Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 20 de Maio de 2026

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A Palavra

Ministro da Cultura acusa Waters de fazer “campanha disfarçada de show”



O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, voltou a criticar o músico Roger Waters por suas manifestações políticas contra Jair Bolsonaro e afirmou no Twitter, neste domingo (21), que o ex-líder do Pink Floyd recebeu R$ 90 milhões para fazer “campanha eleitoral disfarçada de show” durante sua turnê no Brasil.

“Roger Waters recebeu cerca de R$ 90 milhões para fazer campanha eleitoral disfarçada de show ao longo do 2º turno. Na Folha, chamou Bolsonaro de ‘insano’ e ‘corrupto’. Sem provas, claro. Disse aos fãs que não voltará ao Brasil caso ele ganhe. Isso sim é caixa 2 e campanha ilegal”, disparou Sá Leitão.

Diante da repercussão de suas acusações, o ministro retornou à rede social  e garantiu que sua declaração anterior não era “fake news”.

“Obrigado a você que chamou de fake news meu post sobre Roger Waters. Prova de incoerência. Por muito menos, acusou Bolsonaro de caixa 2 e campanha ilegal. Sem provas. E o que eu disse é verdade: ele recebeu R$ 90 milhões por shows/entrevistas; e está em campanha contra Bolsonaro”.

Sá Leitão já havia se manifestado contra as atitudes de Waters em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo” nesta semana. Ele contou que conversou com o empresário do cantor antes das manifestações políticas que o músico fez durante show em São Paulo e que, como fã, fica “de saco cheio” desse tipo de ação.

“Eu estive lá, conversei com o empresário dele antes. Confesso que, pensando como público, como fã, eu estou de saco cheio. A gente não consegue mais ir a um show ou ver um filme sem que haja algum tipo de manifestação política. Muitas pessoas estão com essa sensação”, afirmou.

Sá Leitão ressaltou que tem tentado manter os trabalhos da pasta sem contar com a interferência das eleições, lamentou que mais uma vez o tema ficou muitas vezes esquecido em propostas e debates e falou sobre o que espera caso Bolsonaro seja eleito. Sá Leitão citou a aproximação de Flávio Bolsonaro, eleito senador pelo Rio de Janeiro, para falar sobre a Cultura.

“Eu não tenho essa visão apocalíptica. Aos 51 anos, já vi muita coisa acontecer desde o final do regime militar. Acho que a democracia é muito sólida, temos instituições consolidadas e um bom sistema de pesos e contrapesos. Estou mais otimista, mas entendo o que você disse no que diz respeito a Jair Bolsonaro não fazer menção à cultura. As falas dele até agora foram muito poucas”, disse o ministro.

 

 

Do UOL



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política

SEM MALDADE POLITICA: Vídeo de Sérgio Machnic sobre atendimento a integrante do Trio Parada Dura gera repercussão política em Primavera do Leste


Declaração do prefeito sobre atendimento realizado durante programação do Vira Saúde provocou debates políticos e movimentou bastidores da administração municipal.

O prefeito Sérgio Machnic (PL) voltou a enfrentar desgaste político após a repercussão de um vídeo publicado nas redes sociais no último sábado, em Primavera do Leste. Desta vez, a polêmica não ocorreu por conta do atendimento realizado pela saúde municipal, mas pela forma como o episódio foi apresentado pelo chefe do Executivo.

No vídeo, Sérgio contou que um integrante da equipe do Trio Parada Dura, que passava pela cidade, estaria sofrendo com fortes dores de dente. Segundo o prefeito, o homem já havia tentado resolver o problema em Minas Gerais, mas acabou sendo atendido em Primavera do Leste com apoio da equipe de saúde do município.

Durante a gravação, o prefeito afirmou que a equipe abriu a unidade de saúde e organizou o atendimento para solucionar o problema do paciente.

A declaração gerou repercussão imediata nos bastidores políticos e nas redes sociais. Integrantes da oposição passaram a questionar a abertura da unidade de saúde no sábado e levantaram críticas à condução do caso.

Entretanto, um ponto importante acabou ficando de fora de parte das discussões.

As unidades de saúde já estavam funcionando oficialmente naquele sábado dentro da programação do Vira Saúde, programa desenvolvido pela Prefeitura de Primavera do Leste para ampliar atendimentos e realizar ações extras na rede municipal.

A própria administração municipal havia divulgado anteriormente, por meio do grupo oficial de imprensa, que os postos de saúde participantes do programa estariam abertos realizando atendimentos especiais durante o fim de semana.

Inclusive, matérias encaminhadas pela comunicação oficial da Prefeitura no sábado já informavam sobre os atendimentos extraordinários realizados nas unidades de saúde.

Com isso, a estrutura utilizada no atendimento não foi aberta de maneira improvisada, já que os serviços estavam previstos dentro da programação do Vira Saúde.

Nos bastidores políticos, inclusive entre aliados da gestão, a avaliação é de que o desgaste ocorreu principalmente pela forma espontânea como o episódio foi relatado pelo prefeito.

Ao tentar destacar a agilidade e o atendimento prestado pela equipe de saúde, a fala acabou dando margem para interpretações de que a estrutura pública teria sido mobilizada exclusivamente para atender um integrante de uma banda conhecida nacionalmente.

A situação também reacendeu discussões sobre a comunicação política da atual administração.

Aliados avaliam que Sérgio Machnic possui perfil discreto e próximo da população, mas que em alguns momentos acaba enfrentando dificuldades ao improvisar declarações públicas.

Apesar da repercussão, a Prefeitura mantém o Vira Saúde como uma das principais iniciativas da gestão municipal para fortalecer a saúde pública em Primavera do Leste.

O programa prevê mutirões, ampliação de atendimentos, realização de exames, consultas e ações voltadas à redução das filas na rede municipal de saúde.

O episódio acabou refletindo o atual ambiente político da cidade, marcado por cobranças constantes sobre a administração municipal e forte movimentação da oposição diante de situações envolvendo a gestão.

Redação


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