Primavera do Leste / MT - Domingo, 26 de Julho de 2026

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Que comecem os jogos, os Vianas definiram colocar o time em campo



Desde as convenções municipais realizada no dia 08/10 para eleições atípicas em Primavera do Leste em decorrência do ex-prefeito Getúlio Viana ter seu registro cassado de vez pelo TSE-Tribunal Superior Eleitoral, enquanto a coligação rival dos Vianas já estavam nas ruas, eles discutiam entre eles quem seria o candidato da coligação “avante Primavera”, coligação com mesmo nome da coligação encabeçada por Getúlio nas eleições que concorreu sub judice e teve a maioria dos votos assumindo por força de liminar. Enquanto discutiam, o presidente do PSC – Partido Social Cristão Oziel de Oliveira garantia que Carmen que é sua esposa e ocupa o cargo de vereadora seria a candidata ao cargo, chegando a ser desmentido pela presidente do diretório municipal do PDT- Partido Democrático Trabalhista, mas veio um entendimento na sexta-feira, 20, e escolheram Carmem Borges como candidata a prefeita e o vereador Neri Gaiteiro para vice. Os histórico das disputas eleitorais no município de Primavera não é nada animador, regado a acusações, denúncias até ameaças e espancamento como no caso do ex-vereador Manoel Messias, tudo isso fazem parte da biografia das disputas, e agora com as redes sociais, verdadeiras gangues virtuais se mantem de plantão, alguns acusam outros defendem, outros mostram proposta e segue o jogo.

Getúlio quando foi afastado do cargo que era mantido por liminar, afirmou que iria indicar alguém para votarem, que ele e seu grupo ajudariam administrar a cidade, algo inédito aconteceu, lançaram uma candidata sem ter o sobrenome do grupo político deles, evangélica, nada contra religião de ninguém, mas os conceitos não batem muito com estilo do grupo administrar.

De fato a coligação “Renovação que Une”, tem adversários em campo, e os eleitores tem opção de escolher, ouvir propostas, olhar o passado dos candidatos e apoiadores, pois a política tem por obrigação de servir a toda comunidade acima de pequenos grupos ou família tornando a democracia possível, separando o bem do mau deixados nos ensinamentos bíblicos, “1 Pedro 3,11 afaste-se do mal e pratique o bem; busque a paz e nela persevere”.

Esta mesma disposição de campanha tem que ocorrer no exercício da cidadania durante todo o mandato, diálogo com os poderes e o povo, pois o poder emana do povo, e todos tem o direito de falar com seus representantes na busca de melhorias coletivas. Agora que tem uma disputa é ouvirmos as propostas, possibilidades de cumpri-las legalmente e praticar a justiça em nosso município.

Confira o áudio da entrevista de Getúlio afirmando que iria indicar e ajudar administrar.  

Foto: Internet 

Com A Palavra / Editorial / Opinião 

 

 



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A Palavra - Opinião

O poderoso chefinho de Primavera?


Conversas de bastidores, nem Riva escapou da busca pelo poder do pré candidato Leonardo

 

No dia 23 de julho, Léo Bortolin lançou oficialmente sua pré-candidatura a deputado estadual. O evento reuniu boa parte dos vereadores de Primavera do Leste, deixando claro que a base política construída ao longo de seus dois mandatos como prefeito continua firme ao seu lado.

 

Léo sempre foi um político acostumado a vencer. Em Primavera do Leste, governou praticamente sem enfrentar adversários com a mesma estrutura política e financeira. Agora, a realidade é diferente. A disputa é estadual, o jogo é mais pesado e os adversários conhecem bem os bastidores do poder.

 

E bastidores, por sinal, é o que não faltam. O comentário que circula nos meios políticos é de que Léo estaria disposto a enfrentar até antigos aliados e lideranças tradicionais do MDB. Há quem diga que nem mesmo o experiente José Riva escapou da disposição de Léo em ampliar seu espaço político, especialmente em regiões onde existem apoios historicamente ligados ao grupo de Riva, como Juara.

 

A impressão que fica é a de que nasceu o “poderoso chefinho” de Primavera do Leste. Um líder que concentra influência, articula apoios e busca ampliar seu domínio político para além das fronteiras do município.

Mas uma pergunta inevitável permanece no ar: por que tantos vereadores caminham ao seu lado? É apenas pela convicção de que Léo representa o melhor projeto para Mato Grosso? É pela força política construída durante seus mandatos? Ou existem outros interesses políticos em jogo?

 

Na democracia, apoio político é legítimo. O que também é legítimo é que a população questione quais são as motivações que unem um grupo tão expressivo em torno de um único projeto. Afinal, política também se faz com transparência, coerência e prestação de contas.

 

A corrida para a Assembleia Legislativa apenas começou. Até a eleição, os discursos serão muitos. Mas os eleitores têm o direito de olhar além dos palanques, observar os movimentos de bastidores e tirar suas próprias conclusões.


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