Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Prefeitura de Primavera realiza campanha para tirar moradores em situação de rua



Prefeitura de Primavera do Leste alega que o número tem aumentado, o que está prejudicando o desenvolvimento do município.

A Prefeitura de Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá, está fazendo uma ação para que a população não doe mais dinheiro, alimentos e cobertores aos moradores de rua da cidade. A prefeitura alega que o número de moradores de rua tem aumentado e isso está prejudicando o desenvolvimento do município.

Conforme os dados do Cadastro Único, são 100 pessoas vivendo em situação de rua em Primavera do Leste. Destas, apenas 47 aceitam receber o atendimento dos serviços de assistência social.

O prefeito da cidade, Leonardo Bortolin, disse que algumas cobertas doadas por voluntários nos dias de frio aos moradores, foram encontradas jogadas nos fios elétricos e na BR-070.

Ele ressaltou que a população não deve mais realizar essas doações, pois o município já possui políticas públicas de assistência social destinada aos moradores de rua.

“Isso não está ajudando, está ocasionando um problema maior ainda. Os restaurantes doam marmitas, mas eles (moradores de rua) pegam essas marmitas e jogam no meio da rua e isso acaba sujando as vias públicas”, disse.

Segundo Leonardo, a ação também tem o objetivo de intensificar a abordagem a moradores de rua. Os moradores que aceitarem ajuda da secretaria de Assistência Social serão encaminhados para o albergue da cidade.

Já as pessoas que não são do município deverão ser conduzidas à cidade de origem.

A orientação da Polícia Civil é denunciar qualquer atitude irregular de moradores de rua, inclusive a cobrança dos ‘flanelinhas’.

Com informações do G1



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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