Primavera do Leste / MT - Domingo, 05 de Abril de 2026

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Ministro da Cultura acusa Waters de fazer “campanha disfarçada de show”



O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, voltou a criticar o músico Roger Waters por suas manifestações políticas contra Jair Bolsonaro e afirmou no Twitter, neste domingo (21), que o ex-líder do Pink Floyd recebeu R$ 90 milhões para fazer “campanha eleitoral disfarçada de show” durante sua turnê no Brasil.

“Roger Waters recebeu cerca de R$ 90 milhões para fazer campanha eleitoral disfarçada de show ao longo do 2º turno. Na Folha, chamou Bolsonaro de ‘insano’ e ‘corrupto’. Sem provas, claro. Disse aos fãs que não voltará ao Brasil caso ele ganhe. Isso sim é caixa 2 e campanha ilegal”, disparou Sá Leitão.

Diante da repercussão de suas acusações, o ministro retornou à rede social  e garantiu que sua declaração anterior não era “fake news”.

“Obrigado a você que chamou de fake news meu post sobre Roger Waters. Prova de incoerência. Por muito menos, acusou Bolsonaro de caixa 2 e campanha ilegal. Sem provas. E o que eu disse é verdade: ele recebeu R$ 90 milhões por shows/entrevistas; e está em campanha contra Bolsonaro”.

Sá Leitão já havia se manifestado contra as atitudes de Waters em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo” nesta semana. Ele contou que conversou com o empresário do cantor antes das manifestações políticas que o músico fez durante show em São Paulo e que, como fã, fica “de saco cheio” desse tipo de ação.

“Eu estive lá, conversei com o empresário dele antes. Confesso que, pensando como público, como fã, eu estou de saco cheio. A gente não consegue mais ir a um show ou ver um filme sem que haja algum tipo de manifestação política. Muitas pessoas estão com essa sensação”, afirmou.

Sá Leitão ressaltou que tem tentado manter os trabalhos da pasta sem contar com a interferência das eleições, lamentou que mais uma vez o tema ficou muitas vezes esquecido em propostas e debates e falou sobre o que espera caso Bolsonaro seja eleito. Sá Leitão citou a aproximação de Flávio Bolsonaro, eleito senador pelo Rio de Janeiro, para falar sobre a Cultura.

“Eu não tenho essa visão apocalíptica. Aos 51 anos, já vi muita coisa acontecer desde o final do regime militar. Acho que a democracia é muito sólida, temos instituições consolidadas e um bom sistema de pesos e contrapesos. Estou mais otimista, mas entendo o que você disse no que diz respeito a Jair Bolsonaro não fazer menção à cultura. As falas dele até agora foram muito poucas”, disse o ministro.

 

 

Do UOL



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A Palavra - Opinião

📰 Crônica: A cassação que parou na recepção


Em Primavera do Leste, a política resolveu inovar. Não é mais preciso enfrentar plenário, debate ou voto. Agora, certos assuntos já são resolvidos ali mesmo, na recepção.

 

O pedido de cassação contra o vereador Sargento Telles sequer chegou a “dar bom dia” no plenário. Foi barrado antes, com toda a elegância que os procedimentos técnicos permitem.

 

Segundo a versão oficial, faltou “autorização adequada” para a denúncia. Curioso. Porque, para alguns, a lei parece permitir que até o eleitor participe. Para outros, nem tanto. Vai entender, o Direito, às vezes, é quase uma obra de arte contemporânea: cada um enxerga o que quer.

 

Enquanto isso, o conteúdo da denúncia ficou intacto. Intocado. Intocável. Uma espécie de segredo que ninguém quis abrir — talvez por zelo institucional, talvez por excesso de prudência.

 

E sob a condução do presidente da Câmara, Marco Aurélio, tudo seguiu com tranquilidade exemplar. Sem ruído, sem desgaste, sem aquele incômodo chamado “debate público”.

 

Eficiência é isso.

 

Resolve-se rápido, evita-se constrangimento e, de quebra, mantém-se a harmonia entre os pares. Afinal, política também é sobre convivência.

 

Agora, claro, tudo dentro das regras. Ou pelo menos dentro de uma leitura bastante conveniente delas.

 

No fim, Primavera do Leste dá mais um passo à frente na inovação institucional: criou-se o julgamento sem julgamento.

 

E fica aquela dúvida que ninguém responde, mas todo mundo entende:

 

Foi rigor técnico… ou apenas uma solução elegante para um problema inconveniente?

 

Mas veja, é só uma crônica.

 

 

 


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