Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 28 de Abril de 2026

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PM e caseiro vão a júri pelo assassinato do advogado Nery



O policial militar Heron Teixeira Pena Vieira e o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, investigados pela morte do advogado Renato Gomes Nery, 72, serão julgados pelo Tribunal do Júri. A decisão, publicada em 22 de agosto de 2025, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, pronunciou a dupla e negou a revogação da prisão preventiva, diante da gravidade dos fatos e do risco à ordem pública.

 

“Por todo o exposto, com fundamento no artigo 413 do Código de Processo Penal, PRONUNCIO os réus: ALEX ROBERTO DE QUEIROZ SILVA, para ser submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri como incurso nas sanções do art. 121, § 2º, I, III e IV, c/c § 4º, do Código Penal; do art. 347, parágrafo único, do Código Penal; do art. 23 da Lei nº 13.869/2019; e do art. 2º, §§ 2º e 4º, II, da Lei nº 12.850/2013, todos na forma dos artigos 29 e 69 do Código Penal; e HERON TEIXEIRA PENA VIEIRA, para ser submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri como incurso nas sanções do art. 121, § 2º, I, III e IV, c/c § 4º, do Código Penal; do art. 347, parágrafo único, do Código Penal; do art. 23 da Lei nº 13.869/2019; e do art. 2º, §§ 2º e 4º, II, da Lei nº 12.850/2013, todos na forma dos artigos 29 e 69 do Código Penal”, diz trecho da decisão.

 

O crime ocorreu em 5 de julho de 2024, quando Renato Nery foi baleado, na avenida Fernando Corrêa, em Cuiabá, quando chegava em seu escritório. Segundo a investigação, o homicídio teria sido encomendado por R$ 200 mil em meio a uma disputa judicial por terras. O casal de empresários César Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos foi apontado como mandante do assassinato.

Na decisão, o juiz Francisco Ney Gaíva destacou os motivos que justificaram a prisão preventiva dos acusados, citando a gravidade do crime com execução em plena via pública, atuação semelhante à organização criminosa, o possível envolvimento de agentes públicos, risco à ordem pública e intimidação de testemunhas.

“A complexa trama de ocultação de provas e a intimidação de testemunhas reforçam a necessidade da prisão para assegurar a aplicação da lei penal”, afirmou o magistrado.

Durante o interrogatório, o réu Alex Silva confessou ter sido o autor dos disparos que mataram a vítima. Ele relatou estar passando por “muitos problemas pessoais e dívidas” e sofrendo ameaças de agiotas, circunstâncias que o levaram a aceitar a proposta de Heron para executar o crime.  Além disso, Alex admitiu ter retornado à chácara onde morava para queimar roupas e o capacete usados na execução, numa tentativa de eliminar provas.

 

Já Heron Teixeira Pena Vieira não confessou a execução, mas admitiu ter atuado como intermediário. Em interrogatório, declarou ter recebido a proposta de crime de Jackson Pereira Barbosa e repassado ao caseiro Alex, que aceitou a empreitada.

 

Testemunhas ainda apontaram que o policial Heron auxiliou na logística do crime e participou de tentativas de ocultação de provas.

 

Os réus seguirão presos até o julgamento pelo Tribunal do Júri, onde responderão por homicídio qualificado, além de fraude processual, abuso de autoridade e participação em organização criminosa.

GD



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Prefeitura presta apoio imediato a famílias afetadas por chuva em Primavera do Leste


Defesa Civil, Assistência Social e Infraestrutura atuam de forma integrada para garantir acolhimento e segurança às famílias atingidas

Fonte: Coordenadoria de Comunicação / Autor: Raiza Nascimento

 

Após a forte chuva que atingiu Primavera do Leste, a Secretaria Municipal de Assistência Social atuou de forma imediata no atendimento às famílias afetadas. Algumas residências foram alagadas na região de São José, especificamente na Rua D, exigindo uma resposta rápida do poder público.

 

A ação foi coordenada pela Defesa Civil, que acionou uma força-tarefa envolvendo a Secretaria de Infraestrutura e a Assistência Social para prestar suporte às famílias. Como medida emergencial, os moradores foram realocados para hospedagem temporária em hotel, garantindo segurança e abrigo durante a noite, enquanto equipes trabalham na limpeza e recuperação das áreas atingidas.

 

Segundo a coordenadora da Defesa Civil, Cris Corrêa, a prioridade foi retirar as famílias das áreas de risco e garantir acolhimento imediato.

 

“Eu, enquanto coordenadora da Defesa Civil, pedi a retirada imediata dessas famílias e para que elas sejam direcionadas para o aluguel social. A Assistência Social acompanhou todo o processo, orientando para que elas deixassem as residências e fossem encaminhadas com segurança,” destacou.

 

A secretária municipal de Assistência Social também ressaltou o compromisso da pasta em garantir o atendimento humanizado às famílias atingidas.

 

“Nosso trabalho é estar presente nos momentos mais difíceis. Assim que fomos acionados, nossa equipe se mobilizou para garantir acolhimento, segurança e dignidade às famílias afetadas. Estamos acompanhando cada caso de perto, oferecendo suporte necessário, inclusive com encaminhamento para o aluguel social, para que essas pessoas possam se reestruturar com tranquilidade,” afirmou.

 

A ação contou com um trabalho conjunto envolvendo diversas secretarias municipais, reunindo equipes da Assistência Social, Infraestrutura, Saúde, além da Chefia de Gabinete, garantindo uma resposta rápida, integrada e eficiente diante da situação.

 

A gestão municipal reforça que segue monitorando a situação e prestando todo o suporte necessário às famílias, priorizando a segurança e o bem-estar da população.


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