Pastor preso por pregar o Evangelho nas ruas da Inglaterra tem acusações arquivadas
A polícia do Reino Unido arquivou uma denúncia de crime de ódio contra o pastor evangélico Dia Moodley, encerrando um processo que se arrastava havia mais de quatro meses após sua prisão durante uma pregação de rua em Bristol, na Inglaterra.
Segundo a equipe jurídica da Alliance Defending Freedom (ADF) International, o caso levantou debates sobre liberdade religiosa e liberdade de expressão no país.
Moodley, de 58 anos, havia sido detido em novembro de 2025 pela polícia de Avon e Somerset enquanto pregava no centro de Bristol. Na ocasião, ele abordava temas relacionados à ideologia transgênero e fazia comparações entre o cristianismo e o islamismo.
As autoridades o investigaram sob suspeita de “incitação ao ódio religioso” e de violação da Lei de Ordem Pública de 1986, legislação britânica que criminaliza comportamentos considerados ameaçadores ou ofensivos com potencial de estimular hostilidade religiosa ou racial.
Durante a abordagem, uma pessoa presente tentou alcançar o fio da caixa de som utilizada pelo pastor. Imagens divulgadas posteriormente mostrariam Moodley empurrando a pessoa antes da chegada da polícia. Ele também foi investigado por suposta agressão física e permaneceu detido por cerca de oito horas antes de ser liberado sob fiança.
Como condição inicial da liberação, o pastor ficou proibido de entrar no centro de Bristol até o fim de dezembro de 2025. A restrição, no entanto, foi posteriormente retirada após contestação apresentada por sua defesa.
Segundo Moodley, durante o interrogatório os policiais questionaram por que ele havia escolhido pregar em uma região frequentada por muçulmanos e também perguntaram se ele considerava apropriado criticar a ideologia transgênero em público. Após a prisão, o pastor afirmou que deixou de realizar pregações de rua por temor de ser preso novamente.
Ele só voltou a falar publicamente em abril deste ano, durante uma mensagem sobre a ressurreição de Jesus em Broadmead. Na ocasião, um homem muçulmano que discordava das comparações feitas entre Jesus Cristo e Maomé foi filmado fazendo ameaças ao pastor diante das câmeras.
Moodley denunciou o episódio à polícia de Avon e Somerset. Contudo, segundo ele, as autoridades responderam que não havia elementos suficientes para caracterizar crime, mesmo com a ameaça registrada em vídeo. O pastor criticou a atuação policial e acusou a corporação de aplicar critérios diferentes em casos envolvendo cristãos conservadores.
Após o arquivamento oficial da investigação, Moodley afirmou que avalia, junto à sua equipe jurídica, a possibilidade de mover uma ação contra a polícia britânica por violação de seu direito à liberdade de expressão e por não investigar adequadamente as ameaças que recebeu.
O advogado Jeremiah Igunnubole, da ADF International, declarou que o caso reflete um cenário mais amplo de restrições ao discurso religioso no Reino Unido. Ele também defendeu mudanças legislativas para ampliar a proteção à liberdade de expressão no país.
Esta não foi a primeira vez que Moodley enfrentou problemas legais relacionados às suas pregações públicas. Em março de 2024, ele já havia sido preso diante da Universidade de Bristol após falar sobre islamismo e defender que o sexo biológico é binário. Assim como no caso mais recente, a investigação acabou sendo encerrada sem acusações formais.
O pastor também relatou que, em 2021, autoridades locais o proibiram de comentar sobre outras religiões e de realizar sermões públicos sem autorização prévia da polícia. Para ele, as medidas representam uma tentativa contínua de censura.
Em suas mensagens públicas, Moodley costuma afirmar que o cristianismo representa a “luz”, enquanto descreve o islamismo como “trevas”, além de defender a superioridade da Bíblia em relação ao Alcorão. As declarações frequentemente geram controvérsia e reações contrárias em espaços públicos.
O caso ganhou maior repercussão internacional após o pastor participar, em março de 2025, de uma reunião com representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos durante uma visita oficial ao Reino Unido. O encontro ocorreu em meio a manifestações da administração do então presidente Donald Trump sobre preocupações relacionadas à liberdade de expressão em território britânico, segundo o The Christian Post.












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