Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Mauro comemora “vitória maiúscula” e diz que já começou a trabalhar por MT



Democrata afirma que trabalhará para atender todos os sonhos dos matogrossenses

Em seu primeiro discurso como governador eleito de Mato Grosso, o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (DEM), exaltou o resultado das urnas dizendo que obteve uma “vitória maiúscula”. A declaração foi dada a jornalistas no início da noite deste domingo (7) no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.

“Neste momento a nossa mensagem é apenas de agradecimento. Agradecer a Deus, a todos os eleitores, todos aqueles que confiaram no nosso projeto, na nossa proposta. Quando você tem uma vitória maiúscula, como essa, você representa muitos sonhos, muita confiança, depositado em nosso nome, no meu e de Otaviano Pivetta. Vamos ter que trabalhar muito aí para tornar todos esses sonhos. Para tornar realidade nos próximos quatro anos”, disse ele.

Mauro Mendes venceu a disputa pelo Governo do Estado neste domingo com 58% dos votos. O senador Wellington Fagundes (PR) ficou em segundo lugar com 19,58%. O governador Pedro Taques (PSDB), que tentou a reeleição, deixa o Palácio Paiaguás, sede do Poder Executivo Estadual, em terceiro lugar, com 18,89%. Arthur Nogueira (Rede) atingiu 1,71% e Moisés Franz (PSOL) pontou 1,01%.

Ao lado da família, Mauro Mendes disse que já a partir de amanhã (8 de outubro) pretende fazer uma reunião com os aliados mais próximos, em Cuiabá, para traçar as estratégias do governo de transição.

“Nos dá muita responsabilidade com relação a tudo aquilo que nós teremos que fazer e trabalhar muito para Mato Grosso nos próximos quatro anos. Como eu disse no meu programa eleitoral a partir de amanhã nós começaremos a trabalhar para mudar de verdade muitas coisas que não estão bem no nosso querido Mato Grosso”.

Mauro Mendes esteve otimista desde que chegou ao Centro de Eventos do Pantanal, por volta das 18h40 deste domingo, quando em torno de 70% das urnas haviam sido apuradas. Naquela altura, mesmo que matematicamente havia chances de 2º turno, ele cravou que seria “impossível” uma alteração no resultado.

“A expectativa já está consolidada. Já temos mais de 60% das urnas apuradas. É impossível o resultado mudar com tanta coisa aprovada. Então nós estamos muito felizes, Graças a Deus já estamos começando a trabalhar”.

Folha max



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Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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