Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Sessão Ordinária: Vereadores falam sobre obras da BR-070 e situação dos moradores das margens da rodovia



A Câmara Municipal de Primavera do Leste tem sido palco de discussões de matérias importantes para o município. Durante a sessão ordinária realizada nesta segunda-feira (10) os vereadores da 9ª legislatura apresentaram cerca de 20 indicações, que é proposições em que o parlamentar sugere ou solicita medidas de interesse público aos órgãos competentes.  Um dos assuntos mais abordados no grande expediente, espaço de manifestação sobre os mais diferentes assuntos, foi o retorno das obras da BR-070 e a situação dos moradores que moram ás margens da rodovia.

O presidente da Casa, Paulo Márcio (DEM) comentou de uma reunião realizada com a Defensoria Pública, vereadores, Secretária de Assistência Social e representantes das famílias que residem na área de domínio federal. Ele explicou que a ordem judicial será cumprida e que o retorno da obra é de grande importância para o município. “Quanto ao problema social, que engloba garantir apoio aos moradores da localidade, existem algumas preocupações justa e o encontro teve o objetivo de discutir essas questões”, disse.

Para o vereador Carlos Instrutor (PSD) o debate foi saudável, porém, alguns moradores estavam exaltados. “Inclusive jogando a culpa nos vereadores. Este é um problema social precisa ser levado à assistência social. A Prefeitura não está omitindo da função de garantir moradia digna a essas famílias. Porém, existem pessoas que já foram contempladas em outro momento com residências e vendeu a casa, além disso, outras famílias invadiram o local após 2015”, afirmou.

A vereadora Carmen Betti (PSC) reiterou o papel da Câmara em auxiliar os moradores, com aprovação de projeto que beneficia e autoriza a Prefeitura a oferecer o auxílio aluguel e construir as residências. “O retorno das obras é um momento esperado e importante para nossa comunidade, porque traz segurança, melhora a trafegabilidade, mas entendemos a situação das famílias que moram ás margens da rodovia.  Os moradores que serão contemplados com a casa vão ser protegidos com o aluguel social até a entrega da casa. Algumas famílias que estão ali não receberão as casas, pois não atendem os critérios exigido pela Lei do Programa Vida Nova”.

Na oportunidade, o vereador Luis Costa (PR), afirmou ter morado nas margens da rodovia quando chegou à Primavera do Leste. “Entendo as dificuldades das pessoas, mas a Prefeitura está fazendo mais do que é competência do município. Devemos olhar aos pais de famílias que realmente precisam e aqueles que já ganharam casas e invadiram o local após o cadastramento, terão que respeitar a ordem judicial”, salientou.

O líder do prefeito, Manoel Mazzutti (MDB) disse que o município de Primavera do Leste não está tirando ninguém das margens da rodovia. “A Prefeitura está colaborando com a elaboração de projetos que institui o auxílio aluguel e autoriza a construção das residências. A decisão da saída dessas pessoas é judicial, e decisão judicial não se contesta se cumpre”. Ele ainda afirmou que a Casa não se isentou do debate de como auxiliar os moradores e atuou nesse fato com muito respeito.

Coforme o parlamentar Antônio Marcos (PP), agora é o momento de pensar na sinalização de trânsito da Avenida Florianópolis, pois com a obra o fluxo vai aumentar. “O trabalho está a todo vapor. É uma obra de suma importância para a comunidade. Recebi ligações de pessoas das margens da BR, que desde a legislatura passada tem conversado com os vereadores e, nós, sempre buscando solução. As pessoas estão mais que avisadas que essa hora de desapropriação chegaria. É uma decisão judicial e precisa ser cumprida”.

Assessoria 



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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