Primavera do Leste / MT - Domingo, 14 de Junho de 2026

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Mauro Mendes vai a Brasília e cobra de Sérgio Moro medidas duras contra a criminalidade



Governador eleito, Mauro Mendes (DEM) esteve em Brasília nesta quarta-feira (12) onde participou da 2ª rodada da reunião do Fórum de Governadores e cobrou do próximo ministro da Justiça, Sérgio Moro, a aplicação de medidas duras contra a criminalidade. Mendes lembrou que as estatísticas oficiais mostram que, nos últimos 15 anos, um brasileiro foi assassinado a cada 10 minutos.

 

“Em 2016, foram nada mais nada menos do que 62.517 brasileiros assassinados neste País. E é importante que se diga 62.517 e não aproximadamente 60 mil, porque cada uma dessas vidas perdidas têm muito valor para suas famílias, e essa situação envergonha todo o nosso País”, explicou o democrata.

 

O governador eleito ressaltou que a situação não é diferente em Mato Grosso. Nos últimos 10 anos, a taxa de homicídios aumentou em 31,7%. Na última década, 11.676 pessoas foram mortas no Estado.

 

“Nós temos que compreender e reconhecer que nos últimos 30 anos – e eu digo 30 anos para não ficar criticando governo A ou B, partido A ou C, porque isso é um problema da nação brasileira – a violência afugenta milhares de brasileiros nesse País.

 

Que fogem, que migram e que na essência estão a buscar um País mais seguro. Há poucos dias eu encontrei em Portugal um grande empreendedor de uma grande empresa conhecida neste País, que disse que vendeu as suas operações, grande parte delas, e mudou para Portugal porque lá teve oito assassinatos no ano, enquanto aqui tivemos, em 2016, 62.517”, relatou.

Para Mauro, o histórico de Sérgio Moro na luta contra a corrupção quando esteve na condução dos processos da Operação Lava Jato, aumenta ainda mais a responsabilidade dele em tomar medidas severas para reduzir estes números alarmantes, especialmente no que tange ao tráfico de drogas.

 

“Eu espero verdadeiramente que nós tenhamos coragem de tomar decisões estratégicas duras, mas duríssimas, para mudar essa realidade. Caso contrário, daqui a quatro anos, outra reunião como essa estará acontecendo e novos atores estarão criticando essa mesma realidade que hoje nós conhecemos. O tráfico de drogas é pai e mãe de grande parte desses problemas e desses crimes que acontecem no País e precisa de penas mais severas”, apontou.

 

O encontro também contou com a participação dos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ), Dias Toffoli e João Otávio de Noronha, respectivamente, e do ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann. (GD Com assessoria)



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Brasil

Mulher inventa ameaças contra si mesma e acaba presa


Uma reviravolta impressionante na Baixada Fluminense chocou as autoridades policiais nesta quinta-feira (11/6). Uma mulher foi presa em Nilópolis (RJ) sob a acusação de arquitetar um plano extremamente elaborado para se passar por vítima de perseguições, ameaças e outros delitos graves. No entanto, segundo a Polícia Civil, os crimes nunca aconteceram.

A prisão preventiva da suspeita, identificada como Aline da Conceição da Silva Santos, foi o resultado de uma investigação minuciosa conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Os agentes começaram a desconfiar após identificarem um padrão incomum e repetitivo em dezenas de registros de ocorrência feitos pela mesma pessoa nos últimos anos.

O Modus Operandi do Esquema Virtual

De acordo com as apurações, Aline utilizava uma estrutura sistemática para dar veracidade às suas falsas denúncias. Ela comprava e cadastrava linhas telefônicas em nome de terceiros e criava perfis fakes em aplicativos de mensagens.

A partir daí, a suspeita simulava conversas inteiras de ameaças, forjava perseguições digitais e criava cenários fictícios altamente detalhados. Munida dessas “provas” criadas por ela mesma, ela ia até as delegacias. Ao todo, a polícia identificou mais de 20 boletins de ocorrência em diferentes unidades do estado onde Aline figurava como a suposta vítima.

Advogado de Ex-Marido Foi Alvo das Falsas Denúncias

O esquema cruel não servia apenas para chamar a atenção, mas também para prejudicar pessoas reais. Uma das principais vítimas do golpe foi o advogado do ex-companheiro de Aline.

A investigada registrou diversas queixas criminais contra o profissional e chegou a usar o judiciário para solicitar medidas protetivas de urgência contra ele, atribuindo ao advogado condutas criminosas inventadas. A farsa acabou mobilizando desnecessariamente o aparelho público e colocando em risco a reputação e a liberdade de inocentes.

Prisão e Acusações Graves

Após um longo trabalho de inteligência, monitoramento e coleta de provas digitais, os policiais da DRCI conseguiram mapear o conjunto de pessoas prejudicadas pelas mentiras e localizaram Aline em Nilópolis, onde o mandado de prisão foi cumprido.

Agora, a farsa digital chegou ao fim. A suspeita foi encaminhada ao sistema prisional e responderá judicialmente por uma extensa lista de crimes, incluindo perseguição (stalking), falsa identidade, fraude processual e denunciação caluniosa.


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