Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 09 de Abril de 2026

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População carcerária feminina cresce 700% em dezesseis anos no Brasil



A população carcerária feminina cresceu 698% no Brasil em 16 anos, segundo dados mais recentes do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão do Ministério da Justiça. No ano 2000, havia 5.601 mulheres cumprindo medidas de privação de liberdade. Em 2016, o número saltou para 44.721. Apenas em dois anos, entre dezembro de 2014 e dezembro de 2016, houve aumento de 19,6%, subindo de 37.380 para 44.721.

As informações foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta semana, por solicitação do ministro Ricardo Lewandowski, em decisão que deu seguimento a um pedido de habeas corpus que pretende libertar todas as mulheres grávidas, puérperas (que deram à luz em até 45 dias) ou mães de crianças com até 12 anos de idade sob sua responsabilidade que estejam presas provisoriamente, ou seja, encarceradas ainda sem condenação definitiva da Justiça. De todas as mulheres presas atualmente no país, 43% ainda não tiveram seus casos julgados em definitivo.

A admissão da ação, impetrada pelo Coletivo de Advogados em Direitos Humanos (CADHu), representa uma atitude rara na Corte, pois pretende beneficiar um coletivo de pessoas, não um só indivíduo. Pela extensão de possíveis efeitos, o ministro Lewandowski intimou a Defensoria Pública da União (DPU) para que manifestasse interesse em atuar no caso, o que já ocorreu. “A preocupação da Defensoria é com a proteção que deve ser garantida tanto à gestante quanto às mães que têm crianças pequenas que dependem dela. A prioridade dada nesses casos deve ser ao bem-estar das crianças, a fim de evitar que ela seja criada no ambiente do cárcere”, diz o defensor Gustavo Ribeiro, responsável por representar a DPU perante o STF.

Gestantes encarceradas

Do total de mulheres presas, 80% são mães e responsáveis principais, ou mesmo únicas, pelos cuidados de filhas e filhos, motivo pelo qual os “efeitos do encarceramento feminino geram outras graves consequências sociais”, informa o Depen.

No pedido de informações ao Ministério da Justiça, o ministro Ricardo Lewandowski solicitou que fossem identificadas todas as mulheres grávidas ou mães de crianças no cárcere. Apenas dez estados disponibilizaram os dados, enviando os nomes de 113 mulheres gestantes ou com filhos que as acompanham no cárcere, distribuídas por 41 unidades prisionais. Organizações de defesa dos direitos das mulheres, no entanto, estimam que esse número seja bem maior.

Em um estudo divulgado em junho, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) analisou a situação da população feminina encarcerada que vive com filhos em unidades prisionais femininas no país, tendo entrevistado ao menos 241 mães. A Fiocruz diagnosticou que 36% delas não tiveram acesso adequado à assistência pré-natal; 15% afirmaram ter sofrido algum tipo de violência; 32% das grávidas presas não fizeram teste de sífilis e 4,6% das crianças nasceram com a forma congênita da doença.

Tráfico de drogas

Na comparação entre diferentes países, o Brasil apresenta a quinta maior população carcerária feminina do mundo, atrás de Estados Unidos (205.400 detentas), China (103.766) Rússia (53.304) e Tailândia (44.751), de acordo com dados do Infopen Mulheres, lançado em 2015. Do total de mulheres presas, 60% estão encarceradas por crimes relacionados ao tráfico de drogas. “O tráfico é sempre colocado como uma gravidade imensa, mesmo que a pessoa não tenha condenações, seja ré primária, a grande regra é que ela seja presa”, critica o defensor federal Gustavo Ribeiro.

O Depen aponta que a maior parte das mulheres submetidas a penas de privação de liberdade “não possuem vinculação com grandes redes de organizações criminosas, tampouco ocupam posições de gerência ou alto nível e costumam ocupar posições coadjuvantes nestes tipos de crime”, diz o documento enviado ao STF.

Muitas vezes, acrescenta Ribeiro, essas mulheres entram no tráfico assumindo papéis desempenhados pelos companheiros depois de serem presos ou, no caso do tráfico internacional, por serem aliciadas, mediante pagamento ou mesmo ameaça, para levar droga de um país a outro. O defensor destaca que existem regras nacionais e internacionais, como o as Regras de Bangkok, das Nações Unidas, já ratificadas pelo Brasil, que apontam que medidas não privativas de liberdade devem ser priorizadas no julgamento de casos de mulheres infratoras.

Agência Brasil



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Solar Coca-Cola adota modelo de “Vale-Educação” para impulsionar talentos da base e alta liderança


Com foco na capacitação de seus colaboradores, acreditando na democratização da educação e seus impactos na sociedade, a Solar fez parceria com a maior plataforma de educação no Brasil – Unico Skill_

 

A Solar Coca-Cola, uma das maiores fabricantes do Sistema Coca-Cola do país, anuncia o lançamento do Educa Solar, uma iniciativa que posiciona a engarrafadora na vanguarda da gestão de pessoas em seu segmento. Em parceria com a Unico Skill, a empresa implementa o conceito de vale-educação, oferecendo ao colaborador autonomia total para construir sua própria trilha de desenvolvimento.

