Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 03 de Junho de 2026

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Lei aumenta pena de prisão para crimes cometidos ao volante



Regras mais duras para punir quem cometer crimes ao dirigir, principalmente sob efeito de álcool ou outra substância entorpecente. É o que estabelece a Lei 13.546/2017, sancionada na terça-feira (19) e publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (20). Foi vetada a possibilidade de substituição de pena de prisão por lesão corporal culposa e lesão causada por rachas.

A nova lei entra em vigor daqui a 120 dias. O texto tem origem no Projeto de Lei da Câmara (PLC) 144/2015, aprovado com emendas no Senado em novembro de 2016 e novamente com alterações pela Câmara no último dia 6.

O PLC, de autoria da deputada Keiko Ota (PSB-SP), altera o Código de Trânsito Brasileiro para tipificar o envolvimento de um motorista com capacidade psicomotora alterada pelo consumo de álcool ou drogas em acidente de trânsito que resulte em lesão corporal grave ou gravíssima.

Atualmente, as penas para crimes no trânsito são regidas prioritariamente pelo Código de Trânsito Brasileiro, mas também pelo Código PenalCódigo de Processo Penal e Lei  9.099/1995. A lei sancionada acrescenta ainda a regra que obriga o juiz a fixar a pena-base “dando especial atenção à culpabilidade do agente e às circunstâncias e consequências do crime”.

Para o relator da matéria no Senado, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o texto garante o agravamento e a aplicação das penas.

— São crimes culposos. Não há intenção de matar ou de provocar a lesão corporal. Acontece que quando alguém ingere bebida alcoólica, ou consome alguma droga cujo princípio ativo provoque alteração da sua percepção, está automaticamente se colocando em condição de provocar um acidente grave. O simples fato de consumir já faz presumir a existência de uma culpa. Aliás, a principal causa de acidente com vítimas é a embriaguez — disse.

Emendas

A Câmara dos Deputados aprovou uma de três emendas propostas pelo Senado e o texto foi acolhido pelo presidente Michel Temer, para aumento de pena de homicídio culposo cometido por motorista sob efeito de álcool ou drogas. De acordo com o texto primeiramente aprovado pela Câmara, em setembro de 2015, a pena atual de prisão de dois a quatro anos passaria para quatro a oito anos. A emenda proposta pelo Senado e ratificada pela Câmara estende a pena para cinco a oito anos de reclusão.

Mas outra emenda proposta pelo Senado foi rejeitada pela Câmara: a que criminalizava a conduta de quem dirigir embriagado ou sob efeito de rogas independentemente da quantidade ingerida. A emenda rejeitada estabelecia que qualquer concentração dessas substâncias no sangue do motorista iria sujeitá-lo a detenção de um a três anos, multa e suspensão ou proibição do direito de dirigir.

Essa mudança foi rejeitada pelo relator na Câmara, deputado Capitão Augusto (PR-SP). Segundo o deputado, o endurecimento da norma traria efeito contrário ao esperado: “a medida, confirme previsto na referida emenda, acaba por criar situações de enfraquecimento da ‘Lei Seca’, visto que dificultaria a fiscalização por parte de órgãos de trânsito e criaria uma sensação de impunidade maior”.

Substituição de pena

O texto enviado para sanção previa a substituição de pena de prisão por pena restritiva de direitos nos crimes de lesão corporal culposa e lesão corporal de natureza grave decorrente de participação em rachas quando a duração da pena de prisão for de até quatro anos. Essa substituição, prevista no artigo 44 do Código Penal, só seria concedida se o réu não fosse reincidente em crime doloso, e caso a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias, indicassem que a pena restritiva fosse suficiente.

Mas esse trecho do projeto foi vetado. De acordo com a razão apresentada por Temer, a norma foi retirada por dar “incongruência jurídica”, sendo que dois dos crimes elencados para receber a substituição têm pena mínima justamente de cinco anos de prisão.

Agência Senado



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Programa Vira Saúde já realizou mais de 45 mil exames e amplia acesso aos serviços de saúde em Primavera do Leste


Primeiros resultados da iniciativa foram apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde e mostram avanços na redução de filas, ampliação dos atendimentos e fortalecimento da rede pública municipal

recebido pelo município pelas iniciativas de saúde digital implantadas na atenção primária, tornando Primavera do Leste referência em inovação tecnológica aplicada à saúde pública.

 

Na área da saúde mental, foram inauguradas a sede própria do CAPS Infantil e a nova sede do Núcleo de Saúde Mental, além da ampliação dos atendimentos especializados e da implantação do Programa Florescer, voltado ao acolhimento e acompanhamento de pacientes em situação de vulnerabilidade emocional e social.

 

Mais de 45 mil exames realizados

 

Um dos principais resultados apresentados foi o avanço na realização de exames laboratoriais por meio do programa Vira Saúde. Segundo Laura Leandra, a descentralização das coletas permitiu que os exames fossem realizados diretamente nas unidades de saúde dos bairros, facilitando o acesso da população.

 

“O laboratório foi até as pessoas. Hoje o cidadão consegue realizar a coleta na unidade mais próxima de sua residência, o que aumentou a adesão aos exames e permitiu ampliar significativamente a capacidade de atendimento”, explicou.

 

De acordo com os números apresentados, o programa já contabiliza 45.368 exames laboratoriais realizados em aproximadamente 30 dias. O volume representa um crescimento expressivo em comparação à média registrada em 2024, que era de pouco mais de 4 mil exames por mês.

 

Além disso, a Secretaria informou o zeramento da fila para cirurgias de pterígio, redução significativa da fila de catarata e eliminação da demanda reprimida para exames de raio-X em diversas unidades de saúde.

 

Para a secretária Laura Leandra, os números comprovam que o Vira Saúde já produz impactos concretos na vida dos primaverenses.

 

“Os números mostram que estamos conseguindo aproximar os serviços das pessoas, ampliar os atendimentos e garantir mais acesso à saúde para a população de Primavera do Leste. Esse é apenas o começo de um trabalho que continuará avançando”, concluiu.

 

Os resultados apresentados demonstram que o programa Vira Saúde já se consolida como uma das maiores iniciativas de fortalecimento da saúde pública municipal, ampliando o acesso, reduzindo filas e levando mais qualidade no atendimento para toda a população de Primavera do Leste.


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