Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 15 de Junho de 2026

HOME / NOTÍCIAS

política

Governo de Mato Grosso e Rumo avançam na construção da Primeira Ferrovia Estadual com expansão prevista até Cuiabá



Projeto, que conecta Rondonópolis a Cuiabá e a Nova Mutum, deve transformar a logística do estado e prevê operação total até 2030.

O Mato Grosso dá passos decisivos na construção da sua Primeira Ferrovia Estadual, uma iniciativa que promete revolucionar a infraestrutura logística do estado. Lançado em 2021, o projeto resulta de uma parceria estratégica entre o Governo do Estado e a empresa Rumo, com previsão de conectar os principais polos econômicos da região até 2030. Este projeto emblemático, que já se encontra em andamento, abrange a construção de 743 quilômetros de trilhos, divididos em dois ramais: um ligando Rondonópolis a Cuiabá e o outro, conectando Rondonópolis a Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.

 

A ferrovia não apenas facilitará o escoamento da produção agrícola e industrial, mas também integrará Mato Grosso à malha ferroviária nacional, oferecendo uma rota direta para o Porto de Santos, fundamental para as exportações brasileiras. Com a expansão das exportações e a redução dos custos logísticos, espera-se que a ferrovia desempenhe um papel crucial no crescimento econômico do estado, que é um dos principais produtores de grãos e proteínas do país.

 

O projeto da ferrovia estadual tem suas raízes em uma estratégia de longo prazo do Governo de Mato Grosso para suprir a crescente demanda por infraestrutura logística eficiente. Em 2020, a Assembleia Legislativa aprovou uma lei pioneira que autorizou a participação da iniciativa privada na exploração de ferrovias dentro do estado, um movimento que se alinha com as políticas federais de concessões e privatizações.

 

A Rumo, maior operadora ferroviária do Brasil, apresentou a proposta mais robusta, garantindo a assinatura do contrato de adesão em 2021. Esse contrato permitiu à empresa não apenas construir, mas também operar a ferrovia, assegurando a manutenção e a qualidade do serviço por décadas. A aprovação do projeto e a habilitação da Rumo como operadora responsável marcam um ponto de virada na história da infraestrutura de Mato Grosso.

Leia Também:  Casos de Covid Voltaram a Aumentar em Lucas do Rio Verde, Alerta Coordenadora de Vigilância em Saúde

 

Desde o início das obras em 2022, o projeto já demonstrou avanços substanciais. Foram concluídos sete viadutos no trecho entre Rondonópolis e Juscimeira, com extensões variando de 23 a 181 metros. Além disso, cerca de três quilômetros de trilhos foram finalizados em Rondonópolis, e mais cinco quilômetros estão em fase avançada de construção. Esses trabalhos fazem parte de um pacote de 19 viadutos e passagens inferiores e superiores, denominadas Obras de Arte Especiais (OAE), que são cruciais para a primeira etapa do projeto, abrangendo os 200 quilômetros iniciais da ferrovia.

 

O investimento estimado para essa fase do projeto varia entre R$ 4,0 bilhões e R$ 4,5 bilhões. Esse valor reflete não apenas a construção da infraestrutura física, mas também os custos associados à mitigação de impactos ambientais e à adequação de áreas urbanas atravessadas pela ferrovia. O Governo de Mato Grosso, por meio da Sinfra-MT, tem monitorado de perto o progresso das obras, em parceria com a Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager), que atua na fiscalização do contrato.

 

A Ferrovia Estadual de Mato Grosso é vista como uma alavanca para o desenvolvimento econômico sustentável da região. A expectativa é que a ferrovia reduza significativamente o custo do transporte de grãos, proteínas e outros produtos agrícolas, que atualmente dependem fortemente do transporte rodoviário. Com a nova infraestrutura ferroviária, o estado poderá aumentar sua competitividade no mercado internacional, ao mesmo tempo em que diminui os impactos ambientais relacionados ao transporte.

 

Além dos benefícios diretos para o setor agroindustrial, a ferrovia deverá estimular novos investimentos ao longo dos seus corredores logísticos. Cidades como Cuiabá, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, que já são centros de grande relevância econômica, podem se tornar ainda mais atrativas para indústrias, centros de distribuição e serviços. Esse dinamismo econômico deverá criar milhares de novos empregos, tanto durante a fase de construção quanto na operação da ferrovia, fortalecendo a economia regional e elevando o padrão de vida da população.

Momento MT



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

Sem categoria

CAT recebe mostra de artesanato produzido com fibra da bananeira e valoriza talentos locais


Exposição realizada pelo IFMT apresentou trabalhos desenvolvidos por artesãs participantes do projeto “Parcerias de Fibra” e destacou o uso sustentável de recursos naturais

O Centro de Atendimento ao Turista (CAT), localizado na Lagoa Municipal Vô Pedro Viana, recebeu na última sexta-feira (13) a Mostra de Trabalhos Manuais com Fibra da Bananeira, iniciativa promovida pelo Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) – Campus Primavera do Leste, por meio do projeto de extensão “Parcerias de Fibra”. A ação contou com o apoio da Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico.

A exposição marcou o encerramento das atividades do projeto e reuniu artesãs participantes, parceiros e a comunidade para apresentar peças produzidas a partir da fibra da bananeira, matéria-prima sustentável transformada em artigos decorativos e utilitários. A proposta teve como objetivo valorizar a produção artesanal, incentivar a geração de renda e fortalecer a cultura local.

Durante a mostra, os visitantes puderam conhecer de perto o processo de extração da fibra e as técnicas utilizadas na confecção das peças, além de prestigiar uma exposição fotográfica retratando oficinas realizadas no Território Indígena de Luciara, ampliando o caráter cultural e educativo da iniciativa.

A coordenadora do projeto, psicóloga Aliciane Ferreira e Almeida de Andrade, destacou que a mostra representa a conclusão de um importante trabalho de capacitação e troca de conhecimentos desenvolvido ao longo dos últimos meses.

A programação também contou com a participação do Núcleo de Arte e Cultura (NAC) do IFMT, que apresentou uma mostra sobre a cultura dos povos indígenas de Mato Grosso, contribuindo para a valorização da diversidade cultural e dos saberes tradicionais.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Fábio Parente, apoiar iniciativas como essa fortalece a economia criativa e amplia as oportunidades de geração de renda no município.

“A valorização do artesanato local e das práticas sustentáveis é fundamental para o desenvolvimento econômico e social. O CAT é um espaço que também deve servir para promover a cultura, o talento e a identidade de Primavera do Leste”, destacou.

A mostra reuniu ainda parceiros do projeto, familiares das artesãs e membros da comunidade, encerrando as atividades com a entrega de certificados às participantes e um momento de confraternização entre os envolvidos.

O secretário municipal de Cultura, Lazer e Juventude, Leopoldino André, ressaltou a importância de iniciativas que unem cultura, sustentabilidade e inclusão social.

“Esta exposição demonstra como o artesanato pode transformar vidas, preservar conhecimentos tradicionais e ainda contribuir para a geração de renda. É uma satisfação ver o CAT sendo utilizado para valorizar o talento das nossas artesãs e aproximar a comunidade de projetos que fortalecem a cultura e a sustentabilidade em Primavera do Leste”, destacou.

A realização do evento reforça a importância das parcerias entre instituições de ensino, poder público e comunidade na promoção de ações voltadas à sustentabilidade, à inclusão social e à valorização da cultura regional.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação

Autor: Raiza Nascimento


Antenado News