Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

HOME / NOTÍCIAS

política

PL decide lançar apenas um candidato ao Senado em MT para evitar divisão



O Partido Liberal (PL) decidiu que terá apenas um candidato ao Senado em Mato Grosso nas eleições de 2026. A informação foi confirmada pelo senador Wellington Fagundes, pré-candidato da sigla ao Governo de Mato Grosso, durante encontro da legenda realizado nesta segunda-feira (9), em Cuiabá.

De acordo com o parlamentar, a definição segue orientação do ex-presidente Jair Bolsonaro e tem como objetivo evitar divisão interna no grupo político, tendo em vista que alguns defendem coligações e outros apenas candidatos próprios.

Segundo ele, o nome escolhido pelo partido para a disputa é o do deputado federal José Medeiros. “A recomendação do presidente Bolsonaro é ter um só candidato exatamente para não nos dividirmos. Concentrar um senador: José Medeiros”, afirmou.

Fagundes explicou que a estratégia também leva em conta a dinâmica eleitoral, já que normalmente o candidato a governador costuma impulsionar a eleição de ao menos um senador.

“Sempre quando o governador é eleito em duas vagas, leva pelo menos um. Uma coisa está atrelada à outra”, disse.

No mesmo evento, o senador também reafirmou que o PL já definiu internamente sua candidatura ao governo do estado, enquanto Medeiros será o nome da legenda para o Senado.

Além disso, o partido pretende focar na ampliação das bancadas federal e estadual nas próximas eleições. Segundo Wellington Fagundes, a meta da sigla é repetir a eleição de quatro deputados federais e ampliar o número de parlamentares na Assembleia Legislativa.

Fonte Mídia Jur



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


Antenado News