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Lei aumenta pena de prisão para crimes cometidos ao volante



Regras mais duras para punir quem cometer crimes ao dirigir, principalmente sob efeito de álcool ou outra substância entorpecente. É o que estabelece a Lei 13.546/2017, sancionada na terça-feira (19) e publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (20). Foi vetada a possibilidade de substituição de pena de prisão por lesão corporal culposa e lesão causada por rachas.

A nova lei entra em vigor daqui a 120 dias. O texto tem origem no Projeto de Lei da Câmara (PLC) 144/2015, aprovado com emendas no Senado em novembro de 2016 e novamente com alterações pela Câmara no último dia 6.

O PLC, de autoria da deputada Keiko Ota (PSB-SP), altera o Código de Trânsito Brasileiro para tipificar o envolvimento de um motorista com capacidade psicomotora alterada pelo consumo de álcool ou drogas em acidente de trânsito que resulte em lesão corporal grave ou gravíssima.

Atualmente, as penas para crimes no trânsito são regidas prioritariamente pelo Código de Trânsito Brasileiro, mas também pelo Código PenalCódigo de Processo Penal e Lei  9.099/1995. A lei sancionada acrescenta ainda a regra que obriga o juiz a fixar a pena-base “dando especial atenção à culpabilidade do agente e às circunstâncias e consequências do crime”.

Para o relator da matéria no Senado, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o texto garante o agravamento e a aplicação das penas.

— São crimes culposos. Não há intenção de matar ou de provocar a lesão corporal. Acontece que quando alguém ingere bebida alcoólica, ou consome alguma droga cujo princípio ativo provoque alteração da sua percepção, está automaticamente se colocando em condição de provocar um acidente grave. O simples fato de consumir já faz presumir a existência de uma culpa. Aliás, a principal causa de acidente com vítimas é a embriaguez — disse.

Emendas

A Câmara dos Deputados aprovou uma de três emendas propostas pelo Senado e o texto foi acolhido pelo presidente Michel Temer, para aumento de pena de homicídio culposo cometido por motorista sob efeito de álcool ou drogas. De acordo com o texto primeiramente aprovado pela Câmara, em setembro de 2015, a pena atual de prisão de dois a quatro anos passaria para quatro a oito anos. A emenda proposta pelo Senado e ratificada pela Câmara estende a pena para cinco a oito anos de reclusão.

Mas outra emenda proposta pelo Senado foi rejeitada pela Câmara: a que criminalizava a conduta de quem dirigir embriagado ou sob efeito de rogas independentemente da quantidade ingerida. A emenda rejeitada estabelecia que qualquer concentração dessas substâncias no sangue do motorista iria sujeitá-lo a detenção de um a três anos, multa e suspensão ou proibição do direito de dirigir.

Essa mudança foi rejeitada pelo relator na Câmara, deputado Capitão Augusto (PR-SP). Segundo o deputado, o endurecimento da norma traria efeito contrário ao esperado: “a medida, confirme previsto na referida emenda, acaba por criar situações de enfraquecimento da ‘Lei Seca’, visto que dificultaria a fiscalização por parte de órgãos de trânsito e criaria uma sensação de impunidade maior”.

Substituição de pena

O texto enviado para sanção previa a substituição de pena de prisão por pena restritiva de direitos nos crimes de lesão corporal culposa e lesão corporal de natureza grave decorrente de participação em rachas quando a duração da pena de prisão for de até quatro anos. Essa substituição, prevista no artigo 44 do Código Penal, só seria concedida se o réu não fosse reincidente em crime doloso, e caso a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias, indicassem que a pena restritiva fosse suficiente.

Mas esse trecho do projeto foi vetado. De acordo com a razão apresentada por Temer, a norma foi retirada por dar “incongruência jurídica”, sendo que dois dos crimes elencados para receber a substituição têm pena mínima justamente de cinco anos de prisão.

Agência Senado



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Câmara de Primavera do Leste inicia obras de acessibilidade: “A Casa do Povo deve ser para todos”, afirma vereador Marco Aurélio


A Câmara Municipal de Primavera do Leste iniciou, nesta semana, obras de modernização e acessibilidade em sua estrutura física. O anúncio foi feito pelo vereador Marco Aurélio durante sessão plenária, destacando que a iniciativa tem como objetivo garantir acesso pleno e igualitário a todos os cidadãos que frequentam o Legislativo.

 

As intervenções começaram logo após a última sessão ordinária realizada no plenário principal e atendem a uma demanda antiga da comunidade, especialmente de pessoas com deficiência (PcD) ou com mobilidade reduzida, que enfrentavam dificuldades de locomoção dentro do prédio.

 

Um passo importante para a inclusão

 

Entre as principais melhorias está a instalação de um elevador destinado ao atendimento de pessoas com deficiência física, permitindo que o público acompanhe as sessões e atividades legislativas diretamente do plenário.

 

Durante o anúncio, o vereador Marco Aurélio ressaltou situações vivenciadas ao longo dos anos que evidenciaram a necessidade das adequações. “Muitas vezes vimos cidadãos precisarem permanecer em locais restritos por falta de acesso ao plenário. Isso não condiz com o papel da Câmara. Estamos trabalhando para que este espaço seja, de fato, a casa de todos, independentemente de qualquer limitação física”, afirmou.

 

Cronograma e adequações temporárias

 

Para garantir a continuidade dos trabalhos legislativos durante o período de obras, as sessões ordinárias serão realizadas temporariamente no chamado “Plenarinho”. A previsão é que as melhorias sejam concluídas até o mês de maio.

 

O projeto contempla:

• instalação de elevador para pessoas com deficiência (PcD);

• readequação das rotas de acesso e das saídas;

• modernização do plenário principal.

 

Valorização do espaço público

 

Além do impacto social, a iniciativa também busca valorizar o prédio da Câmara Municipal como espaço público de referência. Segundo Marco Aurélio, a proposta é que, após a conclusão das obras, o local possa receber uma inauguração oficial com a presença de autoridades municipais e regionais.

 

“Queremos que a Câmara seja um ambiente acolhedor, moderno e acessível, que represente a cidadania e o respeito à população de Primavera do Leste”, destacou o parlamentar.

 

Com as frentes de trabalho já em andamento, a expectativa é de que as melhorias reforcem o compromisso do Poder Legislativo com a inclusão, a transparência e o acesso democrático, garantindo que todos os cidadãos possam exercer plenamente o direito de acompanhar e participar da vida pública do município.


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