Primavera do Leste / MT - Sábado, 01 de Agosto de 2026

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INVESTIGAÇÃO ILEGAL – Polícia Civil acessou dados de celulares de jornalistas de Mato Grosso, diz delegada



Delegada arquivou inquérito após STF declarar ilegal a investigação contra profissionais da imprensa

A Inteligência da Polícia Civil de Mato Grosso teve acesso aos dados dos celulares dos jornalistas Enock Cavalcanti e Alexandre Aprá, que publicaram denúncias contra o governo Mauro Mendes (União). Esse acesso ocorreu após a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) abrir inquérito contra os profissionais da imprensa a mando do governador.

Em documento obtido pelo site Conexão MT e confirmado pela reportagem do site VGN, a delegada Juliana Chiquito Palhares determinou o arquivamento do inquérito, após o Supremo Tribunal Federal (STF) anular as decisões que determinaram o cumprimento de mandado de busca e apreensão contra os dois jornalistas, classificando-as como inconstitucionais e arbitrárias.

No despacho datado de 16 de abril, a delegada admite que os aparelhos foram vasculhados pela Diretoria de Inteligência e que os dados foram extraídos. Segundo Palhares, o material não teria sido “analisado” pela DRCI, ficando nas mãos da Inteligência da PJC.

VGN



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Botelho chama derrota de Jayme de ‘sacanagem’ e diz que política ‘perde muito’ sem senador


Ex-integrante do União Brasil, o deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) lamentou a derrota do senador Jayme Campos na convenção do partido e afirmou que a saída do parlamentar da disputa pelo Palácio Paiaguás representa uma perda para a política de Mato Grosso. Para Botelho, o resultado foi um “desrespeito” à trajetória construída por Jayme ao longo de décadas.

 

“Com muita tristeza. Jayme não merecia isso. Foi senador municipalista, sempre atendeu os políticos. Não digo uma traição, mas acho que foi, de certa forma, uma sacanagem, um desrespeito com toda a história que ele desenvolveu e era reconhecido”, afirmou ao site GD.

 

Botelho também destacou a relação histórica entre Jayme e o governador Mauro Mendes, presidente estadual do União Brasil. Segundo ele, o senador teve papel importante na construção política de Mauro, especialmente na aproximação do então empresário com lideranças do interior de Mato Grosso.

 

“Ele deu muito auxílio para Mauro. Quem levou Mauro ao interior, apresentou e abriu portas do partido foi Jayme”, declarou.

 

Na avaliação do deputado, a política mato-grossense perde com o afastamento de Jayme da disputa pelo Palácio Paiaguás. Botelho classificou o senador como um político de forte articulação e capacidade de diálogo com diferentes grupos. “A política em si perde muito sem o Jayme. É um cara muito político. Atende todos”, disse.

 

Jayme Campos foi derrotado na convenção do União Brasil, realizada na quinta-feira (30), e viu a maioria dos convencionais optar pelo apoio à candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso. A proposta de aliança com Pivetta venceu a candidatura própria defendida por Jayme em uma votação secreta que mobilizou as principais lideranças da sigla.

 

Dos 51 convencionais aptos a votar, 30 escolheram o apoio a Pivetta, enquanto 19 votaram pela candidatura de Jayme. Houve ainda um voto inválido e uma ausência.


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