranças acompanhavam Sérgio Ricardo nas agendas realizadas nos municípios?

Quais projetos foram desenvolvidos conjuntamente e quais resultados financeiros e administrativos produziram?

Existiram articulações específicas envolvendo atas de registro de preços, fornecedores e contratos municipais?

Há registros de reuniões, documentos ou comunicações que possam esclarecer como essas parcerias eram conduzidas?

São questões de interesse público que merecem respostas, especialmente diante da investigação em andamento.

Reportagem acompanhará novos desdobramentos da Polícia Federal

A investigação jornalística não se encerra com esta publicação.

A reportagem acompanhará os próximos passos da Operação Tomada de Contas e buscará novas informações sobre eventuais nomes de agentes públicos, lideranças políticas, empresários e representantes de administrações municipais que possam aparecer em documentos, decisões judiciais ou manifestações oficiais relacionadas à operação.

Também serão levantados contratos, atas de registro de preços, processos licitatórios, agendas institucionais e possíveis relações administrativas entre os envolvidos.

Caso novos nomes sejam mencionados oficialmente no decorrer das investigações, a reportagem buscará esclarecer a participação de cada pessoa citada, sem antecipar conclusões ou atribuir responsabilidades antes da apresentação de elementos concretos.

Espaço aberto para manifestação

A reportagem deixa aberto o espaço para manifestação do deputado estadual eleito Leonardo Bortolin, do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, da AMM e de todas as pessoas e instituições mencionadas.

Leonardo Bortolin será questionado sobre sua relação institucional com Sérgio Ricardo, as agendas conjuntas, a articulação com prefeitos e sua participação nos projetos desenvolvidos durante sua gestão na AMM.

É importante ressaltar que a proximidade institucional, a participação em reuniões e a construção de parcerias entre órgãos públicos não representam, isoladamente, prova de envolvimento em práticas criminosas.

Não há, nesta reportagem, afirmação de que Leonardo Bortolin tenha participado dos fatos investigados pela Polícia Federal.

O compromisso é acompanhar os acontecimentos, buscar documentos, ouvir os envolvidos e levar informações verificadas à população.

Quando relações institucionais envolvem órgãos de controle, prefeituras e recursos públicos, a transparência precisa estar acima de qualquer interesse político. A população tem o direito de saber como essas relações foram construídas e quais resultados produziram.

A investigação jornalística continua. Novas informações poderão ser publicadas conforme os desdobramentos oficiais da operação.

Fontes para conferência e documentação

Polícia Federal — comunicado oficial da Operação Tomada de Contas⁠.

TCE-MT/AMM — reunião de Sérgio Ricardo com Leonardo Bortolin em janeiro de 2024⁠.

AMM — Encontro Mato-Grossense de Municípios de 2025⁠.

CINCOP — informações sobre os 67 municípios integrantes⁠.

AMM — manifestação sobre a reeleição de Sérgio Ricardo⁠.

Congresso em Foco — resultado eleitoral de Leonardo Bortolin em 2026⁠.

 


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