 

A iniciativa nasce com um projeto piloto voltado para mais de 450 talentos de todo o território da Solar, incluindo colaboradores de Mato Grosso, que terão acesso gratuito à plataforma até dezembro de 2026. O Educa Solar democratiza o acesso a cursos de instituições de prestígio global, como Harvard e Insper, além de diversas universidades e escolas de idiomas, abrangendo todos os territórios onde a companhia atua.

 

Com o Educa Solar, a Solar Coca-Cola reforça seu compromisso com o desenvolvimento contínuo de seus talentos e com a construção de um ambiente de aprendizado acessível, flexível e alinhado às necessidades do negócio e dos colaboradores, fortalecendo sua estratégia de pessoas e preparando a organização para os desafios do futuro.

 

Nesta fase inicial, o programa contempla colaboradores selecionados a partir do Ciclo de Gestão de Talentos 2025, incluindo profissionais que se destacaram em iniciativas de inovação com o Programa “Times que Inspiram” e profissionais com foco em seu alto desenvolvimento. O Educa Solar se diferencia pela sua abordagem inclusiva: cerca de 68% dos participantes do piloto atuam em posições operacionais, de análise e supervisão, reforçando o compromisso da Solar Coca-Cola com a mobilidade social, a equidade de oportunidades e o desenvolvimento de carreiras em todos os níveis da operação.

 

O sistema de “vale-educação” da Unico Skill entrega um ROI (Retorno sobre Investimento) de até 4 vezes sobre o valor de mercado. Isso significa que, a cada real investido pelas empresas, os colaboradores consomem 4 reais em educação de qualidade. Na prática, com os acessos (licenças), a Solar permite que seus funcionários usufruam de cursos que custam aproximadamente R$ 1,1 milhão, caso fossem pagar diretamente às instituições de ensino neste primeiro ano.

 

Repercussão no setor e na sociedade

 

Em um país onde apenas 20,5% da população com 25 anos ou mais possui ensino superior completo, segundo o IBGE, e no qual somente 1% dos brasileiros é fluente em inglês, de acordo com estudos do British Council, ampliar o acesso à educação como benefício corporativo contribui diretamente para a redução de desigualdades, o fortalecimento da mobilidade social e a geração de oportunidades reais de desenvolvimento. Iniciativas como essa ampliam o potencial dos profissionais, promovem inclusão e geram valor sustentável para a sociedade e para as empresas que assumem esse compromisso.

 

A iniciativa da Solar Coca-Cola reforça o papel da empresa como agente ativo de transformação social, ao ir além do desenvolvimento interno e estimular este movimento na sociedade. “Acreditamos que o acesso à educação de qualidade é uma das formas mais consistentes de transformar realidades. Quando a empresa investe no desenvolvimento das pessoas, o impacto vai além da carreira individual e alcança famílias, comunidades e o futuro do país. O Educa Solar nasce com esse propósito: ampliar oportunidades a partir de dentro da nossa própria organização, usando a educação como um caminho real de inclusão, mobilidade social e crescimento sustentável”, afirma Emiliana Albanaz, diretora de Recursos Humanos da Solar Coca-Cola.

 

O relatório 2026 Global Human Capital Trends, da Deloitte, revela que 58% da força de trabalho do mundo está se sentindo menos relevante diante das mudanças vivenciadas no último ano. O mesmo estudo aponta que organizações que não conseguem reverter esse estado enfrentam uma estagnação que ameaça sua própria sobrevivência. Por outro lado, organizações que fazem o trabalhador se sentir parte da transformação, como a Solar, são 2,4 vezes mais propensas a terem melhores resultados financeiros.

 

A parceria com a Unico Skill foi escolhida pela flexibilidade e profundidade do conteúdo. O modelo permite que o colaborador realize até quatro cursos simultâneos, além de mentorias, com total autonomia para escolher as trilhas que melhor se conectam aos seus objetivos pessoais e de carreira.

 

A plataforma da Unico Skill conecta colaboradores da Solar a mais de 80 instituições de ensino, que oferecem mais de 20 mil opções de graduações, pós, cursos livres, técnicos, de idiomas e mentorias, além de educação de jovens e adultos. “Nossa tecnologia democratiza a excelência educacional porque remove barreiras ao ensino, personaliza o aprendizado e dá escala ao desenvolvimento profissional”, afirma Joca Oliveira, CEO da Unico Skill. “A parceria com a Solar Coca-Cola mostra que esse modelo funciona em qualquer setor, em qualquer região do Brasil. O Norte e o Nordeste têm uma força de trabalho com enorme potencial represado, e a educação é o caminho mais direto para transformar esse cenário”, completa.

 

O lançamento oficial do Educa Solar ocorreu no dia 1º de abril, via webinar para todo o ecossistema da empresa. A meta é atingir 70% de adesão entre os participantes do piloto, o que pavimentará o caminho para a expansão do benefício para toda a base de colaboradores da Solar no futuro.

Assessoria


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